sexta-feira, 7 de junho de 2013
Astrônomos descobrem 'fábrica de cometas'
Pesquisadores usaram o
telescópio ALMA para observar região onde grãos de poeira se aglutinam e formam
corpos rochosos, como planetas, cometas e asteroides, comprovando o que, até
hoje, era apenas uma teoria
Cientistas conseguiram, pela primeira vez, observar a região em volta de
uma estrela jovem onde partículas de poeira conseguem se juntar umas às outras
e se aglutinar, formando grandes corpos rochosos. Além de documentar esse tipo
de fenômeno, a descoberta deve ajudar a resolver um dos mistérios da
astronomia: o mecanismo pelo qual as pequenas partículas de poeira que orbitam
as estrelas são capazes de formar planetas, cometas e asteroides. A pesquisa
que descreve a descoberta foi publicada nesta quinta-feira na revista Science.
As pesquisas mais recentes têm mostrado que o sistema solar não é um
caso isolado — a maioria das estrelas possui planetas e outros corpos em sua
órbita. O que os pesquisadores não haviam conseguido explicar é como esses
corpos se formam. As teorias diziam que isso acontecia a partir da colisão e do
acúmulo dos grãos de poeira que giram em volta das estrelas.
As simulações de computador mostravam, no entanto, que conforme os
aglomerados de partículas cresciam, o processo ficava cada vez mais improvável.
Quando dois grãos maiores colidiam, em vez de se aglutinar eles se
despedaçavam. Isso criava inúmeras partículas de poeira e todo o processo era
reiniciado. Mesmo quando esse tipo de colisão não acontecia, a fricção com a
poeira e o gás em seu caminho fazia com que os grãos maiores fossem arrastados
para órbitas cada vez mais próximas à estrela, até serem consumidos por elas.
Isso criou um impasse: enquanto as simulações mostravam que a formação
de planetas por esse mecanismo era muito difícil, as observações astronômicas
descobriam um número cada vez maior de novos planetas fora do Sistema Solar.
Para resolver esse problema, os pesquisadores teorizaram então a existência de
um mecanismo pelo qual vórtices e redemoinhos criados em meio à poeira que
circunda uma estrela criariam zonas protegidas, onde as partículas poderiam se
juntar aos poucos, até serem grandes o suficiente para sobreviver por si mesmas.
Para criar esses abrigos — que foram chamados de armadilhas de poeira—,
seria necessária a presença de outro corpo grande, como um planeta gasoso,
girando em volta da estrela. Conforme esse objeto se movimentasse pelo disco de
poeira, ele iria abrir caminho e produzir os vórtices necessários para a
existência da armadilha. Todo esse complexo mecanismo só existia na cabeça e
nas simulações dos astrofísicos teóricos, mas nunca havia sido visto na
prática. Até agora.
Castanha de caju — A pesquisa publicada na revista Science descreve o
primeiro registro de uma armadilha de poeira, orbitando a estrela Oph-IRS 48,
localizada a 400 anos-luz da Terra. Observações anteriores já haviam mostrado a
existência de anéis de gás e de poeira muito uniformes ao redor dessa estrela.
Eles possuíam um formato curioso, com um grande espaço vazio entre as órbitas mais
internas e mais externas. Isso costuma ser visto como um indício da presença de
um planeta muito grande — com cerca de 10 vezes a massa de Júpiter —,
justamente o tamanho necessário para criar as armadilhas de poeira.
Ao observar a região, utilizando o Atacama Large Millimeter Array
(ALMA), radiotelescópio pertencente ao Observatório Europeu do Sul, os
pesquisadores descobriram uma protuberância em uma das porções externas do
disco de poeira. Essa protuberância reunia as maiores partículas — que chegavam
a alguns milímetros de diâmetro — e tinha um formato inesperado. "Nós
esperávamos que ela tivesse o formato de um anel, mas encontramos outra forma,
semelhante à castanha de caju. Tivemos de nos convencer de que essa
característica era real, mas o forte sinal e a clareza das observações do ALMA
não deixavam nenhuma dúvida. Foi aí que percebemos o que tínhamos
encontrado", diz Nienke van der Marel, pesquisador do Observatório Leiden,
na Holanda.
O que eles haviam descoberto era justamente uma região que isolava os
maiores grãos de poeira, deixando-os livres para se aglomerar e formar
grupamentos maiores — a armadilha de poeira. "É provável que estejamos
olhando para uma espécie de fábrica de cometas, já que as condições são
perfeitas para que as partículas cresçam dos milímetros atuais para o tamanho
desses corpos", diz van der Marel.
Planetas rochosos — A armadilha estava localizada a uma grande distância
de sua estrela, cerca de 50 vezes maior do que a que separa a Terra do Sol.
Nessas condições, a formação de planetas seria impossível. "A poeira não
deve formar corpos do tamanho de planetas a essa distância. Mas, no futuro, o
ALMA deverá ser capaz de observar armadilhas de poeira ainda mais próximas às
estrelas, com os mesmos mecanismos em funcionamento. Nesse caso, estaríamos
vendo o berço de novos planetas", diz o pesquisador.
As observações foram feitas antes mesmo de o ALMA entrar em completo
funcionamento, usando apenas uma pequena porção das 66 antenas instaladas no
deserto do Atacama. "Estas observações mostram que o ALMA é capaz de
produzir ciência realmente transformativa, e isto quando ainda operava com
menos de metade da rede completa. Isso dá a oportunidade de estudar os aspectos
básicos da formação planetária de maneiras que anteriormente não eram
possíveis", diz Ewine van Dishoeck, pesquisador do Observatório de Leiden,
que contribuiu com a construção do ALMA e participou do recente estudo.
Fonte: veja.abril.com.br
Licopódios e Selaginelas (Filo Licophyta)
Neste filo encontramos os
licopódios e as selaginelas. Existem cerca de 1.000 espécies descritas,
divididas em três ordens, cada uma contendo apenas uma família.
No filo Licophyta encontramos as
seguintes famílias:
- Lycopodiaceae
- Selaginellaceae
- Isoetaceae
Família Lycopodiaceae
A maioria dos gêneros de
licopódios está contida nesta família, habitando a América do Norte e regiões
tropicais.
Morfologia
O caule e a raiz são
protostélicos. O esporófito possui ramos aéreos e raízes provenientes de um
rizoma com ramificações. As folhas são do tipo microfilo.
Reprodução
Os licopódios são homosporados.
Os esporângios encontram-se nos esporofilos que não fazem fotossíntese. Os
esporofilos são folhas modificadas portadoras de esporângios.
A maturação dos órgãos sexuais
dos licopódios pode levar muitos anos. Os gametófitos são bissexuados e fazem
fecundação cruzada. O anterozóide é biflagelado e depende de água para nadar
até o arquegônio, onde o zigoto cresce após a fecundação até se desenvolver um
esporófito.
Família Selaginellaceae
As selaginelas habitam locais úmidos e são
normalmente encontradas em regiões de clima tropical.
Morfologia
O caule e a raiz são protostélicos. As folhas
são do tipo microfilo. Formam estróbilos. São portadores de uma estrutura
chamada lígula.
Reprodução
As selaginelas são heterosporadas. Os
gametófitos são unissexuados. Em um estróbilo encontramos megaesporófilos e microesporófilos,
formadores de megaesporângios e microesporângios, respectivamente.
Os anterozóides são biflagelados, produzidos
pelo gametófito masculino que se desenvolve dentro de micrósporos. São
dependentes de água para fecundar a oosfera. O embrião formado é empurrado até
o tecido mais cheio de nutriente por um órgão chamado suspensor.
Família Isoetaceae
Apenas um gênero está contido nesta família:
gênero Isoetes, que são plantas com caule subterrâneo, do tipo cormo.As folhas
são microfilos e possuem tecidos secundários no cormo. Em algumas espécies as
folhas possuem cutícula e grossa que impede as trocas gasosas com o ambiente e
possuem metabolismo CAM (Metabolismo Ácido das Crassuláceas).
São heterosporadas e na base do megaesporofilo
e microesporofilo os respectivos esporângios são formados.
Cavalinha ( Filo Sphenophyta )
O Filo Sphenophyta é composto por apenas um gênero, que
abriga 15 espécies, o gênero Equisetum, plantas conhecidas como cavalinhas.
Ambiente
São encontradas em locais úmidos, próximos a córregos.
Morfologia
São plantas que possuem um caule articulado, formado por nós
e entrenós, com folhas verticiladas com nós e estrias nos entrenós, e caule com
deposição de sílica.
Na parte inferior do caule estão presentes rizomas, que
originam caules aéreos e raízes.
Reprodução
As estruturas produtoras de esporos são
chamadas esporangióforos, que se reúnem no ápice do caule em forma de
estróbilo. São homosporadas. Os esporos possuem elatérios, estruturas parecidas
com faixas, que participam na dispersão.Os gametófitos normalmente
desenvolvem-se em locais bem úmidos e possuem vida livre.Os gametas masculinos
são multiflagelados e dependentes de água para fecundar a oosfera.
Fonte: www.infoescola.com
Samambaias ( Filo Pterophyta )
No Filo Pterophyta estão as samambaias, que abrigam cerca de
11.000 espécies descritas. As samambaias formam um grupo numeroso e muito
diversificado, habitantes principalmente dos trópicos.
De acordo com a morfologia dos esporângios, são
classificadas em eusporangiadas ou leptosporangiadas.
Eusporangiadas: Com exceção das samambaias leptosporangiadas,
todas as plantas vasculares possuem eusporângios, que são células que originam
o esporângio e possuem várias camadas de células. Neste grupo encontramos as
Ordens Glossales e Marattiales.
Leptosporangiadas: A maioria das espécies compõe a Ordem Filicales, com cerca de 10.500 espécies. São homosporadas.
O esporófito é formado por folhas do tipo megafilo bem
desenvolvido, arranjando-se de forma pinada, presas pelo pecíolo. Os rizomas
possuem tricomas.
Na parte inferior da folha encontramos os esporângios, que
se agrupam formando os soros, que podem ser protegidos pelo indúsio, que seca e
dispersa os esporos bissexuados.
Os gametófitos são de vida livre e dependentes de água. Os
espermatozóides são multiflagelados.
O protalo é o gametófito desenvolvido, possui rizóides e
produz anterídios e arquegônios na sua região ventral.
O gametófito fecundado desintegra quando o esporófito
formado se desenvolve.
Na samambaia, o esporófito é a geração duradoura.
Podemos encontrar também samambaias aquáticas que são as
únicas heterosporadas. As estruturas reprodutoras chamam-se esporocarpos,
possuem formato de feijão e produzem soros. As folhas com tricomas flutuam na
superfície da água e o rizoma cresce no solo úmido.
Fonte: www.infoescola.com
Musgos ( Filo Bryophyta )
Neste grupo estão as briófitas classificadas como musgos. O
filo Bryophyta é composto por três classes: Sphagnidae, Andreaidae e Bryidae.
Reprodução
Em certas épocas do ano, formam-se arquegônios no ápice da planta feminina, enquanto na planta masculina se formam anterídios. Gotas de água da chuva lançam sobre as plantas femininas os anterozoides liberados dos anterídios. Os arquegônios produzem substâncias especiais que originam os anterozoides em sua direção ( quimiotactismo ).
Assim, eles nadam e encontram a abertura dos arquegônios, penetram neles e fecundam as oosferas. Um dos zigotos formados se desenvolve e o pequeno embrião pluricelular fixa-se na ponta da planta feminina fecundada.
A partir do embrião pluricelular diferencia-se um esporófito (E) aclorofilado, que é parasita do gametófito (G). O esporófito tem em sua extremidade superior um grande esporângio ovalado, a cápsula, no interior do qual se originam os esporos haploides, por meiose. A cápsula é recoberta por uma espécie de capuz, chamado caliptra.
A queda da caliptra expõe a abertura da cápsula; os esporos são expelidos e cada um, caindo na terra, pode germinar, formando um protonema haploide filamentar, de onde brotarão gametófitos masculinos ou femininos.
Classe Sphagnidae
Existem cerca de 300 espécies descritas que ocorrem em todo
o mundo, habitando principalmente locais úmidos. Nesta classe existe apenas um
gênero, chamado Sphagnum.
A reprodução sexuada ocorre por fragmentação, regenerando novos gametófitos.
A dispersão de esporos ocorre da seguinte forma: os esporos
ficam dentro da cápsula, que possui uma tampa chamada opérculo e fica sobre uma
haste chamada pseudopódio. Quando a haste seca ocorre várias modificações na
pressão do ar em seu interior, fazendo com que a tampa se desprenda e os
esporos sejam eliminados com o ar.
Classe Andreaeidae
Gênero Andreaea: Existem cerca de 100 espécies descritas,
que habitam rochas de regiões árticas e montanhosas,
Gênero Andreaeobryum: a morfologia deste grupo é um pouco
incomum, pois tanto os rizóides quanto o protonema possuem duas camadas de
células ao invés de uma. Habitam a região que compreende o Canadá, na sua
região noroeste e a parte adjacente do Alasca.
Classe Bryidae
As briófitas deste grupo assemelham-se muito com algas
verdes de talo filamentoso, pois seu talo é composto de uma fileira de células,
porem suas paredes celulares são inclinadas.
Os musgos desta classe são os musgos verdadeiros. Muitos
apresentam hadroma, que é um tecido especial para condução e suas células
condutoras de água chamam-se hidróides. Alguns gêneros apresentam leptóides,
que são células condutoras de alimento.
O gametófito sustenta o esporófito, sendo este inserido no
ápice do gametófito pelas células do pé.
A reprodução assexuada ocorre por fragmentação.
Os musgos habitam locais muito restritos como determinadas
florestas. Alguns invertebrados dependem dos musgos para a reprodução.
Fonte: www.infoescola.com
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