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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Novo ancestral humano é descoberto na África do Sul
Uma antiga espécie do gênero humano desconhecida até agora
foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de
15 hominídeos, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional cientistas.
Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de
difícil acesso, perto de Johannesburgo, na área arqueológica conhecida como
"Berço da Humanidade", que é considerada patrimônio mundial pela
Unesco. A nova espécie foi batizada de Homo naledi e classificada dentro do
gênero ao qual pertence o homem moderno.
"Estou feliz de apresentar uma nova espécie do
ancestral humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade
Witwatersrand de Johannesburgo, durante uma entrevista coletiva.
Os esqueletos dos 15 indivíduos incluem bebês, adultos e
idosos e foram descobertos entre 2013 e 2014. Todos apresentavam uma morfologia
homogênea e pertenciam a uma "nova espécie do gênero humano".
O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta
de "extraordinário". "Alguns aspectos do Homo Naledi, como suas
mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao
mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são
mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus",
explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres,
autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.
A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a
transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o
primata do gênero homo, nossa ancestral direto.
fonte: veja.abril.com.br
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Pesquisa sugere que primeiros grupos humanos não se dedicavam a guerras
Cientistas finlandeses mostraram que povos
caçadores-coletores não costumam guerrear entre si — 85% das mortes foram
causadas por disputas dentro dos próprios grupos
Uma nova pesquisa sugere que a guerra não faz parte da
natureza humana. Ao contrário, quando os homens estão reunidos em pequenos
bandos de caçadores-coletores — considerado o modelo mais antigo de
comportamento humano —, esses grupos dificilmente se envolvem em grandes
conflitos. Segundo os dados apresentados nesta quinta-feira na revista Science,
os ancestrais dos humanos modernos matavam uns aos outros, principalmente, por
motivos pessoais. A guerra e as grandes disputas violentas por recursos só se
tornariam comuns mais tarde, com o desenvolvimento de sociedades mais complexas.
A discussão sobre a violência entre os caçadores-coletores é
antiga entre os cientistas e pensadores. Como esse foi o primeiro modo de
organização dos seres humanos — e o modo em que eles sobreviveram pela maior
parte de sua história —, sua possível tendência à guerra diz muito sobre os
modos de organização da sociedade e sobre a própria natureza do homem.
Em 2011, o psicólogo canadense Steven Pinker publicou o
livro Os Anjos Bons de Nossa Natureza, no qual defende que os antepassados
humanos viviam envoltos em conflitos sanguinários, que só começaram a diminuir
com o aumento da razão e do conhecimento, principalmente a partir do
iluminismo. Os dias de hoje seriam os mais pacíficos de toda a história. Suas
ideias foram rebatidas em um artigo publicado pelo primatologista holandês
Frans de Waal, que mostrava não existir nenhuma predisposição genética à
guerra, e que mesmo os outros grandes primatas eram capazes de conter a
violência, sem necessidade de recorrer ao racionalismo. O homem seria
naturalmente pacífico.
Na contribuição mais recente à discussão, publicada nesta
quinta-feira, os pesquisadores finlandeses resolveram sair do plano teórico e
analisar os tipos de assassinatos que eram cometidos entre os
caçadores-coletores. Como não podiam estudar grupos que viveram há milhares de
anos, eles se debruçaram sobre um banco de dados que reúne informações sobre
186 sociedades caçadoras-coletoras que sobreviveram até o século 20, como os
!Kung, no sul da África, e os Semang, na Malásia. Ao escolher de modo aleatório
21 dessas sociedades, eles se depararam com 148 mortes violentas. Apenas uma
pequena parte delas, no entanto, teria sido causada pela guerra.
Guerra e paz — Segundo os pesquisadores, a maioria dessas
mortes poderia ser creditada a homicídios comuns, causados por disputas
pessoais em vez de grupais. Pelo menos 55% dos assassinatos haviam sido
cometidos de forma isolada — com apenas um assassino e uma vítima. Mais de dois
terços de todas as mortes podem ser atribuídas a brigas familiares, competições
por parceiros sexuais, acidentes ou execuções decididas pelo grupo, como
punições a um roubo, por exemplo.
Cerca de um terço de todas as mortes aconteceram por causa
de disputas entre membros de grupos diferentes — o que poderia ser chamado de
guerra. No entanto, três terços dessas mortes foram causadas por membros do
povo Tiwi, um grupo particularmente violento da Austrália. Se eles forem
retirados da estatística, as mortes causadas por disputas externas representam
apenas 15% do total registrado nos outros vinte grupos estudados.
Ainda existe uma discussão entre os cientistas se o estudo
de grupos caçadores-coletores modernos é o ideal para compreender o
comportamento dos primeiros seres humanos. Os pesquisadores do estudo atual, no
entanto, dizem que eles são o melhor modelo encontrado até hoje para estudar
essas sociedades. O resultado sugere que a guerra não está enraizada no
comportamento mais antigo do homem — não está registrada em seu sangue ou DNA
—, mas foi adotada mais recentemente, possivelmente após o advento da agricultura.
Fonte: veja.abril.com.br
sábado, 8 de junho de 2013
Cientista acredita ter achado a ave mais antiga do mundo
Criatura, batizada 'Aurornis xui', viveu há 160 milhões de
anos, segundo estudo
Uma descoberta publicada na revista Nature pode mudar a
ideia atual sobre a ancestralidade das aves. O paleontólogo Pascal Godefroit,
do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, em Bruxelas, identificou um
esqueleto que, segundo sua controversa tese, corresponde à ave mais antiga do
mundo. De acordo com ele, a criatura, batizada de Aurornis xui, viveu durante o
período Jurássico, há aproximadamente 160 milhões de anos.
O fóssil em questão foi desenterrado por um fazendeiro da
província de Liaoning, localizada no nordeste da China, e fazia parte da
coleção do museu do Parque de Fósseis e Geologia de Yizhou. Lá, o esqueleto
permanecia intacto e sem identificação, até que Godefroit o encontrou.
Imagina-se que o Aurornis xui tenha sido um animal coberto por penas, com bico,
cauda e duas longas pernas que o ajudavam a se locomover pelas florestas
jurássicas. Da ponta de seu bico até o fim de sua cauda, deveria medir
aproximadamente meio metro.
Segundo o paleontólogo, a criatura provavelmente não era
capaz de voar, mas usava suas asas para planar de árvore em árvore — não é
possível ter certeza disso, porém, já que suas penas não foram bem preservadas.
Apesar disso, para Godefroit, diversas outras características, como os ossos do
quadril do Aurornis xui, provam sua relação com os pássaros modernos.
Tese controversa — As aves surgiram como dinossauros que
adquiriram a habilidade de voar. As mudanças morfológicas que tiveram de
ocorrer para permitir essa habilidade fizeram com que a aparência dos pássaros
se tornasse diferente da dos demais dinossauros – mas ambos os grupos
mantiveram características em comum, como, por exemplo, as penas.
Por 150 anos, o Archaeopteryx, um dinossauro que habitou a
região que hoje corresponde à Alemanha por volta de 150 milhões de anos atrás,
foi considerado o ancestral mais antigo do grupo das aves e, portanto, o
"elo evolutivo" entre os dinossauros e as aves. Em 2011, porém, após
a descoberta de fósseis que se assemelhavam ao Archaeopteryx, mas apresentavam
uma morfologia mais próxima da dos dinossauros não-avianos, o ancestral perdeu
seu posto e passou a ser visto somente como um dinossauro com penas, e não uma
ave.
Como o Archaeopteryx era capaz de planar, sua
reclassificação fez com que os cientistas acreditassem que houve, na história,
duas grandes evoluções adaptativas relacionadas ao voo: uma das aves, e outra
dos dinossauros.
Agora, Pascal Godefroit e os demais membros de sua equipe de
pesquisa defendem a ideia de que o Aurornis xui deve ser considerado a ave mais
antiga do mundo. "Em minha opinião, trata-se de um pássaro", afirma
Godefroit. "Mas esse tipo de hipótese sempre é controversa. Nós estamos
falando da origem de um grupo."
A tese defendida pelo paleontólogo implica também no retorno
do Archaeopteryx ao grupo das aves — embora não mais como ancestral. Além
disso, a ideia também traz de volta a noção de que a habilidade de voar surgiu
uma única vez, na evolução da linhagem dos dinossauros que deu origem às
aves.
A teoria de Godefroit, porém, tem gerado controvérsias. O
diretor do Instituto dos Dinossauros do Museu de História Nacional de Los
Angeles, Luis Chiappe, discorda do paleontógo. Para ele, o Archaeopteryx é a
criatura que merece o título de ancestral de aves. "O Aurornis é algo que
está muito perto da origem dos pássaros, mas não é um pássaro", disse, em
entrevista à Nature. Apesar disso, Chiappe reconhece a importância do fóssil
encontrado, dizendo que se trata de um espécime interessante.
Fonte: veja.abril.com.br
Pesquisadores encontram mais antigo esqueleto de primata
Fóssil descoberto na China revela espécie que viveu há 55
milhões de anos
Paleontólogos descobriram na China um esqueleto quase
completo de um pequeno primata que viveu há 55 milhões de anos. Esse é o fóssil
mais antigo do tipo já encontrado — pelo menos 7 milhões de anos mais velho do
que os outros fósseis de primatas — e pode ajudar a revelar uma série de
detalhes sobre a evolução dos ancestrais humanos. A pesquisa que relata o
achado foi publicada nesta quinta-feira na revista Nature.
Segundo os cientistas, o esqueleto encontrado também é
importante por pertencer a uma espécie mais próxima aos humanos do que outros
fósseis de antigos primatas. "Embora os cientistas já tenham encontrado
alguns dentes, maxilares, crânios e ossos de primatas desse mesmo período,
nenhuma dessas evidências era tão completa quanto este novo esqueleto. Com mais
ossos, ganhamos mais informações e melhores evidências para estudar a evolução
dos primatas. Começamos a abrir mão da especulação", diz um dos autores do artigo, Dan Gebo,
antropólogo da Universidade do Norte de Illinois, nos Estados Unidos.
O fóssil foi descoberto por Xijun Ni, paleontólogo da
Academia Chinesa de Ciências, durante trabalhos de campo realizados na
província de Hubei, no centro da China. O esqueleto foi entregue ao cientista
por um fazendeiro local, que o havia encontrado em meio a uma pedreira onde já
foram encontrados vários fósseis de peixes e aves antigos. Segundo os
pesquisadores, há cerca de 50 milhões de anos a região era formada por um grande
conjunto de lagos, cercado por florestas tropicais exuberantes.
O esqueleto havia passado milhões de anos encapsulado dentro
de uma rocha na pedreira, e só foi descoberto quando o fazendeiro a partiu ao
meio. "Nossa análise mostra que este novo primata era muito pequeno e
pesava menos de 30 gramas .
Tinha pernas finas e uma cauda longa. Ele teria sido um excelente saltador de
árvores e se alimentava de insetos", diz Xijun Ni.
Os pesquisadores nomearam a nova espécie como Archicebus
achilles. Archi é a palavra grega para início, e Cebus significa "macaco
de cauda longa". Assim, o gênero Archicebus pode ser traduzido como o
primeiro macaco de cauda longa. O nome da espécie, Aquiles, é uma alusão à
estranha anatomia de seu calcanhar — que, por ser semelhante à encontrada em
macacos modernos, pode ser uma peça chave para entender a evolução dos primatas.
Elo primata — Para estudar a espécie, os pesquisadores
precisaram juntar virtualmente as partes do fóssil que foram separadas quando a
rocha foi partida, criando uma reconstrução tridimensional, em alta resolução,
do esqueleto do primata. Assim, eles descobriram que o Archicebus possuía uma
combinação pouco usual de características anatômicas que nunca haviam sido
vistas antes. "Ele difere radicalmente de qualquer outro primata, vivo ou
morto, conhecido pela ciência. Ele se parece com um híbrido: possui os pés de
um macaco pequeno, os braços, pernas e dentes de um primata antigo e um crânio
muito primitivo, com olhos surpreendentemente pequenos. A descoberta nos
forçará a reescrever a história da evolução da linhagem que deu origem ao
homem", diz Christopher Beard, pesquisador do Museu Carnegie de História
Natural.
Os pesquisadores dizem que o esqueleto é essencial para
entender um evento importante na evolução primata e humana: a divergência
evolutiva que separou o grupo dos macacos e grandes primatas do grupo dos
társios — pequenos primatas com olhos enormes que hoje em dia só são
encontrados em ilhas no sudeste asiático. "Interpretamos esta nova
combinação de características como prova de que este fóssil é bastante
primitivo, e sua anatomia única é um elo entre os társios e os macacos",
afirma Beard.
Os pesquisadores dizem que fósseis de antigos primatas foram
descobertos em vários continentes, mas os mais antigos, como o do Archicebus
achilles, apontam para a Ásia como o local onde a linhagem se originou.
"No passado, muitos cientistas acreditavam que a África foi o continente
de origem de todos os primatas, mas na última década parece que a Ásia se
tornou o continente mais provável de origem, e esse novo esqueleto apoia esta
suposição", afirma Dan Gebo.
Fonte: veja.abril.com.br
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Mudanças climáticas teriam extinto animais gigantes na Austrália
Novo estudo refuta hipótese de que os seres humanos teriam
sido os responsáveis pela extinção desses animais pré-históricos
Acreditava-se que a chegada dos humanos ao território onde
atualmente fica a Austrália, entre 50.000 e 40.000 anos atrás, teria
determinado a extinção da maior parte dos animais gigantes que viviam na
região. Uma nova pesquisa, que revisou as evidências existentes sobre o
assunto, apresenta um contraponto a essa hipótese. Segundo o estudo, as
mudanças climáticas seriam a causa da extinção da megafauna (conjunto de
animais gigantes) local.
"A ideia de que os humanos causaram a extinção desses
animais se baseia em suposições que têm se mostrado incorretas. Os humanos
desempenharam um papel na extinção daquelas espécies que ainda tinham
sobreviventes quando as pessoas chegaram, mas isso também precisa ser
comprovado", diz Stephen Wroe, autor do estudo e professor da Universidade
de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com ele, nunca houve evidências
diretas de humanos caçando a megafauna na Austrália, nem mesmo de ferramentas
apropriadas para a caça de animais desse porte.
Animais extintos – Cerca de 90 espécies gigantes habitavam a
região, que inclui a Austrália continental, Nova Guiné e Tasmânia. Entre eles
estavam o diprotodonte (Diprotodon), o maior marsupial que já existiu, com
tamanho semelhante a um rinoceronte, o Procoptodon goliah, um tipo de canguru
gigante, e o leão marsupial (Thylacoleo), de dentes afiados e tamanho
semelhante ao de um leopardo.
De acordo com o artigo, publicado nesta segunda-feira no
periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), só há
evidências de oito a 14 espécies de megafauna que ainda existiam quando o homem
chegou à região. Cerca de 50 já estão fora dos registros fósseis dos últimos
130.000 anos.
Mudanças climáticas – De acordo com Wroe, estudos recentes
sugerem que o desaparecimento da megafauna se deu durante dezenas, se não
centenas de anos, e que foi impulsionado por mudanças climáticas drásticas.
Ainda segundo o pesquisador, as hipóteses de que os humanos
seriam os culpados se baseavam nas práticas aborígenes de provocar queimadas
nas florestas, mas esses estudos mostram que as queimadas se intensificaram
antes da chegada dos humanos, e por isso estariam também relacionadas às
mudanças climáticas.
Fonte: veja.abril.com.br
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Pesquisa pode mostrar cor real da pele de dinossauro
Experimento deve usar raios de luz infravermelha para
analisar amostra de pele de hadrossauro preservada por 70 milhões de anos.
Atualmente os dinossauros são retratados como tendo pele cinza ou verde, mas a
verdade é que as cores desses animais podem ser totalmente diferentes
Uma rara amostra de pele de dinossauro deve ser analisada
por pesquisadores do Canadian Light Source (CLS) para determinar sua exata cor
de pele, dieta e explicar por que esse fóssil continuou tão bem preservado
mesmo após 70 milhões de anos. Para isso, eles devem usar um acelerador de
partículas conhecido como síncrotron, capaz de analisar a composição química de
diversos tipos de materiais.
A amostra de pele pertence a um hadrossauro, um dinossauro
com um bico de pato que viveu no final do Período Cretáceo, entre 100 e 65
milhões de anos atrás. O fóssil foi encontrado em um rio na província de
Alberta, no Canadá. Apesar da área possuir uma grande coleção de fósseis, os
pesquisadores não sabem dizer por que esse ficou especialmente bem preservado.
"Enquanto escavávamos o fóssil, eu pensei que se tratava apenas de uma
impressão da pele. Quando tiramos a primeira peça, no entanto, me dei conta de
que não era algo comum — era pele de verdade. Todos envolvidos na escavação
ficaram excitados e, logo em seguida, começamos a discutir novos projetos de
pesquisa", diz Mauricio Barbi, físico da Universidade de Regina, no
Canadá.
Segundo o pesquisador, o fóssil é apenas a terceira amostra
tridimensional de pele de dinossauro já encontrada em todo o mundo. "Esse
fóssil é fascinante porque pode nos contar muito sobre a vida e a aparência dos
dinossauros que viviam nessa área", diz.
Uma das perguntas que deve ser respondida pelos
pesquisadores é se a pele era verde ou cinza — as cores em que a maioria dos
dinossauros são desenhados — ou de alguma coloração completamente diferente.
Mauricio Barbi disse que ele deve usar o síncrotron para analisar estruturas
conhecidas como melanossomos, organelas celulares que contêm os pigmentos que
controlam a cor da pele dos animais. "Se formos capazes de observar os
melanossomos, será a primeira vez que o pigmento será identificado na pele de
um dinossauro. Nós não temos nenhuma ideia real sobre como essa pele se parecia
— se ela seria verde, azul, laranja...", diz.
Estruturas químicas — O síncrotron funciona ao acelerar
elétrons dentro de um tubo a velocidades próximas à da luz. Ao manipular essas
partículas, os pesquisadores podem gerar diferentes formas de luz muito
brilhante, que são usados para estudar a estrutura da matéria. No caso do
fóssil, os pesquisadores do CLS pretendem usar os raios de luz no infravermelho
médio para procurar por traços de elementos orgânicos e inorgânicos que ajudem
a determinar a dieta do hadrossauro e o porquê de sua pele ter sido preservada
por tanto tempo.
Para isso, a amostra deve ser colocada no caminho do raio
infravermelho e a luz refletir em sua superfície. As ligações químicas dos
diferentes compostos presentes na amostra devem criar tipos diferentes de
vibrações nesses raios refletidos. Por exemplo, se a pele ainda preservar
proteínas, açúcares e gordura, eles deverão criar frequências vibratórias
únicas, que podem ser medidas pelos cientistas. "É incrível que possamos
conseguir informações desse tipo a partir de um fóssil tão antigo", diz
Tim May, cientista do CLS.
Para os cientistas, a questão mais importante a ser
respondida pela pesquisa é o motivo de o fóssil ter se mantido intacto após 70
milhões de anos. "O que não está claro é o que aconteceu com este
dinossauro e como ele morreu. Há alguma coisa especial
Fonte: veja.abril.com.br
terça-feira, 16 de abril de 2013
Brasileiros apresentam fóssil de jabuti gigante de oito milhões de anos
Fragmentos do animal, que media 1,65 metro de
comprimento, serão guardados na Universidade Federal do Acre
Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac)
apresentaram nesta terça-feira um novo fóssil de sua coleção: um jabuti
gigante, medindo aproximadamente 1,65 metro de comprimento, 90 centímetros de
largura de carapaça e um metro de altura. O gigantesco animal, pertencente ao
gênero Chelonoidis, viveu na região da Amazônia há cerca de oito milhões de
anos.
Seus fragmentos fósseis foram coletados em 1995, no Alto Rio
Acre, no município de Assis Brasil, e montados durante os últimos anos.
"Possivelmente, esses jabutis gigantes, cujo habitat foi a América do Sul,
tenham sido os ancestrais diretos dos animais também de grandes dimensões, mas
não tanto, que hoje são encontrados apenas nas Ilhas Galápagos", disse
Edson Guilherme, doutor em Zoologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e
membro da equipe que remontou o jabuti.
O fóssil, apresentado durante as comemorações dos 30 anos de
atividade do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Ufac, não foi
encontrado completo, e teve de ser montado com a ajuda de elementos artificiais
que representam as patas e a cabeça do jabuti. "Esta descoberta é muito
importante, porque nos ajuda a entender como era a vida na região amazônica no
passado e mostra, de certa forma, que foram da América do Sul que saíram os
primeiros jabutis gigantes que colonizaram as ilhas remotas do Oceano
Pacífico".
Fonte: veja.abril.com.br
terça-feira, 9 de abril de 2013
Dinossauros eram bons nadadores, diz estudo
Pesquisadores analisaram marcas de "pontas dos
dedos" de dinossauros no leito de um rio na China, indicando que eles eram
capazes de mover as pernas coordenadamente para nadar
Diversas pesquisas vêm mudando o que se sabe sobre os
dinossauros. Estudos recentes mostraram, por exemplo, que alguns deles eram
cobertos de penas e que sua extinção pode ter sido causada por um cometa, não
um asteroide, como se costumava acreditar.
A mais recente contribuição para mudar a imagem dos
dinossauros é a descoberta de que eles eram bons nadadores. Uma equipe
internacional de pesquisadores encontrou marcas de garras no leito de um rio na
província de Sichuan, na China, que era conhecido por fazer parte do percurso
de diversos dinossauros. O estudo foi publicado nesta segunda-feira, no
periódico Chinese Science Bulletin.
"O que nós temos são marcas de arranhões feitas pelas
pontas dos pés de dinossauros bípedes. As marcas de garras mostram que o
dinossauro estava nadando pelo rio e apenas as pontas de seus dedos tocavam o
chão", explica Scott Persons, integrante do grupo de pesquisadores.
De acordo com ele, as marcas de garras, que se estendem por 15 metros no leito do
rio, indicam que o animal era capaz de realizar movimentos coordenados com as
pernas para nadar – ou seja, ele nadaria "remando" com as pernas, de
modo semelhante ao nado "cachorrinho" conhecido atualmente.
Os nadadores – O pesquisador acredita que as marcas tenham
sido deixadas por um dinossauro terópodo, como o tiranossauro. Os terópodos
eram predadores carnívoros bípedes, com membros dianteiros muito menores do que
os traseiros, e geralmente tinham garras e dentes afiados.
No leito do mesmo rio foram encontradas pegadas completas de
outros dinossauros terópodos e também de saurópodes, grandes dinossauros
herbívoros quadrúpedes. Evidências indicam que o rio passava por ciclos de
secas e cheias há cerca de 100 milhões de anos.
Fonte: veja.abril.com.br
segunda-feira, 25 de março de 2013
Terceiro maior pterossauro do mundo é descoberto no Brasil
Esqueleto apresentado no Museu Nacional, no Rio de Janeiro,
mede 8,26 metros
de envergadura e é o pterossauro gigante mais completo já encontrado
Paleontólogos da Universidade Federal do Rio de Janeiro
apresentaram nesta quarta-feira o terceiro maior fóssil de um pterossauro já
encontrado no mundo. De asas abertas, o animal media 8,26 metros . O fóssil
foi descoberto na Bacia do Araripe, entre Ceará, Piauí e Pernambuco, e estará
exposto a partir desta sexta-feira no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no
Rio de Janeiro. A pesquisa que descreve o animal e outros dois fósseis
encontrados na região foi publicada na edição de março da revista Anais da
Academia Brasileira de Ciências.
A partir da análise da anatomia do esqueleto, os cientistas
identificaram os fósseis como pertencentes a um pterossauro da espécie
Tropeognathus mesembrinus, descoberta na década de 1980. Segundo os
paleontólogos, o fóssil é o mais completo esqueleto de um pterossauro gigante
já encontrada no mundo — os dois animais maiores que o exemplar brasileiro são
conhecidos por meio de apenas alguns ossos. “O esqueleto está 60% completo, com
partes significativas do crânio, da mandíbula, coluna e asas”, diz Alexander
Kellner, paleontólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro responsável
pela descoberta.
Os pesquisadores destacam que o estudo é importante por
estabelecer uma nova padronização para se medir o tamanho das asas desse tipo
de animal, o que costuma gerar discussões entre paleontólogos. Um dos métodos
propostos pelos cientistas — chamado de envergadura maximizada — leva em conta
o comprimento total de todos os ossos das asas. Segundo esse cálculo, o
pterossauro descoberto no Brasil media 8,7 metros . “Mas as asas
dos animais não costumam ser totalmente retas. Elas têm curvaturas naturais,
que variam de acordo com a espécie. No caso desse pterossauro, as curvas
deixavam suas asas 5% menores”, diz Alexander. Segundo a nova medida — chamado
envergadura normal — o animal media 8, 26 metros .
Mesmo que o novo cálculo diminua um pouco o tamanho do
animal, ainda se trata do maior pterossauro já encontrado no hemisfério sul do
planeta. “Ele é o maior exemplar que sabemos ter habitado Gondwana — o
supercontinente que juntava Antártida, América do Sul, África, Oceania e Índia
há milhões de anos”, diz Alexander.
Segundo os pesquisadores, a pesquisa é importante por
mostrar que os pterossauros gigantes já existiam há cerca de 110 milhões de
anos. “Até agora, só se conheciam evidências do final do Período Cretáceo, há
cerca de 70 milhões de anos. Esse fóssil mostra que eles são muito mais
antigos”, afirma o paleontólogo.
Bacia do Cariri – Os ossos descritos pelos pesquisadores
foram descobertos há cerca de 30 anos por habitantes da Bacia da Araripe, uma
região no Cariri extremamente rica em fósseis pré-históricos. A grande
quantidade de restos de pterossauros encontrados ali coloca a região entre as
mais importantes do mundo para a pesquisa desse tipo de animal. “O esqueleto
foi entregue ao Museu Nacional por habitantes da região há cerca de 10 anos, o
que fez com que perdêssemos informações importantes sobre as rochas onde ele
foi encontrado. Isso mostra a importância de que realizemos escavações
contínuas na região”, diz Alexander.
Fonte: veja.abril.com.br
Fóssil de camelo gigante é encontrado no Canadá
Pesquisadores estimam que o animal viveu há cerca de 3,5 milhões de anos e habitou florestas do Ártico.
Fósseis de um camelo gigante que habitava florestas do Ártico foram encontrados no Canadá. Trinta fragmentos de um osso da perna do animal foram coletados na ilha Ellesmere por pesquisadores do Museu Natural do Canadá (Canadian Museum of Nature) e representam o registro mais ao Norte já encontrado dos camelos primitivos.
Segundo o estudo, publicado nesta terça-feira no periódico Nature Communications, os fósseis têm cerca de 3,5 milhões de anos e datam do período Plioceno, que vai de 5 milhões de anos a 1,8 milhão de anos atrás. Outros fósseis encontrados no local indicam que o camelo gigante habitava um ambiente de floresta boreal, durante uma fase de aquecimento do planeta.
“Essa descoberta expande a faixa habitada pelos camelos na América do Norte em cerca de 1.200 quilômetros e indica que a linhagem que deu origem ao camelo moderno pode ter sido originalmente adaptada para a vida nas florestas do Ártico”, afirma Natalia Rybczynski, paleontóloga e integrante do grupo de pesquisadores.
Os ossos foram coletados em Fyles Leaf Bed, um depósito de areia na ilha Ellesmere. No mesmo local já haviam sido encontrados fósseis de folhas, madeiras e outros materiais de origem vegetal, mas o camelo é o primeiro mamífero encontrado.
Identificação — Um longo processo foi necessário para determinar a qual animal pertenciam os fósseis encontrados. A pesquisadora Natalia Rybczynski conta que, quando encontrou os fósseis, pensou que se tratava de madeira. Características físicas dos fragmentos indicavam que eles pertenciam à tíbia de um animal da ordem dos artiodáctilos, mamíferos com cascos e um número par de dedos, que inclui vacas, porcos e camelos. Devido ao seu tamanho, o osso deveria pertencer a um animal de grande porte: ele é 29% maior em comparação à tíbia dos camelos modernos. Naquela época, na América do Norte, os maiores artiodáctilos eram os camelos.
A hipótese foi confirmada com a realização de análises do colágeno (proteína encontrada nos ossos) presente nos fragmentos. Os resultados foram comparados com 37 espécies de mamíferos modernos e com outro fóssil de camelo presente na coleção do Museu Natural do Canadá. A partir disso, os pesquisadores puderam concluir que o fóssil pertence a um camelo que pode ser da mesma linhagem do Paracamelus, antecessor dos camelos modernos.
Fonte: veja.abril.com.br
Fósseis de um camelo gigante que habitava florestas do Ártico foram encontrados no Canadá. Trinta fragmentos de um osso da perna do animal foram coletados na ilha Ellesmere por pesquisadores do Museu Natural do Canadá (Canadian Museum of Nature) e representam o registro mais ao Norte já encontrado dos camelos primitivos.
Segundo o estudo, publicado nesta terça-feira no periódico Nature Communications, os fósseis têm cerca de 3,5 milhões de anos e datam do período Plioceno, que vai de 5 milhões de anos a 1,8 milhão de anos atrás. Outros fósseis encontrados no local indicam que o camelo gigante habitava um ambiente de floresta boreal, durante uma fase de aquecimento do planeta.
“Essa descoberta expande a faixa habitada pelos camelos na América do Norte em cerca de 1.200 quilômetros e indica que a linhagem que deu origem ao camelo moderno pode ter sido originalmente adaptada para a vida nas florestas do Ártico”, afirma Natalia Rybczynski, paleontóloga e integrante do grupo de pesquisadores.
Os ossos foram coletados em Fyles Leaf Bed, um depósito de areia na ilha Ellesmere. No mesmo local já haviam sido encontrados fósseis de folhas, madeiras e outros materiais de origem vegetal, mas o camelo é o primeiro mamífero encontrado.
Identificação — Um longo processo foi necessário para determinar a qual animal pertenciam os fósseis encontrados. A pesquisadora Natalia Rybczynski conta que, quando encontrou os fósseis, pensou que se tratava de madeira. Características físicas dos fragmentos indicavam que eles pertenciam à tíbia de um animal da ordem dos artiodáctilos, mamíferos com cascos e um número par de dedos, que inclui vacas, porcos e camelos. Devido ao seu tamanho, o osso deveria pertencer a um animal de grande porte: ele é 29% maior em comparação à tíbia dos camelos modernos. Naquela época, na América do Norte, os maiores artiodáctilos eram os camelos.
A hipótese foi confirmada com a realização de análises do colágeno (proteína encontrada nos ossos) presente nos fragmentos. Os resultados foram comparados com 37 espécies de mamíferos modernos e com outro fóssil de camelo presente na coleção do Museu Natural do Canadá. A partir disso, os pesquisadores puderam concluir que o fóssil pertence a um camelo que pode ser da mesma linhagem do Paracamelus, antecessor dos camelos modernos.
Fonte: veja.abril.com.br
Vulcões extinguiram metade das espécies da Terra há 200 milhões de anos
Utilizando um novo processo de datação de rochas,
pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de
erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes na
Terra há 200 milhões de anos, a chamada Quarta Grande Extinção. O evento teria
aberto o caminho para a evolução dos dinossauros e sua dominação do planeta
pelos 135 milhões de anos seguintes, até que estes também foram extintos.
No estudo, publicado online nesta quinta-feira na revista
Science, os pesquisadores utilizaram uma nova técnica de análise da
decomposição de isótopos de urânio para determinar a idade das rochas formadas
a partir do resfriamento do magma das grandes erupções. As análises foram
feitas em basaltos coletados nos Estados Unidos e no Marrocos. Essas rochas são
provenientes da Província Magmática do Atlântico Central (Camp, na sigla em
inglês), resultado de uma série de grandes erupções ocorridas há cerca de 200
milhões de anos, quando todos os continentes se encontravam ligados como um
só. Pesquisadores estimam que essas
erupções tenham despejado cerca de 10,4 milhões de quilômetros cúbicos de lava
durante 600.000 anos.
Os pesquisadores conseguiram determinar com precisão a data
da Extinção do Triássico-Jurássico: 201.564.000 anos atrás, exatamente o
período da intensa atividade vulcânica da Província Magmática do Atlântico
Central. Os gases liberados pelas erupções, em especial o gás carbônico, teriam
provocado o aquecimento do planeta e comprometido a sobrevivência de parte das
espécies.
Estudos anteriores já haviam sugerido uma ligação entre a
Camp e a Quarta Grande Extinção, mas eles trabalhavam com margens de erro de 1 a 3 milhões de anos, enquanto
a nova margem é de apenas alguns milhares de anos, um valor baixo do ponto de
vista geológico.
Futuro – A extinção dos dinossauros, atribuída à queda de um
meteorito, é considerada a quinta e última extinção em massa pela qual a Terra
passou. Alguns cientistas sugerem que o planeta esteja passando atualmente por
uma sexta extinção, causada pelo homem. A queima de combustíveis fósseis libera
quantidades imensas de gás carbônico na atmosfera, causando aumento da
temperatura, desequilíbrio dos ecossistemas e aumento a acidez das águas.
"A extinção do Triássico-Jurássico é análoga aos dias
de hoje. A partir do estudo dos registros geológicos, é possível saber muito
sobre o impacto do aumento da quantidade de gás carbônico na atmosfera sobre a
temperatura do planeta, acidez dos oceanos e manutenção da vida na Terra
", afirma Terrence Blackburn, um dos autores do estudo.
Fonte: veja.abril.com.br
domingo, 24 de março de 2013
Cientista australiano sugere que dinossauro produzia leite
Assim como acontece com algumas espécies de aves, feras do Mesozoico
também podiam secretar substância similar ao colostro, diz Paul Else.
A teoria de que os dinossauros são animais mais próximos das aves — e não dos répteis — acaba de ganhar um importante argumento. De acordo com estudo publicado no The Journal of Experimental Biology, algumas espécies de dinossauros poderiam produzir um tipo de leite. Lançada pelo professor e fisiologista Paul Else, da Universidade de Wollongong, na Austrália, a tese se baseia na fisiologia das aves. Assim, Else acredita que algumas espécies de dinossauros, como os hadrossauros, secretavam uma susbtância similar ao colostro, que ficaria armazenado no papo.
“Uma das preocupações da fisiologia comparada é que temos muita informação sobre a estrutura dos dinossauros, mas pouca sobre sua fisiologia”, afirma o pesquisador em entrevista ao site de VEJA. “Pesquisadores recentes começaram a pensar neles como mais próximos de aves que de répteis. Eu sabia que alguns pássaros têm a capacidade de alimentar seus filhotes com um produto parecido com o leite. Fiquei surpreso que ninguém tenha sugerido que os dinossauros também poderiam ter desenvolvido esta estratégia”, conta.
Algumas aves, como pombos, pinguins e flamingos, produzem uma substância parecida com o leite, mas que varia entre líquida e sólida. Essa substância é produzida em uma estrutura localizada entre o esôfago e o estômago. “Essas estruturas, que podem ser o papo, parte do esôfago, o esôfago propriamente ou a parte superior do estômago, dependendo do animal, estão sempre produzindo secreções que umedecem os alimentos e ajudam a engoli-los. Em um ambiente hormonal apropriado, essas estruturas começam a produzir um muco similar ao leite”, diz Else.
Supercrescimento — Para o pesquisador, a maior vantagem dessa forma de alimentação seria a possibilidade de oferecer, de forma concentrada, nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento dos filhotes. “Pombos produzem leite com o qual alimentam seus filhotes durante as três ou quatro primeiras semanas de vida. Eles adicionam a este leite um hormônio de crescimento epitelial que permite que seus filhotes cresçam a taxas fenomenais. Os pombos atingem 85% do tamanho que terão quando adultos em três semanas após o nascimento”, diz Else. A ideia é reforçada pelo fato de que os dinossauros nasciam pequenos se comparados ao tamanho que atingiam quando adultos. Com este hormônio adicionado ao leite, eles poderiam, portanto, evitar predadores e juntar rebanhos mais rapidamente.
Shake aditivado — De acordo com o pesquisador, o leite de dinossauro deveria ser parecido com o colostro, produzido por mamíferos logo após o nascimento do filhote. “Teria muito dos ingredientes básicos do leite de mamíferos, mas com metade das gorduras, metade da água e um pouco de carboidratos”, explica. A quantidade de carboidratos poderia variar de acordo com a consistência do leite produzido. “Poderia ser fluido, como de mamíferos; semi-sólido, parecido com queijo cottage, como o produzido por pinguins imperadores; ou com consistência mais sólida, como o produzido por pombos”, diz. A consistência também dependeria do “aditivo” que o leite ganharia, como hormônio do crescimento, antioxidantes e antibióticos.
Dieta adulta — Como acontece com mamíferos e com aves, o período de lactação dos dinossauros poderia variar entre as espécies, assim como seria possível que algumas sequer utilizassem este recurso. Tudo poderia variar de acordo com o tamanho do dinossauro e o tempo de permanência no ninho. “Imagino que a maioria das espécies procuraria introduzir rapidamente seus filhotes à dieta normal de um adulto. Assim, a produção de leite não seria um sugador de energia dos pais”, diz o pesquisador. Para ele, o período de produção mais intensa de leite levaria de um a dois meses, seguido de um período onde os pais dinossauros misturariam ao leite alguns alimentos regurgitados para, finalmente, partir para a etapa de alimentação, somente com alimentos regurgitados. Assim, o pequeno dinossauro estaria pronto para uma dieta adulta.
Fonte: veja.abril.com.br
A teoria de que os dinossauros são animais mais próximos das aves — e não dos répteis — acaba de ganhar um importante argumento. De acordo com estudo publicado no The Journal of Experimental Biology, algumas espécies de dinossauros poderiam produzir um tipo de leite. Lançada pelo professor e fisiologista Paul Else, da Universidade de Wollongong, na Austrália, a tese se baseia na fisiologia das aves. Assim, Else acredita que algumas espécies de dinossauros, como os hadrossauros, secretavam uma susbtância similar ao colostro, que ficaria armazenado no papo.
“Uma das preocupações da fisiologia comparada é que temos muita informação sobre a estrutura dos dinossauros, mas pouca sobre sua fisiologia”, afirma o pesquisador em entrevista ao site de VEJA. “Pesquisadores recentes começaram a pensar neles como mais próximos de aves que de répteis. Eu sabia que alguns pássaros têm a capacidade de alimentar seus filhotes com um produto parecido com o leite. Fiquei surpreso que ninguém tenha sugerido que os dinossauros também poderiam ter desenvolvido esta estratégia”, conta.
Algumas aves, como pombos, pinguins e flamingos, produzem uma substância parecida com o leite, mas que varia entre líquida e sólida. Essa substância é produzida em uma estrutura localizada entre o esôfago e o estômago. “Essas estruturas, que podem ser o papo, parte do esôfago, o esôfago propriamente ou a parte superior do estômago, dependendo do animal, estão sempre produzindo secreções que umedecem os alimentos e ajudam a engoli-los. Em um ambiente hormonal apropriado, essas estruturas começam a produzir um muco similar ao leite”, diz Else.
Supercrescimento — Para o pesquisador, a maior vantagem dessa forma de alimentação seria a possibilidade de oferecer, de forma concentrada, nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento dos filhotes. “Pombos produzem leite com o qual alimentam seus filhotes durante as três ou quatro primeiras semanas de vida. Eles adicionam a este leite um hormônio de crescimento epitelial que permite que seus filhotes cresçam a taxas fenomenais. Os pombos atingem 85% do tamanho que terão quando adultos em três semanas após o nascimento”, diz Else. A ideia é reforçada pelo fato de que os dinossauros nasciam pequenos se comparados ao tamanho que atingiam quando adultos. Com este hormônio adicionado ao leite, eles poderiam, portanto, evitar predadores e juntar rebanhos mais rapidamente.
Shake aditivado — De acordo com o pesquisador, o leite de dinossauro deveria ser parecido com o colostro, produzido por mamíferos logo após o nascimento do filhote. “Teria muito dos ingredientes básicos do leite de mamíferos, mas com metade das gorduras, metade da água e um pouco de carboidratos”, explica. A quantidade de carboidratos poderia variar de acordo com a consistência do leite produzido. “Poderia ser fluido, como de mamíferos; semi-sólido, parecido com queijo cottage, como o produzido por pinguins imperadores; ou com consistência mais sólida, como o produzido por pombos”, diz. A consistência também dependeria do “aditivo” que o leite ganharia, como hormônio do crescimento, antioxidantes e antibióticos.
Dieta adulta — Como acontece com mamíferos e com aves, o período de lactação dos dinossauros poderia variar entre as espécies, assim como seria possível que algumas sequer utilizassem este recurso. Tudo poderia variar de acordo com o tamanho do dinossauro e o tempo de permanência no ninho. “Imagino que a maioria das espécies procuraria introduzir rapidamente seus filhotes à dieta normal de um adulto. Assim, a produção de leite não seria um sugador de energia dos pais”, diz o pesquisador. Para ele, o período de produção mais intensa de leite levaria de um a dois meses, seguido de um período onde os pais dinossauros misturariam ao leite alguns alimentos regurgitados para, finalmente, partir para a etapa de alimentação, somente com alimentos regurgitados. Assim, o pequeno dinossauro estaria pronto para uma dieta adulta.
Fonte: veja.abril.com.br
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