FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

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sábado, 29 de junho de 2013

Sapo Cururu: Solução ou Praga

No início do século passado, a industria açucareira da Austrália enfrentava um sério problema. Em toda a região de Queensland, as plantações de cana-de-açúcar estavam enfestadas por duas espécies de besouro parasita (o French”s cane beetle e o Greyback cane beetle); as larvas desse inseto estavam atacando as raízes das canas, matando ou debilitando gravemente planta após planta.



Em 1933, alguns plantadores de cana ouviram, numa conferencia ocorrida no Caribe, referências a certa espécia de sapo que tinha sido introduzido no Havaí e outras regiões do Pacífico com o fim específico de combater essas pragas; segundo informações, a experiencia tinha sido bem sucedida.No início de 1935, o governo australiano importou exemplares desse sapo; eles se reproduziram rapidamente e em junho daquele mesmo ano mais de 3000 desses animais foram soltos nas plantações de cana ao norte de Queensland.

E qual é essa espécie de sapo? O conhecidíssimo sapo-cururu ( Bufo marinus ), uma espécie natural do continente americano, que ocorre do sul do Texas ao norte da Argentina.É comum em regiões de ambiente tropical até semiárido, desde o litoral até o interior.É mais ativo à noite; durante o dia, abriga-se em tocas entre raízes de árvores, no solo ( onde cavam buracos com suas patas traseiras ) ou entre pedras. Embora necessitem da água para pôr seus ovos, porem vivem longe dela, procurando-a somente para se reproduzir.

Os cururus são animais grandes para o padrão geral dos anfíbios: chegando a 25 cm de comprimento e podem ter até 2 kg. Vivem de 10 a 15 anos em ambiente natural a até 20 anos em cativeiro. Alimentam-se de muitas espécies de invertebrados ( vermes, moluscos. aranhas, insetos ) e mesmo de pequenos vertebrados ( como ovos e filhotes de pássaros e lagartixas ).

No entanto, o que os plantadores não sabiam é que o cururu não é capaz de pular muito alto ( na verdade só até uns 60 cm ), e assim não conseguem capturar os besouros da cana, pois estes em geral ficam na parte mais alta da planta. E assim o cururu não teve qualquer impacto sobre os besouros da cana, e os fazendeiros viram-se obrigados a voltar ao uso de inseticidas no combate às pragas da cana. Por volta de 1940, um inseticida mais específico e mais eficiente contra besouros foi inventado, e a indústria canavieira australiana perdeu seu interesse nos sapos-cururus.

Livres para andar por onde quisessem, os sapos começaram então a comer tudo que estava à vista e que pudesse ser capturado. Mostraram-se particularmente hábeis na captura  de abelhas, causando logo de inicio um grande prejuízo aos apicultores da região. Mas o pior ainda estava por vir: sem seus predadores naturais ( como peixes, aves aquáticas, jacarés e certas cobras existentes nas Américas ), os cururus estavam livres para se reproduzirem, e fizeram em uma velocidade espantosa, espalhando-se por novas regiões do território australiano.Uma fêmea de cururu, marcada com um emissor de sinais de rádio para ser rastreada por cientistas australiano, deslocou-se 21 quilômetros no intervalo de um mês. Os sapos-cururus transformaram-se assim em uma praga e mostraram ser capazes de sobreviver muito bem em terras australianas.


A introdução impensada dos sapos-cururus na Austrália tornou-se um dos maiores desastres ambientais já ocorrido. Agora, os cientistas australianos procuram maneiras de controlar as crescentes populações dessa praga, até  hoje sem grande sucesso.

sábado, 18 de maio de 2013

Sapo-kambo



  • Nome Científico:  Phillomedusa bicolor
  • Nome Inglês:  Bicolor Leaf Frog
  • Reino:  Animalia
  • Filo:  Chordata
  • Classe:  Amphibia
  • Ordem:  Anura
  • Família:  Hylidae
  • Área de Ocorrência:  Amazônia brasileira, Peru, Bolívia e Colômbia.
  • Hábito Alimentar:  Insetos como formigas, cupins e pequenos besouros.
  • Dimensões:  Entre 90 mm a 110 mm.
  • Reprodução Animal:  A reprodução ocorre durante todo o ano. As fêmeas depositam cerca de 600 ovos em uma massa gelatinosa, dentro de folhas que são dobradas pelo macho. Essas folhas ficam logo acima de poças d` água. Após a eclosão dos ovos, que se dá entre 8 a 10 dias, os girinos caem na água, completando seu desenvolvimento.
  • Curiosidades: Espécie tipicamente de cor verde, com manchas brancas e amarelas. São muito traficados por colecionadores, devido ao seu lindo colorido.

sábado, 27 de abril de 2013

Diferença entre sapos, rãs e pererecas


          PERERECA

  • Hábitat: muito encontrada em galhos de árvores
  • Tamanho: menos de 10 centímetros
  • Número de espécies: mais de 700
  • Em geral, a perereca é menor que um sapo ou uma rã e tem como característica os olhos esbugalhados, deslocados para fora. Suas pernas finas e longas permitem grandes saltos - algumas alcançam a marca de 2 metros de distância! As pontas dos dedos da perereca possuem um tipo de ventosa, que ajuda a subir nas árvores.


         SAPO

  • Hábitat: prefere viver em terra firme
  • Tamanho: de 2 a 25 centímetros
  • Número de espécies: cerca de 300
  • Tem aparência estranha, pele rugosa e cheia de verrugas. Suas pernas curtas fazem com que dê pulos limitados e desajeitados. Graças a glândulas na região dorsal, o sapo libera veneno que pode irritar nossos olhos e as mucosas. Mas a peçonha só pode ser expelida se o animal sofrer uma pressão externa, como ser pisado.


          RÃ

  • Hábitat: mora principalmente em lagoas
  • Tamanho: de 9,8 milímetros a 30 centímetros
  • Número de espécies: mais de 4 mil
  •  Se o sapo assusta pelo veneno, a rã é considerada um prato sofisticado em muitos países. Ela tem a pele lisa e brilhante. Suas pernas são longas e correspondem a mais da metade do tamanho do animal. As patas traseiras podem ser dotadas de membranas que ajudam a rã a nadar.



terça-feira, 2 de abril de 2013

Ordem Urodela


Os urodelos compreende as salamandras e os tritões, com cerca de 556 espécies. Tais animais têm o corpo alongado, patas curtas e uma cauda relativamente longa. Superficialmente assemelham-se a lagartos, dos quais podem ser distinguidos pela ausência de escamas. Os caudados têm a capacidade de regenerar os membros e a cauda se estes forem decepados. As dez famílias limitam-se quase inteiramente ao Hemisfério Norte; sua ocorrência mais meridional ocorre na parte norte da América do Sul. A América do Norte e a América Central apresentam a maior diversidade de salamandras.



Os caudados têm uma pele nua e susceptível à secura. Por esse motivo, habitam zonas úmidas de florestas, perto de rios ou lagos. O seu ciclo de vida começa invariavelmente na água, mas podem depois passar a um modo de vida terrestre. Algumas espécies mantêm-se aquáticas durante toda a vida, conservando as brânquias comuns a todos os juvenis.

A maioria dos caudados são animais pequenos. A maior espécie conhecida é a salamandra-gigante, natural da China e Japão, que chega a medir 1,60 m de comprimento. Os caudados hibernam durante o Inverno.

Fonte: pt.wikipedia.org

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ordem Anura

Os anuros são os sapos, as rãs e as pererecas. Eles são tetrápodes saltadores, de corpo curto e sem cauda. Os sapos geralmente têm duas grandes glândulas de veneno, situadas uma de cada lado da cabeça (glândulas parotoides). A secreção dessas glândulas só pode sair se elas forem comprimidas. O veneno é uma proteção contra predadores, como as cobras. Ao abocanhar um sapo, o predador pressiona essas glândulas; o veneno eliminado ataca fortemente as mucosas do predador, provocando ardência e vômitos, cuja consequência é, às vezes, a expelição do sapo vivo.



As rãs não tem glândulas parotoides, nadam melhor por causa das grandes membranas interdigitais (entre os dedos) e são mais ágeis que os sapos. Algumas espécies são aproveitadas em ranicultura, para a obtenção da carne, muito apreciada pelo sabor e pela baixa taxa de gordura, e da pele, que curtida, é aproveitada para a confecção de cintos e bolsas, por exemplo.



As pererecas, que medem entre 2 e 3 cm de comprimento, vivem sobre árvores, junto a riachos e lagoas e nas câmaras com água acumulada entre as folhas das bromélias. Elas têm pequenas ventosas adesivas nas pontas dos dedos.


domingo, 31 de março de 2013

Ordem Gymnophiona

Gymnophiona ou Apoda é uma ordem de anfíbios que inclui cerca de 175 espécies, distribuídas por 5 ou 6 famílias, segundo quem as classifica. Estes anfíbios, conhecidos como cecílias, gimnofionos e cobras-cegas, são típicos do Hemisfério Sul, estando bem representados no Sudeste Asiático e na América do Sul. Os gimnofionos caracterizam-se pela ausência de patas e possuem grande semelhança com minhocas (em alguns locais do Brasil são chamados também de “minhocuçu”). No entanto, são vertebrados, o que os separa dos anelídeos. A maioria das espécies são primariamente fossórias, habitando o ambiente subterrâneo, e secundariamente aquáticas. Principalmente por essas qualidades, constituem o grupo de vertebrados menos conhecidos pelos zoólogos.



O nome cobra-cega é dado devido à sua semelhança com cobras, e, também porque são considerados cegas, pelo menos para a formação de imagens e pela sua capacidade de enxergar. Esse fato está diretamente ligado à sua adaptação ao ambiente fossório. Entretanto, estudos morfológicos mostram que esses olhos possuem células que reconhecem luz. Existem outros animais que realmente poderiam ser chamados de cobras-cegas, como as cobras fossórias da família Typhlopidae e as anfisbenas Ordem dos Escamados, Subordem Amphisbaenia, Família Amphisbaenidae, que também vivem no ambiente subterrâneo. São répteis que possuem muitas semelhanças ecológicas com os anfíbios cobras-cegas mas que são chamadas de cobras-de-duas-cabeças, pelo fato de a cabeça ser muito semelhante à cauda. Uma característica distintiva das cobras-cegas é o fato de possuírem tentáculos, constituindo os únicos vertebrados tentaculados. Em função do ambiente fossório, perderam a visão das imagens, ganhando os tentáculos que é muito útil nesse tipo de ambiente. Tais tentáculos são muito sensíveis, com funções quimio- e mecanorreceptoras. O tamanho desses animais varia muito entre as espécies, variando desde poucos centímetros a em torno de 1,5 metros.

Fisiologia dos Anfíbios


A pele dos anfíbios é rica em glândulas produtoras de muco e em glândulas de veneno. Nos sapos, são bem visíveis as duas glândulas parotoides, grandes e com muitos poros, na região lateral da cabeça, logo atrás dos tímpanos.

Os pequenos sapos da família dendrobatídeos apresentam cores vivas (vermelho, amarelo, laranja), o que torna facilmente visíveis nas matas sul-americanas. Eles têm glândulas de potentes venenos dispersos pela pele, mortais para o ser humanos se injetadas ou se, por acaso, penetrarem em ferimentos em nossa pele. Alguns desses venenos são letais em doses de microgramas.



Uma das substâncias ativas desses venenos é a batracotoxina, uma neurotoxina que provoca paralisias e parada cardíaca. Por conta dessas propriedades, a  pele desses sapos é usada por algumas tribos indígenas para envenenar as flechas usadas na caça. Ao assar a carne dos animais que foram abatidos dessa forma, o veneno é degradado e a carne torna-se consumível.


O esqueleto dos anfíbios apresentam uma novidade evolutiva: cinturas ósseas. A essas estruturas se prendem os membros anteriores (cintura escapular) e posteriores (cintura pélvica). O sistema digestório é formado por uma boca larga, sem dentes, e uma longa língua, que está presa na região anterior da mandíbula e pode ser projetada para fora, para a captura de insetos.



No estágio larval, os anfíbios respiram por brânquias; quando adultos, têm respiração pulmonar e cutânea. Seus pulmões são órgãos pouco eficientes, pois a superfície interna é relativamente pequena para as trocas gasosas. Além disso, o mecanismo de bombeamento de ar para o interior dos pulmões é precária, já que consta basicamente de movimentos de “engolir” da musculatura bucal (movimentos gulares). Essa deficiência é compensada pela respiração cutânea, na qual a pele dos anfíbios, permeável, úmida, sem escamas e bem irrigada por vasos sanguíneos, assume grande importância nas trocas de gases.

Essa pele especial é que garante a maior absorção do oxigênio e eliminação do gás carbônico, superando a respiração pulmonar. As brânquias persistem nos adultos de alguns urodelos, caso do axolote, cujas brânquias são externas e ramificadas.


O sistema circulatório apresenta uma grande novidade, a chamada dupla circulação: há um ciclo pulmonar (pequena circulação), para distribuí-lo para o corpo. O coração tem um grande seio venoso, que recebe o sangue venoso de todo o corpo, passando-o para o átrio direito. O átrio esquerdo recebe o sangue arterial dos pulmões e da pele. Dos átrios, o sangue é passado para o único ventrículo, onde há uma pequena mistura de sangue arterial e venoso, que sai do coração por duas aortas. Pelo fato de haver essa mistura, fala-se em circulação incompleta.


Na região terminal do corpo fica a cloaca, onde desemboca os canais genitais e urinários. Os rins são do tipo mesonefro e a substância de excreção predominante é a ureia. Nos anfíbios, os órgãos sensoriais mais desenvolvidos são os olhos e as orelhas. A orelha média tem um tímpano bem visível, que é uma membrana escura e de forma circulas, localizada na superfície da pele, logo atrás dos olhos. A audição é importante, pois os sapos machos coaxam para atrair as fêmeas para o acasalamento. Esses cantos nupciais, típicos de cada espécie, são produzidos na glote, que é a abertura da traqueia, e amplificados em sacos vocais existentes ao lado da cavidade bucal.


Anfíbios

Acredita-se que os ancestrais dos anfíbios iniciaram a transição da ocupação do meio aquático para o terrestre. Isso explicaria o fato de as espécies que constituem esse grupo ainda manterem uma estreia dependência em relação à água, daí o nome (anfi = ambos, bio = vida).



É possível que os anfíbios tenham se originado de peixes aparentados aos dipnoicos (peixes pulmonados) atuais. As principais adaptações dos anfíbios ao novo modo de vida são os dois pares de extremidades locomotoras (eles são tetrápodes), a respiração pulmonar e a epiderme dotada de uma fina camada córnea. A pele, embora ofereça certa proteção contra a desidratação, ainda é permeável, permitindo uma eficiente respiração cutânea. Esse processo também é facilitado pela abundante secreção de suas glândulas mucosas.

A taxa de gás oxigênio presente no ar é maior do a que se encontra dissolvida na água, o que constitui uma evidente vantagem na conquista desse novo ambiente. Outras vantagens que podem ser mencionadas são a menor composição por alimentos e o menor risco de ataque de predadores, já que se acredita que naquela época não existiam outros vertebrados terrestres.

Apesar dessas adaptações, os anfíbios ainda têm limitações no meio terrestre, ficando de certa forma ligados, à água e normalmente vivendo próximo a ela. Isso porque, para a maioria das espécies de anfíbios, a fecundação e o desenvolvimento larvário se processam ni meio aquático, onde ocorre sua metamorfose.

Reprodução

Os anfíbios são animais de sexos separados e geralmente com dimorfismo sexual. O tipo de reprodução dos anfíbios é outra características que os mantêm dependentes da água. Os ovos não têm casca, apresentam apenas um envoltório gelatinoso, assim, eles só se mantêm viáveis em meio aquático. A fecundação é externa; os machos, em cópula, despejam seu líquido seminal sobre um cordão gelatinoso que envolve os óvulos á medida que eles saem da cloaca da fêmea.



Uma vez fecundados, os ovos recebem diferentes cuidados. Dependendo da espécie, eles se desenvolvem no interior dos sacos vocais, em reentrâncias da pele dorsal, enrolados nas pernas ou simplesmente  enovelados, aos milhões, em plantas aquáticas. Em pouco tempo surgem as larvas (desenvolvimento indireto), que nos anuros são chamados de girinos. Estes sofrem metamorfose para chegar à forma dos adultos. A primeira modificação marcante é o aparecimento das pernas posteriores. Em seguida, amplia-se a boca, atrofiam-se as brânquias, surgem as pernas anteriores, menores, e acentua-se a regressão da cauda, que desaparece rapidamente. As substâncias da cauda são reabsorvidas e reaproveitadas para a sequência do desenvolvimento.