FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Astrônomos descobrem 'fábrica de cometas'

Pesquisadores usaram o telescópio ALMA para observar região onde grãos de poeira se aglutinam e formam corpos rochosos, como planetas, cometas e asteroides, comprovando o que, até hoje, era apenas uma teoria

Cientistas conseguiram, pela primeira vez, observar a região em volta de uma estrela jovem onde partículas de poeira conseguem se juntar umas às outras e se aglutinar, formando grandes corpos rochosos. Além de documentar esse tipo de fenômeno, a descoberta deve ajudar a resolver um dos mistérios da astronomia: o mecanismo pelo qual as pequenas partículas de poeira que orbitam as estrelas são capazes de formar planetas, cometas e asteroides. A pesquisa que descreve a descoberta foi publicada nesta quinta-feira na revista Science.


As pesquisas mais recentes têm mostrado que o sistema solar não é um caso isolado — a maioria das estrelas possui planetas e outros corpos em sua órbita. O que os pesquisadores não haviam conseguido explicar é como esses corpos se formam. As teorias diziam que isso acontecia a partir da colisão e do acúmulo dos grãos de poeira que giram em volta das estrelas.

As simulações de computador mostravam, no entanto, que conforme os aglomerados de partículas cresciam, o processo ficava cada vez mais improvável. Quando dois grãos maiores colidiam, em vez de se aglutinar eles se despedaçavam. Isso criava inúmeras partículas de poeira e todo o processo era reiniciado. Mesmo quando esse tipo de colisão não acontecia, a fricção com a poeira e o gás em seu caminho fazia com que os grãos maiores fossem arrastados para órbitas cada vez mais próximas à estrela, até serem consumidos por elas.

Isso criou um impasse: enquanto as simulações mostravam que a formação de planetas por esse mecanismo era muito difícil, as observações astronômicas descobriam um número cada vez maior de novos planetas fora do Sistema Solar. Para resolver esse problema, os pesquisadores teorizaram então a existência de um mecanismo pelo qual vórtices e redemoinhos criados em meio à poeira que circunda uma estrela criariam zonas protegidas, onde as partículas poderiam se juntar aos poucos, até serem grandes o suficiente para sobreviver por si mesmas.

Para criar esses abrigos — que foram chamados de armadilhas de poeira—, seria necessária a presença de outro corpo grande, como um planeta gasoso, girando em volta da estrela. Conforme esse objeto se movimentasse pelo disco de poeira, ele iria abrir caminho e produzir os vórtices necessários para a existência da armadilha. Todo esse complexo mecanismo só existia na cabeça e nas simulações dos astrofísicos teóricos, mas nunca havia sido visto na prática. Até agora.

Castanha de caju — A pesquisa publicada na revista Science descreve o primeiro registro de uma armadilha de poeira, orbitando a estrela Oph-IRS 48, localizada a 400 anos-luz da Terra. Observações anteriores já haviam mostrado a existência de anéis de gás e de poeira muito uniformes ao redor dessa estrela. Eles possuíam um formato curioso, com um grande espaço vazio entre as órbitas mais internas e mais externas. Isso costuma ser visto como um indício da presença de um planeta muito grande — com cerca de 10 vezes a massa de Júpiter —, justamente o tamanho necessário para criar as armadilhas de poeira.

Ao observar a região, utilizando o Atacama Large Millimeter Array (ALMA), radiotelescópio pertencente ao Observatório Europeu do Sul, os pesquisadores descobriram uma protuberância em uma das porções externas do disco de poeira. Essa protuberância reunia as maiores partículas — que chegavam a alguns milímetros de diâmetro — e tinha um formato inesperado. "Nós esperávamos que ela tivesse o formato de um anel, mas encontramos outra forma, semelhante à castanha de caju. Tivemos de nos convencer de que essa característica era real, mas o forte sinal e a clareza das observações do ALMA não deixavam nenhuma dúvida. Foi aí que percebemos o que tínhamos encontrado", diz Nienke van der Marel, pesquisador do Observatório Leiden, na Holanda.

O que eles haviam descoberto era justamente uma região que isolava os maiores grãos de poeira, deixando-os livres para se aglomerar e formar grupamentos maiores — a armadilha de poeira. "É provável que estejamos olhando para uma espécie de fábrica de cometas, já que as condições são perfeitas para que as partículas cresçam dos milímetros atuais para o tamanho desses corpos", diz van der Marel.

Planetas rochosos — A armadilha estava localizada a uma grande distância de sua estrela, cerca de 50 vezes maior do que a que separa a Terra do Sol. Nessas condições, a formação de planetas seria impossível. "A poeira não deve formar corpos do tamanho de planetas a essa distância. Mas, no futuro, o ALMA deverá ser capaz de observar armadilhas de poeira ainda mais próximas às estrelas, com os mesmos mecanismos em funcionamento. Nesse caso, estaríamos vendo o berço de novos planetas", diz o pesquisador.


As observações foram feitas antes mesmo de o ALMA entrar em completo funcionamento, usando apenas uma pequena porção das 66 antenas instaladas no deserto do Atacama. "Estas observações mostram que o ALMA é capaz de produzir ciência realmente transformativa, e isto quando ainda operava com menos de metade da rede completa. Isso dá a oportunidade de estudar os aspectos básicos da formação planetária de maneiras que anteriormente não eram possíveis", diz Ewine van Dishoeck, pesquisador do Observatório de Leiden, que contribuiu com a construção do ALMA e participou do recente estudo.

Fonte: veja.abril.com.br

Licopódios e Selaginelas (Filo Licophyta)

Neste filo encontramos os licopódios e as selaginelas. Existem cerca de 1.000 espécies descritas, divididas em três ordens, cada uma contendo apenas uma família.
No filo Licophyta encontramos as seguintes famílias:

  • Lycopodiaceae
  • Selaginellaceae
  • Isoetaceae


Família Lycopodiaceae

A maioria dos gêneros de licopódios está contida nesta família, habitando a América do Norte e regiões tropicais.

Morfologia

O caule e a raiz são protostélicos. O esporófito possui ramos aéreos e raízes provenientes de um rizoma com ramificações. As folhas são do tipo microfilo.

Reprodução

Os licopódios são homosporados. Os esporângios encontram-se nos esporofilos que não fazem fotossíntese. Os esporofilos são folhas modificadas portadoras de esporângios.
A maturação dos órgãos sexuais dos licopódios pode levar muitos anos. Os gametófitos são bissexuados e fazem fecundação cruzada. O anterozóide é biflagelado e depende de água para nadar até o arquegônio, onde o zigoto cresce após a fecundação até se desenvolver um esporófito.

Família Selaginellaceae

As selaginelas habitam locais úmidos e são normalmente encontradas em regiões de clima tropical.

Morfologia

O caule e a raiz são protostélicos. As folhas são do tipo microfilo. Formam estróbilos. São portadores de uma estrutura chamada lígula.

Reprodução

As selaginelas são heterosporadas. Os gametófitos são unissexuados. Em um estróbilo encontramos megaesporófilos e microesporófilos, formadores de megaesporângios e microesporângios, respectivamente.
Os anterozóides são biflagelados, produzidos pelo gametófito masculino que se desenvolve dentro de micrósporos. São dependentes de água para fecundar a oosfera. O embrião formado é empurrado até o tecido mais cheio de nutriente por um órgão chamado suspensor.


Família Isoetaceae

Apenas um gênero está contido nesta família: gênero Isoetes, que são plantas com caule subterrâneo, do tipo cormo.As folhas são microfilos e possuem tecidos secundários no cormo. Em algumas espécies as folhas possuem cutícula e grossa que impede as trocas gasosas com o ambiente e possuem metabolismo CAM (Metabolismo Ácido das Crassuláceas).

São heterosporadas e na base do megaesporofilo e microesporofilo os respectivos esporângios são formados.

Cavalinha ( Filo Sphenophyta )

O Filo Sphenophyta é composto por apenas um gênero, que abriga 15 espécies, o gênero Equisetum, plantas conhecidas como cavalinhas.

                                                               Ambiente

São encontradas em locais úmidos, próximos a córregos.

                                      Morfologia

São plantas que possuem um caule articulado, formado por nós e entrenós, com folhas verticiladas com nós e estrias nos entrenós, e caule com deposição de sílica.
Na parte inferior do caule estão presentes rizomas, que originam caules aéreos e raízes.

                              Reprodução


As estruturas produtoras de esporos são chamadas esporangióforos, que se reúnem no ápice do caule em forma de estróbilo. São homosporadas. Os esporos possuem elatérios, estruturas parecidas com faixas, que participam na dispersão.Os gametófitos normalmente desenvolvem-se em locais bem úmidos e possuem vida livre.Os gametas masculinos são multiflagelados e dependentes de água para fecundar a oosfera.


Fonte: www.infoescola.com

Samambaias ( Filo Pterophyta )

No Filo Pterophyta estão as samambaias, que abrigam cerca de 11.000 espécies descritas. As samambaias formam um grupo numeroso e muito diversificado, habitantes principalmente dos trópicos.  



De acordo com a morfologia dos esporângios, são classificadas em eusporangiadas ou leptosporangiadas.

Eusporangiadas: Com exceção das samambaias leptosporangiadas, todas as plantas vasculares possuem eusporângios, que são células que originam o esporângio e possuem várias camadas de células. Neste grupo encontramos as Ordens Glossales e Marattiales.

Leptosporangiadas: A maioria das espécies compõe a Ordem Filicales, com cerca de 10.500 espécies. São homosporadas.

O esporófito é formado por folhas do tipo megafilo bem desenvolvido, arranjando-se de forma pinada, presas pelo pecíolo. Os rizomas possuem tricomas.
Na parte inferior da folha encontramos os esporângios, que se agrupam formando os soros, que podem ser protegidos pelo indúsio, que seca e dispersa os esporos bissexuados.
Os gametófitos são de vida livre e dependentes de água. Os espermatozóides são multiflagelados.

O protalo é o gametófito desenvolvido, possui rizóides e produz anterídios e arquegônios na sua região ventral.

O gametófito fecundado desintegra quando o esporófito formado se desenvolve.
Na samambaia, o esporófito é a geração duradoura.


Podemos encontrar também samambaias aquáticas que são as únicas heterosporadas. As estruturas reprodutoras chamam-se esporocarpos, possuem formato de feijão e produzem soros. As folhas com tricomas flutuam na superfície da água e o rizoma cresce no solo úmido.


Fonte: www.infoescola.com

Musgos ( Filo Bryophyta )

Neste grupo estão as briófitas classificadas como musgos. O filo Bryophyta é composto por três classes: Sphagnidae, Andreaidae e Bryidae.

Reprodução 

Em certas épocas do ano, formam-se arquegônios no ápice da planta feminina, enquanto na planta masculina se formam anterídios. Gotas de água da chuva lançam sobre as plantas femininas os anterozoides liberados dos anterídios. Os arquegônios produzem substâncias especiais que originam os anterozoides em sua direção ( quimiotactismo ).
Assim, eles nadam e encontram a abertura dos arquegônios, penetram neles e fecundam as oosferas. Um dos zigotos formados se desenvolve e o pequeno embrião pluricelular fixa-se na ponta da planta feminina fecundada. 



A partir do embrião pluricelular diferencia-se um esporófito (E) aclorofilado, que é parasita do gametófito (G). O esporófito tem em sua extremidade superior um grande esporângio ovalado, a cápsula, no interior do qual se originam os esporos haploides, por meiose. A cápsula é recoberta por uma espécie de capuz, chamado caliptra. 
A queda da caliptra expõe a abertura da cápsula; os esporos são expelidos e cada um, caindo na terra, pode germinar, formando um protonema haploide filamentar, de onde brotarão gametófitos masculinos ou femininos. 

Classe Sphagnidae

Existem cerca de 300 espécies descritas que ocorrem em todo o mundo, habitando principalmente locais úmidos. Nesta classe existe apenas um gênero, chamado Sphagnum.
 Esses organismos possuem ramos especiais na extremidade superior do gametófito, onde ocorre a reprodução sexuada, pois neste local estão os arquegônios e os anterídios.

A reprodução sexuada ocorre por fragmentação, regenerando novos gametófitos.
A dispersão de esporos ocorre da seguinte forma: os esporos ficam dentro da cápsula, que possui uma tampa chamada opérculo e fica sobre uma haste chamada pseudopódio. Quando a haste seca ocorre várias modificações na pressão do ar em seu interior, fazendo com que a tampa se desprenda e os esporos sejam eliminados com o ar.

Classe Andreaeidae

Gênero Andreaea: Existem cerca de 100 espécies descritas, que habitam rochas de regiões árticas e montanhosas,

Gênero Andreaeobryum: a morfologia deste grupo é um pouco incomum, pois tanto os rizóides quanto o protonema possuem duas camadas de células ao invés de uma. Habitam a região que compreende o Canadá, na sua região noroeste e a parte adjacente do Alasca.

Classe Bryidae

As briófitas deste grupo assemelham-se muito com algas verdes de talo filamentoso, pois seu talo é composto de uma fileira de células, porem suas paredes celulares são inclinadas.
Os musgos desta classe são os musgos verdadeiros. Muitos apresentam hadroma, que é um tecido especial para condução e suas células condutoras de água chamam-se hidróides. Alguns gêneros apresentam leptóides, que são células condutoras de alimento.

O gametófito sustenta o esporófito, sendo este inserido no ápice do gametófito pelas células do pé.
 A cápsula possui estruturas que lembram dentes, chamadas peristônio, que expõem os esporos ao ambiente. Quando jovem, a cápsula é protegida pela caliptra, que ao cair expõe a cápsula e o opérculo ao ambiente.

A reprodução assexuada ocorre por fragmentação.


Os musgos habitam locais muito restritos como determinadas florestas. Alguns invertebrados dependem dos musgos para a reprodução.

Fonte: www.infoescola.com