FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Alguns corais já estão prontos para encarar o aquecimento global

Estudo divulgado hoje (25) na revista americana Science pode representar alívio para oceanógrafos e climatologistas. Uma equipe da Universidade do Texas, em parceria com a Universidade de Oregon, descobriu que alguns corais da espécie Acropora millepora, localizados em áreas quentes da Grande Barreira de Corais, na Austrália, já apresentam variações genéticas que os tornam resistentes a águas mais quentes.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam os corais presentes em áreas mais quentes da Grande Barreira dos Corais, na Austrália, com outros situados em uma região quase 500 quilômetros ao sul. Eles acabaram descobrindo que larvas descendentes de corais do norte, cuja água é 2 graus mais quente, tinham dez vezes mais chance de sobreviver a maiores temperaturas, se comparadas às do sul.


Depois de identificar a diferença na resistência das duas, os pesquisadores analisaram o genoma das larvas e descobriram variações genéticas que estariam relacionadas a essa tolerância ao calor. Além disso, descobriram que mesmo quando os corais resistentes cruzam com os do sul, eles conseguem transmitir os genes resistentes.
Apesar de os pesquisadores terem focado o trabalho em apenas uma espécie, eles destacam que é grande a possibilidade de que outros corais tenham desenvolvido o mesmo mecanismo. "É muito provável que a variação genética será estruturada de forma similar em muitas, se não na maior parte, de espécies de corais que compartilham a mesma estratégia reprodutiva: liberar gametas na água uma vez por ano, que se dispersam em forma de larva. Mas isso ainda terá de ser confirmado", disse ao site de VEJA Mikhail Matz, professor de biologia da Universidade do Texas em Austin e um dos autores do estudo.
O artigo ainda aponta que o homem poderia ajudar na preservação dos corais justamente ao espalhar pelos oceanos os que já desenvolveram genes resistentes. Os mares do Caribe e do norte do Oceano Pacífico abrigam corais similares aos estudados que, portanto, poderiam se beneficiar da descoberta.

"Os corais não têm que esperar parar as mutações aparecerem. A larva do coral pode cruzar oceanos naturalmente, mas humanos também conseguem contribuir, realocando corais adultos para acelerar o processo", disse Matz. Ele destaca, porém, que um coral só poderia ser transferido para outro lugar dentro de seu habitat natural, o que quer dizer que um da Austrália que já tenha desenvolvido os genes não poderia ser levado para o Caribe, porque com ele possivelmente iriam doenças e outras ameaças à população nativa.
Os corais são conhecidos por serem os primeiros seres vivos a sofrerem com (e sinalizarem) os efeitos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura das águas faz com que eles percam o tom alaranjado e comecem a ficar esbranquiçados. Isso acontece porque, com as altas temperaturas, os corais expelem as algas que vivem em seu tecido, tornando-se ainda mais vulneráveis.
O cientista Mikhail Matz deixa um recado para aqueles que encaram o artigo como uma solução para o aquecimento global: "Nossa descoberta de maneira nenhuma deve ser encarada como uma pílula mágica que resolverá o problema. Essa variação genética vai nos dar mais tempo, mas eventualmente esse prazo se esgotará quando as temperaturas esquentarem demasiadamente", disse. "Se quisermos salvar os corais, assim como o resto da biodiversidade do planeta, ainda precisamos desenvolver uma solução para frear de vez o aquecimento global", acrescenta.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 18 de maio de 2013

Concentração de dióxido de carbono na atmosfera é a maior da história


Relatório aponta que a concentração do gás atingiu o nível de 400 partes por milhão, o que não acontece há provavelmente mais de 3,5 milhões de anos


Nesta quinta-feira, a concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera medida diariamente pelo Observatório Mauna Loa, no Havaí, ultrapassou a marca de 400 partes por milhão pela primeira vez desde o início das medições, em 1958. Segundo os pesquisadores, o valor é simbólico, pois nunca foi atingido durante toda a História da humanidade — pesquisas mostram que a última vez em que a concentração do gás na atmosfera chegou a um nível tão alto foi há mais de três milhões de anos.

O dióxido de carbono emitido para a atmosfera pela queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas é o principal gás do efeito estufa, contribuindo com grande parte do aquecimento global. Assim que é emitido, o gás se espalha pela atmosfera — onde permanece por milhares de anos —, aprisionando a radiação do Sol e impedindo que o calor seja dissipado do planeta. Desde que os cientistas começaram a acompanhar sua concentração na atmosfera, ela vem crescendo a taxas cada vez maiores. Antes da Revolução Industrial, no século 19, a concentração média de CO2 era de cerca de 280 partes por milhão.

Os primeiros dados obtidos pelo Observatório Mauna Loa, em 1958, mostravam que a concentração de CO2 já estava na faixa de 316 partes por milhão. A partir daí, o nível só aumentou. Durante os primeiros anos de medição, a concentração crescia a uma taxa de 0,7 partes por milhão por ano. Na última década, esse crescimento acelerou e chegou a 2,1 partes por milhão por ano.


Observações realizadas no Observatório pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos e pelo Instituto Scripps de Oceanografia durante as últimas semanas já mostravam que a marca estava para ser atingida. "Esse crescimento não é uma surpresa para os cientistas. Isso é uma evidência conclusiva de que o forte crescimento nas emissões globais de CO2 vindas da queima de carvão, pertróleo e gás natural está levando a essa aceleração", diz Pieter Tans, pesquisador do Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Marco pré-histórico — Durante os últimos 800.000 anos, a concentração de CO2 na atmosfera ficou entre 180 partes por milhão — durante as eras glaciais — e 280 partes por milhão, nos períodos mais quentes. A taxa atual de crescimento na concentração do gás é mais de 100 vezes mais rápida do que o aumento que houve no final da última Era Glacial.

Os cientistas estimam que a última vez e que a concentração de CO2  chegou ao nível atual foi há mais de três milhões de anos, durante o Plioceno, época geológica em que as temperaturas na Terra eram cerca de três graus mais quentes do que hoje. "Não há como impedir que o dióxido de carbono ultrapasse a marca das 400 partes por milhão. Isso já aconteceu. Mas o que acontecer daqui para frente ainda vai influenciar no clima e pode ser controlado", disse Ralph Keeling, pesquisador do Instituto Scripps de Oceanografia.

Limite — Os dados do IPCC ( o painel de mudanças climáticas da ONU) sugerem que a concentração de 450 ppm representa o limite a partir do qual o aquecimento ganharia uma dinâmica que poderia prejudicar a existência humana sobre o planeta.  O ideal, ainda de acordo com o IPCC, seria manter a concentração abaixo de 450 ppm para evitar que a temperatura subisse acima dos 2 graus Celsius, limite capaz de provocar danos no ecossistema. Segundo estimativas do órgão, no pior cenário acabariam as geleiras do planeta.

É significativo o fato de a concentração de CO2 ter ultrapassado o limite de 400 ppm. Mas ainda é impossível precisar de forma definitiva quais serão os efeitos dessa concentração sobre o planeta.

Além disso, as medições do IPCC têm sido alvo de várias críticas. Como afirmou o climatologista inglês Nicholas Lewis em reportagem de VEJA, publicada em 8 de maio, que usou dados do próprio IPCC para prever o aumento da temperatura global até o ano 2100, não existe o risco de se concretizarem a maioria das previsões catastróficas que são propaladas pelos alarmistas, como a de que cidades à beira-mar vão ficar submersas.

Fonte: veja.abril.com.br

Derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar


Pesquisa mostra que as geleiras do planeta perdem por ano cerca de 259 trilhões de quilos de gelo, que são jogados nos oceanos do planeta

Geleiras são massas de gelo de até 50.000 quilômetros quadrados que se formam sobre as partes terrestres do planeta. Apesar de serem imensas, elas representam apenas 1% do gelo terrestre do mundo. Todo o resto está armazenado nos chamados mantos de gelo, camadas maiores que 50.000 quilômetros quadrados só encontradas na Groenlândia e na Antártida. Uma nova pesquisa mostrou que, apesar de representarem uma quantidade tão pequena do gelo mundial, o derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar medido nos últimos seis anos. O estudo foi publicado na revista Science.




O novo estudo usou dois satélites lançados pela Nasa e expedições terrestres para fazer as medidas mais precisas até agora do quanto as geleiras diminuíram em decorrência do aquecimento do planeta. As medições mostraram que, entre 2003 e 2009, elas perderam 259 trilhões de quilos de gelo por ano. Essa água, jogada nos oceanos, seria responsável por aumentar o nível do mar em 0,7 milímetro ao ano — cerca de 30% de todo o aumento detectado no período. “Pela primeira vez, nós fomos capazes de medir muito precisamente o quanto essas geleiras estão contribuindo para o aumento do nível do mar. Esses corpos menores estão perdendo quase tanta massa quanto os grandes mantos de gelo”, disse Alex Gardner, pesquisador da Universidade Clark, nos Estados Unidos.

O estudo se baseia em dados colhidos pela Universidade do Colorado, que mostra que o nível do mar subiu, em média, 2,2 milímetros por ano durante o período. Segundo os pesquisadores, outro um terço desse aumento seria causado pelo derretimento dos mantos de gelo, e o restante pela expansão térmica da água do mar. “Como a massa global das geleiras é relativamente pequena em comparação aos grandes mantos de gelo, os pesquisadores tendem a não se preocupar com elas. Mas nosso estudo mostra que elas são como um pequeno balde com um grande furo no fundo: ele não deve durar muito — apenas um século ou dois —, mas enquanto houver gelo nas geleiras, elas serão responsáveis por uma grande parte do aumento no nível do mar”, diz Tad Pfeffer, glaciologista da Universidade do Colorado.

Medidas conflitantes — As pesquisas anteriores sobre o derretimento das geleiras eram feitas apenas com base em dados coletados em terra. Os pesquisadores geralmente medem as massas de gelo do cume até uma das pontas da geleira, e extrapolam os dados para toda a área. Esse tipo de técnica costuma ser muito boa para medir massas pequenas e individuais, mas tende a superestimar a perda de gelo em regiões maiores. “Observações em terra costumam ser possíveis apenas nas geleiras mais acessíveis, onde o derretimento é mais rápido do que a média”, disse Gardner.

Para corrigir as distorções, o estudo também usou dados de dois satélites da Nasa: o ICESat e o Grace. O primeiro, que parou de funcionar em 2009, media a altura das geleiras por meio de pulsos de laser que lançava em direção ao solo. Já o Grace, ainda operacional, é capaz de detectar variações no campo gravitacional da Terra que são resultantes de mudanças na distribuição de massa no planeta, incluindo alterações nas massas de gelo. Ao contrário das estimativas terrestres, os satélites não são bons para medir pequenas geleiras, mas medem muito bem as grandes regiões.

Juntando as informações, os pesquisadores descobriram que todas as 19 regiões estudadas perderam gelo entre 2003 e 2009. As geleiras que mais perderam massa ficam nas regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia, no sul dos Andes e no Himalaia. Em contraste, as geleiras periféricas da Antártida — pequenos corpos de gelo que não são conectados ao grande manto da região— contribuíram muito pouco para o aumento no nível do mar durante o período.

As estimativas atuais dizem que todas as geleiras do mundo contêm água suficiente para aumentar o nível do mar em sessenta centímetros. Em comparação, o manto de gelo da Groenlândia, que ocupa 1,7 milhão de quilômetros quadrados, tem o potencial de contribuir com cerca de seis metros de água; enquanto o da Antártida, ocupando 14 milhões de quilômetros quadrados, pode contribuir com pouco menos de sessenta metros.

Fonte: veja.abril.com.br