FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

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sábado, 3 de outubro de 2015

Nasa prepara missão para desviar rota de asteroide

Para evitar que um asteroide caia sobre a Terra, cientistas da Nasa e da ESA, as agências espaciais americana e europeia, anunciaram detalhes de uma nova missão: desviar a rota um asteroide real como uma forma de teste. O projeto foi revelado na quarta-feira no Congresso Europeu de Ciência Planetária.

A missão, batizada de Aida (Avaliação de Impacto e Desvio de Asteroide) já tem alvo: um sistema binário, que é composto por um asteroide maior, o Didymos (possui 750 metros de comprimento) e outro que o orbita, o Didymoon (tem 160 metros).



O plano geral da missão Aida é dividido em duas partes: a Nasa irá enviar um sonda-projétil para colidir com o Didymoon, enquanto a ESA irá cuidar da observação do acontecimento, por meio de outra sonda, posicionada no local para registar e analisar as consequências do impacto. De acordo com os cientistas, estima-se que os equipamentos sejam lançados a partir de 2020 para atingir o asteroide em 2022.

Batizada de AIM (Missão de Impacto de Asteroide, na sigla em inglês), a sonda europeia da ESA tem como objetivo mapear e compreender melhor as características do Didymos e fazer dois tipos de lançamentos: pequenos satélites e um módulo de aterrissagem no mesmo asteroide. Já a sonda da Nasa, que pesa 300 quilos e é conhecida como Dart (Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo), está destinada a colidir com Didymoon em 2022. De acordo com os cientistas, o choque, com velocidade de 22.500 quilômetros por hora, irá perfurar o asteroide para se alojar em seu núcleo.

Segundo os especialistas, o projeto, que ainda não teve o orçamento divulgado, fará uma análise das alterações que a sonda pode fazer na órbita de um asteroide. "Para proteger a Terra de impactos potencialmente perigosos, precisamos entender melhor esses astros - de que são feitos, qual sua estrutura, origens e como eles respondem às colisões. Aida será a primeira missão para estudar um sistema binário de asteroides, assim como a primeira a testar se podemos desviar esse astro através de um impacto com uma nave espacial", disse Patrick Michel, cientista planetário da ESA e um dos líderes da nova missão.

Impacto de um asteroide - Os asteroides são grandes corpos rochosos que orbitam em torno do Sol, mas possuem uma massa bem menor em comparação aos planetas. Por não terem uma forma definida, podem apresentar as mais diversas aparências. Didymos é um desses astros que possuem luas, no caso, a Didymoon.

Constantemente, os asteroides estão envolvidos em boatos apocalípticos. No último mês de agosto, a Nasa divulgou um comunicado que desmentia rumores de que um asteroide gigante iria se chocar com a Terra e destruir grande parte das Américas, entre 15 e 28 de setembro.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 26 de setembro de 2015

Prepare-se para o incrível eclipse deste domingo

Um dos mais principais e mais belos eventos astronômicos do ano acontece na noite deste domingo (27). A partir das 23h11, será possível observar um eclipse total da Lua, quando ela fica totalmente encoberta pela sombra da Terra, junto com uma Superlua, momento em que o satélite está o mais próximo possível do planeta. Isso significa que, durante o eclipse, a Lua vai parecer maior e mais brilhante, prometendo um incrível evento para a observação. A coincidência entre os dois fenômenos é relativamente rara - a última foi em 1982 e a próxima irá acontecer novamente apenas em 2032.


Durante o eclipse total, a Lua irá adquirir uma coloração avermelhada, o que lhe deu o apelido de "Lua de Sangue". A tonalidade surge porque, no momento em que passa pela atmosfera terrestre, a radiação do Sol é "filtrada" e ganha a cor vermelha. "Além disso, essa luz também é 'espalhada' na atmosfera e jogada na Lua, que a reflete", explica Rundsthen Nader, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e astrônomo do Observatório do Valongo, na UFRJ. "É o mesmo fenômeno que ocorre durante o pôr do Sol."

Além da coincidência entre o eclipse total e a Superlua, este será também o último eclipse de uma tétrade, como é chamado o conjunto de quatro eclipses totais da Lua que ocorrem em sequência durante dois anos. Esse evento é especial porque eclipses normalmente se intercalam entre totais, parciais (quando a Lua fica parcialmente encoberta pela parte mais escura da sombra da Terra) e penumbrais (quando a parte mais clara da sombra da Terra encobre a Lua). A tétrade é relativamente rara: no século XXI haverá apenas oito delas. A que termina neste domingo será a segunda - a primeira ocorreu de 2003 para 2004, e a terceira será em 2032 e 2033.

Fases do eclipse - O Brasil estará em uma posição privilegiada para observar o fenômeno, visível em todos os Estados. Este eclipse poderá ser visto em toda a América do Sul, partes da América do Norte, Europa, Ásia e África.

"Os brasileiros terão a visão ideal, pois durante o ápice do fenômeno, a Lua estará bem alta, no meio do céu, sem qualquer obstáculo para a observação", explica Cristóvão Jacques, do observatório Sonear (Southern Southern Observatory for Near Earth Asteroids Research), em Minas Gerais.

A sombra da Terra começará a passar pela Lua às 21h12 do domingo, em uma fase chamada penumbral, a porção mais clara da sombra e quase imperceptível. A partir das 22h07, a Lua começa a penetrar a umbra, a parte mais escura da sombra, e às 23h11 tem início a fase total - é nesse momento que a coloração avermelhada começa a surgir e o halo ao redor da Lua passa a ser visível. O auge do fenômeno será às 23h47, quando a Lua estará completamente coberta pela sombra da Terra, etapa que será concluída 0h23. Após esse momento, a Lua começa a deixar a sombra e, às 2h22 volta a aparecer clara e brilhante no céu.

"Esse será um eclipse diferente dos últimos no país, pois todas as fases serão bem visíveis. Normalmente, por causa da localização, nem todas as etapas podem ser vistas", explica Jacques.
Para ver - De acordo com os astrônomos, a melhor observação do fenômeno será feita a olho nu, sem a utilização de binóculos e telescópios. Os equipamentos podem oferecer detalhes, como a movimentação da somba sobre a Lua. "Ele poderá ser visto até mesmo das grandes cidades, mas um lugar mais afastado da iluminação artificial é melhor", diz Gustavo Rojas, astrofísico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Como o fenômeno é de longa duração - a fase com aspecto vermelho-alaranjado dura uma hora e doze minutos - os astrônomos sugerem um local tranquilo e a utilização de cadeiras de praia ou espreguiçadeiras confortáveis para facilitar a observação.

O céu claro, condição essencial para a visualização do fenômeno, deve aparecer na maior parte do país. Nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste , o tempo deve seguir firme e seco, com algumas pancadas de chuva em Santa Catarina, no Paraná, São Paulo, Sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. No Norte do país haverá algumas nuvens e previsão de chuvas no Sudoeste do Amazonas e Acre.


fonte: veja.abril.com.br

sábado, 12 de setembro de 2015

Novas (e incríveis) fotos revelam que Plutão tem a superfície mais complexa do Sistema Solar

Desde o rasante histórico sobre Plutão, em 14 de julho, a sonda New Horizons vem trazendo informações inéditas e surpreendentes. A revelação e análise de uma série de fotos feitas a 12.390 quilômetros de altitude, o ponto mais próximo que a missão alcançou da superfície, mostrou aos astrônomos o relevo mais complexo já visto no Sistema Solar. As novas imagens, divulgadas nesta quinta-feira (10) indicam uma variedade tão grande de diferentes aspectos da superfície do planeta anão que os cientistas ficaram "atônitos e desconcertados", de acordo com a Nasa.



"Plutão está nos mostrando uma diversidade geográfica e processos tão complexos que rivalizam com qualquer coisa que já vimos no Sistema Solar", disse o astrônomo Alan Stern, líder da missão New Horizons e cientista do Southest Research Institute, nos Estados Unidos (SwRI, na sigla em inglês), no comunicado da Nasa. "Se um artista tivesse pintado esse Plutão antes do rasante, eu provavelmente diria que ele exagerou - mas é exatamente o que está lá."

As imagens foram recebidas no último fim de semana e trazem uma excelente resolução de 400 metros por pixel. As fotos mostram dunas, fluxos de gelo de nitrogênio (que parecem escorrer das montanhas para as planícies), e vales que podem ter sido esculpidos por substâncias que flutuam pela superfície. Há também amplas regiões com montanhas caoticamente reunidas, resquícios de terrenos que irromperam de Europa, a Lua gelada de Júpiter.

Para os cientistas, o mais impressionante e difícil de compreender é a formação das dunas. Há regiões escuras que, à primeira vista, parecem desenhadas pelo vento, algo que os astrônomos imaginavam impossível antes do rasante.


"Enxergar dunas em Plutão - e é exatamente o que vemos - é completamente louco, porque sua atmosfera atual é muito fina. Ou ele teve uma atmosfera mais espessa no passado, ou alguns processos que ainda não compreendemos estão atuando ali. É um quebra-cabeça", disse o astrônomo William McKinnon.

New Horizons - Após percorrer 4,8 bilhões de quilômetros, desde que foi lançada pela Nasa, em janeiro de 2009, a sonda New Horizons chegou a 12.390 quilômetros de Plutão para fazer fotos e recolher material de sua atmosfera. As imagens já divulgadas pela agência espacial americana mostraram coim riqueza de detalhes as cinco luas do planeta-anão (Charon, Styx, Nix, Kerberos e Hydra), bem como a superfície e a atmosfera do corpo celeste, envolvido por um brilhante halo branco. Os cientistas também descobriram que Plutão, além de gelado, tem ao seu redor uma "neblina" que se estende da superfície até 130 quilômetros de altura. São duas camadas, uma de 50 quilômetros de espessura e outra de 30 quilômetros.
Essa exploração de uma área desconhecida do Sistema Solar busca trazer informações sobre Plutão e sua maior lua, Charon. Pequenos planetas como Plutão são relíquias de mais de 4 bilhões de anos que podem trazer dados reveladores sobre as origens do Sistema Solar.

Após a aproximação, a New Horizons continua sua viagem para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois do planeta-anão. Em Kuiper existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Essa segunda etapa da viagem está prevista para o período entre 2016 e 2020.

fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pela primeira vez, astronautas comem alface cultivada no espaço

“Tem gosto de rúcula”, disse o astronauta Scott Kelly, que provou o vegetal na Estação Espacial Internacional (ISS). O alimento pode ajudar em futuras missões tripuladas para Marte.


Astronautas fizeram nesta segunda-feira (10) a primeira "degustação" de alimentos cultivados no espaço. De acordo com o americano Scott Kelly, o cardápio do almoço na Estação Espacial Internacional (ISS), composto apenas de alface romana, "é bom. Tem gosto de rúcula." O evento foi transmitido pela televisão da Nasa, por volta das 13h45 (horário de Brasília), que interrompeu sua cobertura de uma caminhada espacial russa para mostrar o episódio histórico.

O vegetal, cultivado por 33 dias na ISS, é parte de uma experiência da Nasa que vai ajudar missões tripuladas para outros planetas. "Se quisermos ir a Marte algum dia, precisaremos de uma nave que seja sustentável. A habilidade de cultivar o próprio alimento no espaço é um grande passo nessa direção", disse Kelly, após provar as folhas junto com outros dois astronautas.

"Há evidências de que os alimentos frescos, como tomates, mirtilos e alface vermelha são uma boa fonte de antioxidantes", indicou Ray Wheeler, cientista da Nasa no Centro Espacial Kennedy da Flórida. "Ter alimentos frescos como este disponível no espaço pode ter um impacto positivo no humor das pessoas e também pode fornecer proteção contra a radiação no espaço", acrescentou.
Alface espacial - O experimento, chamado Veg-01 (ou Veggie, apelido dado pelos astronautas), começou há três anos e pretende estudar o crescimento e a absorção de alimentos em ambiente de microgravidade, como a ISS. No ano passado, alguns pés de alface haviam sido cultivados no espaço, mas voltaram para a Terra para que fossem realizados testes de segurança.
A alface ingerida pelos astrônomos foi cultivada em uma caixa especial de crescimento e foi levada para o espaço a bordo da nave SpaceX Dragon. As sementes, armazenadas em travesseiros de enraizamento, foram ativadas por Kelly em 8 de julho. Antes de serem colhidas, as plantas cresceram em ambiente controlado, com luz especial.


Para comê-las, os astronautas limparam cuidadosamente as folhas com toalhas desinfetantes e podiam ingerir apenas a metade das folhas. As outras foram separadas e serão congeladas na estação até que possam ser enviadas à Terra para análises científicas.
A alimentação dos astronautas é uma das mais importantes questões para futuras missões tripuladas a planetas distantes, como a colonização de Marte. Se for possível cultivar o próprio alimento não será necessário enviar quilos de mantimentos dentro das naves ou mandar missões de abastecimento, como as que são periodicamente enviadas à ISS.
"Quanto mais longe forem as viagens dos humanos pelo espaço, maior será a necessidade de cultivar vegetais para alimentação, reciclagem da atmosfera e benefícios psicológicos", disse o cientista da Nasa Giola Massa, um dos responsáveis pelo Veg-01.
De acordo com os astrônomos, a textura e gosto da salada "de verdade" trazem a lembrança dos alimentos ingeridos na superfície, deixando os humanos no espaço mais conectados à Terra, além de nutridos.

fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Prepare-se para uma longa terça-feira. Ela terá um segundo a mais

Com veículos e informações rápidas, o mundo parece girar mais veloz. Mas a Terra, que não costuma respeitar o ritmo da tecnologia, está rodando mais devagar. Por isso, nesta terça-feira, o dia será mais longo: terá 1 segundo extra. Com essa piscar de olhos, os relógios serão sincronizados com a rotação do planeta. Não é muita coisa, mas é um lembrete importante de que o tempo, esse que conhecemos e é marcado pelos relógios e celulares, não é mais que uma construção humana.


"A rotação da Terra está diminuindo gradualmente, e segundos a mais são uma forma de dar conta disso", afirmou Daniel MacMillan, astrônomo da Nasa, em comunicado da última sexta-feira.
Assim, o último minuto do mês de junho de 2015 vai durar 61 segundos, em vez dos 60 usuais. O fenômeno se explica pela rotação irregular da Terra, e não é novo: desde 1972 eles costumam surgir. O último aconteceu em 2012 e, antes, em 2008.

Isso acontece porque nossos relógios são ajustados de acordo com o Tempo Universal Coordenado (UTC, na sigla em inglês), base para todos os fusos horários. Esse tempo é dado por um sistema de relógios atômicos muito precisos, que calculam a duração de um segundo de acordo com mudanças bastante previsíveis de átomos de césio. É necessário mais de 1,4 milhão de anos para que o césio perca um segundo.

Nosso planeta, entretanto, não é tão bom com as horas. Na teoria, a Terra leva 86 400 segundos em uma rotação (é o número contido em 24 horas). Mas, na prática, a duração é de 86 400,002 segundos. Ou seja, ela está um pouquinho atrasada. Isso acontece por efeito da força de atração gravitacional entre a Lua e o Sol, responsável pelas marés. Também depende de movimentos atmosféricos, variações dos gelos e forças como os terremotos, que tornam o movimento de rotação um pouco mais lento.

Somados, todos esses milissegundos fariam com que os relógios ficassem em descompasso com o planeta. Por isso, os cientistas inserem esse segundo nos relógios com o objetivo de sincronizar a velocidade dos ponteiros com a da Terra.

Sincronia digital - Se, em um dia comum, um segundo pode não fazer muita diferença, para as máquinas, é fundamental. "Os grandes sistemas de navegação por satélite, os principais sistemas de sincronização de redes de computadores, devem levar em conta esta alteração. Se não, correm o risco de 'erros'", explicou Daniel Gambis, diretor do Serviço de Rotação da Terra (sim, tal instituição existe!), em Paris.


No início do ano, a Nasa e o Instituto Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), na França, alertou fabricantes e responsáveis pelos sistemas digitais a respeito da alteração. Ela não deverá causar panes ou grandes problemas nos sistemas. Afinal, com esse método, 26 preciosos segundos foram adicionados aos dias desde 1972.

fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Como nascem e morrem as estrelas?

O processo de nascimento de uma estrela é mais ou menos padrão, o que muda mesmo é a maneira como ela morre. Estrelas pequenas ou médias, como o nosso Sol, terminam a vida esfriando lentamente, enquanto astros maiores podem acabar seus dias como assustadores buracos negros! Aqui você confere como são os ciclos de vida estelar mais comuns. O curioso é que esses ciclos são fundamentais para a construção do Universo. Nas várias etapas da vida de uma estrela, surgem diferentes elementos químicos, como hélio, carbono e ferro, todos frutos da fusão nuclear - a grande fonte de energia desses astros.


Vida de astro

Uma estrela como o Sol pode ter seu diâmetro aumentado cem vezes antes de começar a apagar
1. Em geral, uma estrela nasce numa região conhecida como berçário estelar. Os berçários espalhados pelo Cosmo têm nuvens moleculares gigantes. Formadas por gás e poeira, tais nuvens chegam a ocupar uma área equivalente à de todo o sistema solar! Com a ação da gravidade, os gases e a poeira se juntam e a nuvem molecular começa a perder suas partes mais densas

2. Aos poucos, um pedaço desprendido que ganha ainda mais densidade e calor passa a girar em torno de si até virar um tipo de disco. A estrela nasce pra valer quando a temperatura e a densidade no disco ficam tão altas que seus átomos de hidrogênio se fundem, virando hélio. É o início da fusão nuclear. Tudo isso leva dezenas de milhões de anos

3. Com seu motor (a fusão nuclear) ligado, a estrela entra numa fase estável de "queima de combustível". Para estrelas pequenas ou médias, isso pode durar uns 10 bilhões de anos - é nesse estágio que o Sol está hoje. Já para astros maiores, a fase estável só dura milhões de anos. Quando o hidrogênio acaba, o combustível para a fusão passa a ser o hélio

4. Quando predomina a fusão do hélio, a estrela ganha energia extra e se expande, virando uma gigante vermelha - ou supergigante vermelha se era um astro com pelo menos oito vezes a massa do Sol. Após o crescimento, o destino da estrela segue por dois rumos diferentes, dependendo do tamanho dela

5a. Para uma estrela como o Sol, a fase gigante vermelha dura uns 2 bilhões de anos. Depois, o astro expulsa suas camadas externas, virando uma nebulosa planetária. No centro dela fica o "cadáver" do velho astro: uma estrela anã branca. Feita de carbono e oxigênio, ela termina seus dias esfriando por bilhões e bilhões de anos, mas sem se apagar totalmente

5b. Destino mais catastrófico têm as estrelas com mais massa que o Sol. Nelas a fusão nuclear continua, e o hélio vai virando elementos cada vez mais pesados, até chegar ao ferro. O núcleo fica então tão denso que não consegue mais suportar o próprio peso e desaba, liberando tanta energia que a estrela se despedaça. É o fenômeno conhecido como supernova

6a. A detonação de uma supernova pode criar uma estrela de nêutrons. Isso ocorre se o núcleo que entrou em colapso tiver menos do que três massas solares. Nesse caso, o que resta da supernova é uma crosta de ferro sólido, muito densa, debaixo da qual está uma "papa" formada por nêutrons, uma partícula atômica

6b. Mas ainda dá para ter um fim pior... Se o núcleo que originou a supernova tiver mais que três massas solares, o destino da estrela é se contrair até virar um ponto de gravidade pura, sem nenhum diâmetro. É o temido buraco negro, que teoricamente é tão denso que nem a luz consegue escapar da sua gravidade

Quando o Sol se for

Quando virar uma anã branca, estágio final de sua vida como estrela, o Sol deve ficar com um diâmetro parecido com o da Terra; ou seja, com aproximadamente um centésimo do diâmetro que tem hoje. Apesar de encolher muito no tamanho, o Sol ainda irá preservar quase 60% de sua massa original

Vermelha por quê?

Quando a estrela se expande, sua energia é distribuída por uma área maior e por isso o calor na superfície cai. Isso deixa a estrela com um tom mais avermelhado. Quando o Sol chegar lá, daqui a 4 bilhões ou 5 bilhões de anos, seu diâmetro aumentará cem vezes, o que dá para engolir a atual órbita da Terra!

fonte: mundoestranho.abril.com.br

domingo, 14 de junho de 2015

Astrônomos encontram vidro em crateras de Marte

Estudo de cientistas americanos sugere que a substância pode trazer evidências de vida no passado do planeta.

A partir de imagens registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), cientistas identificaram vidro nas crateras de Marte, substância que pode ser mais uma a trazer evidências de vida no solo do planeta. De acordo com os astrônomos Kevin Cannon e Jack Mustard, da Universidade Brown, nos Estados Unidos, a substância foi formada por efeito de um impacto violento, como o de um asteroide. Um estudo anterior sobre um choque semelhante na América do Sul encontrou moléculas orgânicas no vidro formado dessa forma. Está aí o atalho para concluir que esse pode ser um indício de que há ou houve vida no planeta vizinho.


A análise, publicada na última semana no periódico científico Geology, descreve como as informações trazidas pela sonda lançada em 2005 para detectar a presença de água em Marte revelou a substância, não esperada na busca dos pesquisadores. Para achar o vidro, astrofísicos mediram o espectro da luz refletida na superfície de Marte, pois só assim identificam os minerais e tipos de rochas no local, remoto. No entanto, não sabiam ao certo o que seria o material que estava refletindo luz em cor verde. À época já havia a hipótese de que poderia ser vidro.

Para tirar a dúvida, Cannon misturou em laboratório vários tipos de poeiras, similares a composição das rochas de Marte, e as colocou em um forno para que formassem vidro. Para checar como o objeto reflete luz, ele mediu o sinal espectral, medida técnica que aponta justamente esse tipo de comportamento de substâncias químicas. Com um algoritmo, comparou os sinais do vidro em laboratório e os enviados pelo veículo da Nasa. Ambos são semelhantes, trazendo evidências da existência do material nas entranhas das crateras.

Vida no vidro - Um estudo, conduzido em 2014 pelo cientista Peter Schultz, também da Universidade Brown, foi a motivação fundamental para publicar a pesquisa. Schultz encontrou, na Argentina, moléculas orgânicas em fragmentos de vidro, formadas há milhões de anos em consequência do impacto de um asteroide. Por isso, a presença da substância pode ser pista para rastrear vida na superfície de um planeta.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 4 de abril de 2015

Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres

A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando na superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem a explicação para o fenômeno.


A Nasa divulgou fotografias do planeta anão Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter. As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não têm explicação.
Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.
A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março. "Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa em Ceres", afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das câmeras da sonda Dawn. "Isso é algo inesperado e um mistério para nós."
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos.
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele, assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 3 de janeiro de 2015

Nasa vai ‘hackear’ robô explorador de Marte

Para tentar resolver os problemas na memória do jipe Opportunity, os cientistas vão fazer modificações em seu software, impedindo que ele perca dados importantes.
A Nasa vai 'hackear' o software da sonda Opportunity, que explora Marte há mais de dez anos, para tentar resolver seus constantes problemas de memória. O objetivo é fazer com que o jipe ignore as partes com defeito de seu sistema e continue trabalhando para enviar informações do planeta para a Terra. A sonda tem reiniciado inesperadamente seu sistema operacional, provocando a perda de dados ou interrupções na comunicação que causam atrasos nas pesquisas científicas com o robô. Durante as festividades de Natal, o jipe perdeu por completo a conexão com a Nasa, deixando os cientistas apreensivos.


De acordo com a agência americana, o robô tem dois tipos de memória, como qualquer tipo de computador. A que está causando os problemas é a memória flash, semelhante a um disco rígido que grava informações e funciona mesmo quando o sistema é desligado. Quando o sistema tenta registrar os dados e não consegue, ele reinicia automaticamente, perdendo as informações. É como se o Opportunity estivesse com “amnésia”, esquecendo eventos recentes.

As falhas ocorrem porque esse tipo de memória sofre desgaste com o uso contínuo e está tentando utilizar uma porção danificada. Os cientistas identificaram essa região e vão alterar o sistema operacional, fazendo com que ele a ignore e use apenas as seções “saudáveis” da memória. As mudanças devem levar algumas semanas para serem feitas.


Lapsos — A Opportunity tem apresentado problemas desde meados de 2014. Em setembro, a Nasa formatou a memória da sonda para tentar resolver as falhas. Em entrevista à emissora americana Discovery News nesta semana, o astrônomo americano John Callas, membro da equipe da sonda, comparou a Opportunity a um parente idoso em boa saúde. “Ele está bem, mas nunca se sabe, pode ter um derrame no meio da noite. Então sempre tomamos precauções para se algo acontecer.”


Mesmo que os defeitos não sejam solucionados, a sonda ultrapassou todos os seus objetivos científicos. Ao ser lançada, em 2003, deveria passar apenas três meses na superfície de Marte. Dez anos depois, ela percorreu 41,8 quilômetros do terreno marciano, capturando dados que permitiram o conhecimento atual sobre a composição do planeta.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 16 de novembro de 2013

Imagem inédita mostra Saturno em suas cores naturais

Nasa divulga primeira fotografia de Saturno na qual aparecem, além de todas as suas luas e anéis, os planetas Terra, Vênus e Marte

A Nasa divulgou nesta terça-feira uma fotografia inédita de Saturno, capturada pela sonda Cassini, em suas cores naturais. Essa é a primeira vez em que os pesquisadores conseguem mostrar em uma única imagem Saturno, suas luas e anéis, e o brilho longínquo dos planetas Terra, Vênus e Marte. O panorama cobre 651.591 quilômetros e é, na verdade, um mosaico composto por 141 fotografias tiradas durante quatro horas no dia 19 de julho.


Imagens da Terra capturadas a partir de regiões tão distantes são muito raras — essa é a terceira foto do tipo já divulgada até hoje. É que, visto a longa distância, o planeta aparece muito perto do Sol. Se a Cassini, por exemplo, tentar fotografar o planeta sob condições normais, corre o risco de danificar os seus sensíveis equipamentos. Por isso, a equipe responsável pela sonda esperou por um momento em que o Sol estivesse escondido atrás de Saturno, e a Terra continuasse visível. Isso foi possível no dia 19 de julho, quando a Nasa criou a campanha "Acene para Saturno". A agência pediu para que pessoas de todo o mundo olhassem em direção ao planeta no mesmo instante em que a sonda estivesse fotografando a Terra.

"Com essa vista magnífica, a Cassini nos entregou um universo de maravilhas. E fez isso justamente em um dia em que pessoas de todo o mundo, em uníssono, sorriram em comemoração à alegria de estar vivo em um pálido ponto azul”, disse Carolyn Porco, líder da equipe de imagens da Cassini.

O pálido ponto azul citado pela pesquisadora é a própria Terra, que aparece como um ponto brilhante abaixo de saturno. A fotografia também mostra Vênus, à esquerda, e Marte como um ponto tênue um pouco mais distante. Além deles, são vistas brilhando no espaço escuro sete luas de Saturno. A imagem pode ser vista em todos os detalhes no site da Nasa.

Anéis — A imagem deve ajudar os cientistas a estudar o planeta e seus anéis, principalmente o anel E, o mais externo na imagem. "Este mosaico fornece uma notável quantidade de dados de alta qualidade sobre os anéis difusos de Saturno, revelando todos os tipos de estruturas intrigantes que estamos tentando entender. O anel E mostra determinados padrões que provavelmente refletem distúrbios vindos de fontes tão diversas como a luz solar e a gravidade da lua Encélado”, diz Matt Hedman, cientista da Universidade de Idaho, nos Estados Unidos, que participa da missão.

Lançada em 1997, a Cassini tem explorado a região de Saturno há cerca de nove anos. Segundo a Nasa, a missão deve durar até 2017. "Com uma dança longa e intrincada em torno de Saturno, a Cassini tem como objetivo estudar o planeta a partir de todos os ângulos possíveis", diz Linda Spilker, cientista do projeto Cassini instalada no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia.

"Além de nos mostrar a beleza do planeta, dados como esse também melhoram a nossa compreensão sobre a história dos anéis em torno de Saturno e a forma como os discos se formam em torno dos planetas. São pistas sobre como o próprio Sistema Solar se formou em torno do Sol", diz a pesquisadora.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pesquisadores encontram fragmento de cometa que atingiu a Terra há 28 milhões de anos

Há 28 milhões de anos, um cometa adentrou a atmosfera terrestre, acima da região que viria a ser conhecida como Egito. Ao entrar em contato com o ar, o cometa explodiu, espalhando uma enorme onda de fogo que destruiu todas as formas de vida em seu caminho. O calor produzido foi tão alto que transformou o solo do deserto em vidro. Nesta quinta-feira, pesquisadores da Universidade de Witts, na África do Sul, anunciaram em uma palestra que identificaram um pedaço do cometa responsável por toda essa destruição.


O pequeno pedaço de rocha preta é a primeira prova material encontrada por cientistas de um cometa que atingiu a Terra. Formados em regiões distantes do Sistema Solar, a partir de gelo e poeira, eles normalmente se desintegram quando entram em contato com a atmosfera. “Os cometas são bolas de neve sujas de poeira que sempre passam pelos nossos céus, mas nunca havíamos encontrado o material de que eles são feitos na superfície terrestre", afirma David Block, pesquisador da Universidade de Wits e um dos responsáveis pela descoberta.

Em seu estudo, os pesquisadores realizaram uma análise das propriedades químicas e físicas de uma pequena e brilhante rocha negra que havia sido encontrada por geólogos no sudoeste do Egito. Dura e angular, a pedra foi nomeada pelos cientistas de Hipátia, em homenagem à mais antiga filósofa, astrônoma e matemática de que se tem notícia: Hipátia de Alexandria.

A análise dos pesquisadores mostrou que ela era composta principalmente por carbono, com diamantes microscópicos espalhados ao longo de sua massa. "Os diamantes são produzidos a partir do carbono. Normalmente eles se formam no fundo da terra, onde a pressão é muito alta, mas também podem ser gerados a partir de um impacto muito forte", afirma Jan Kramers, pesquisador da Universidade de Joanesburgo.

As análises dos isótopos encontrados na rocha mostraram que o material deveria ter origem extraterrestre, possivelmente fazendo parte do núcleo de um cometa. A pesquisa descrevendo a análise será publicada em novembro na revista Earth and Planetary Science Letters.

Joias e segredos — Um dos fatores que levou os cientistas a relacionar o pedaço de rocha extraterrestre com o cometa que atingiu o Egito há 28 milhões de anos foi o local onde a pedra estava, no meio de uma área de 6.000 quilômetros quadrados no deserto do Saara. Nesse lugar são encontrados, desde os tempos antigos,  pequenos fragmentos de vidro amarelado.

Segundo os pesquisadores, esses fragmentos foram produzidos justamente pelo impacto do cometa, quando o calor de até 2.000 graus Célsius transformou a areia que cobria o solo em vidro. Um desses pedaços — polido — foi parar em um pingente utilizado por Tutankhamon há mais de 3.000 anos.

Os cientistas afirmam que é extremamente raro encontrar material de cometas na superfície da Terra. Os únicos fragmentos descobertos até agora eram microscópicos, achados em meio à poeira flutuando na alta atmosfera ou no gelo antártico. A Hipátia só não teve o mesmo destino porque seu impacto com a Terra teria resultado na formação de um material mais resistente às intempéries.


A descoberta de material presente em cometas é de alto interesse científico, pois esses astros foram formados em regiões distantes, no início do Sistema Solar. “Os cometas contêm os segredos para desvendarmos a própria formação do Sistema Solar e esta descoberta fornece uma oportunidade sem precedentes de estudos", disse Block. “A NASA e a Agência Espacial Europeia gastam bilhões de dólares coletando algumas microgramas de material de cometa no espaço e trazendo-o de volta à Terra. Agora, nós temos uma possibilidade nova de estudar esse material, sem gastar tanto dinheiro para coletá-lo", diz Kramers.

Fonte: veja.abril.com.br

sábado, 7 de setembro de 2013

Sonda que buscará resolver mistério lunar é lançada

Missão vai tentar desvendar brilho nos crepúsculos lunares, fenômeno descrito por astronautas que estiveram na Lua como semelhante à aurora boreal
A Nasa lançou na madrugada deste sábado, a partir da Ilha de Wallops, no litoral do estado da Virgínia, a cápsula robótica que orbitará a Lua para tentar resolver um mistério de cinco décadas: os crepúsculos lunares. A sonda chamada Explorador de Atmosfera e Poeira Lunar (Ladee, na sigla em inglês) tem o tamanho de um automóvel compacto e pesa 383 quilos.


O foguete carregando a cápsula partiu, segundo o programado, à 0h27 deste sábado (em Brasília) da instalação da Nasa onde funciona o Centro Espacial de Wallops, localizado a 270 quilômetros da capital americana. Criado em 1945, ele tem sido usado para lançar pequenas naves suborbitais e balões científicos.

Aurora boreal – Na última expedição tripulada até a Lua, a Apollo 17, os astronautas relataram ter visto um brilho no horizonte lunar logo antes do nascer do Sol, semelhante à aurora boreal. O fenômeno, esboçado em seu caderno por Eugene Cernan, comandante da missão, surpreendeu os cientistas, já que a lua não tem uma atmosfera suficiente espessa o suficiente para refletir a luz do Sol dessa maneira.

A nova missão, estimada em 280 milhões de dólares, vai durar aproximadamente um mês. Quando entrar na órbita lunar, o Ladee vai testar a teoria elaborada pelos cientistas segundo a qual o misterioso fenômeno é efeito da poeira lunar, eletricamente carregada, em suspensão.

a sonda vai investigar ainda o entorno gasoso da Lua, denominado exosfera (fino demais para ser considerado uma atmosfera). De acordo com os especialistas encarregados da missão, os dados podem ajudar na pesquisa de outros corpos do Sistema Solar, como o planeta Mercúrio e asteroides.


"Por meio das sondas de reconhecimento, descobrimos que a Lua continua evoluindo e que, de fato, tem uma espécie de atmosfera", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa e encarregado de missões científicas. Para ele, esta missão "poderia ajudar a entender melhor a diversidade do nosso Sistema Solar e sua evolução".

Fonte: veja.abril.com.br

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Astrônomos brasileiros descobrem a mais velha estrela gêmea do Sol

A estrela HIP 102152 tem idade estimada de 8,2 bilhões de anos, contra “apenas” 4,6 bilhões do Sol
Uma equipe internacional de astrônomos, liderada por brasileiros, anunciou nesta quarta-feira a descoberta da estrela gêmea do Sol mais velha conhecida até hoje.  Situada a 250 anos-luz da Terra, na constelação do Capricórnio, a estrela HIP 102152 tem idade estimada de 8,2 bilhões de anos – contra "apenas" 4,6 bilhões do Sol.


Gêmeas solares são estrelas que possuem massa, temperatura e composição química semelhantes às do Sol. Elas ajudam os pesquisadores a prever o que deve acontecer com a estrela nos próximos bilhões de anos ou, no caso das gêmeas mais novas, como ela tem se modificado ao longo do tempo.

A descoberta da primeira gêmea solar, denominada 18 Scorpii, ocorreu em 1997. Desde então astrônomos do mundo todo procuram por mais astros com as mesmas características. A nova estrela gêmea, além de ser a mais velha, é mais parecida com o Sol do que qualquer outra.

O estudo foi realizado com dados do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO), que fica no Deserto do Atacama, no Chile. Em mais de 40 noites de observação, os pesquisadores estudaram a composição química e outras características da estrela. O estudo que relata as descobertas da equipe foi divulgado nesta quarta-feira no site do periódico Astrophysical Journal Letters e sairá em sua versão impressa no próximo mês.

O mistério do lítio – O estudo já permitiu aos pesquisadores contribuir para a solução de um mistério de seis décadas. Por meio do estudo de meteoritos, os pesquisadores sabem que, durante sua formação, o Sol tinha uma quantidade de lítio muito maior do que a atual (estima-se que a quantidade existente agora corresponda a cerca de 1% da original). Gêmeas solares também têm quantidades maiores deste elemento. O que teria acontecido com o lítio presente no Sol?

Com a descoberta da HIP 102152, que tem em sua composição ainda menos lítio do que o Sol, os pesquisadores descobriram que há uma correlação entre a quantidade do elemento químico e a idade da estrela: conforme o astro envelhece, os processos que ocorrem em seu interior fazem com que a quantidade de lítio diminua.

Busca por planetas – As análises da nova gêmea mostraram ainda que, assim como o Sol, ela apresenta uma deficiência nos elementos refratários, aqueles que são capazes de suportar altas temperaturas e também são abundantes em meteoritos e em planetas rochosos, como a Terra. Os pesquisadores acreditam que esses elementos se encontram em menor quantidade no Sol exatamente porque foram incorporados aos planetas rochosos que fazem parte do Sistema Solar. O fato de a HIP 102152 apresentar as mesmas características indica que ela pode hospedar planetas desse tipo, apesar de nenhum deles ter sido encontrado até o momento orbitando a estrela.

Também não foi encontrado nenhum planeta gigante, como Júpiter, na zona habitável da estrela. Jorge Meléndez, pesquisador Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo e um dos autores do estudo, explica que esse fato reforça a possibilidade de que um planeta parecido com a Terra possa existir. Isso porque os equipamentos disponíveis atualmente não conseguem identificar planetas pequenos como a Terra, mas os planetas gigantes são mais facilmente encontrados. A existência de algum deles na zona habitável da estrela tornaria improvável a presença de um planeta rochoso, já que sua órbita seria desestabilizada pelo corpo celeste maior.

Fonte: veja.abril.com.br

domingo, 30 de junho de 2013

Ondas de choque causadas por meteorito que caiu na Rússia percorreram 85.000 quilômetros

Pesquisa mostra que explosão foi a segunda maior já registrada e a quantidade de energia liberada foi a maior medida desde o meteorito que caiu em Tunguska, também na Rússia, em 1908


No dia 15 de fevereiro deste ano, um grande meteorito se desintegrou no céu sobre os Montes Urais, na Rússia. A onda de choque feriu cerca de mil pessoas e causou 30 milhões de dólares de prejuízo. Uma nova pesquisa aceita para publicação na revista Geophysical Research Letters descreve o impacto com o maior grau de detalhes até agora. Segundo os dados coletados pelos pesquisadores, a onda de choque provocada pelo meteorito viajou o equivalente a duas voltas no planeta e a quantidade de energia liberada foi a maior medida desde o meteorito que caiu em Tunguska, também na Rússia, em 1908.

A onda de choque foi registrada por equipamentos da Organização do Tratado de Proibição Completa de Ensaios Nucleares, espalhados pelo mundo para detectar testes clandestinos de bombas nucleares. Os equipamentos registram a passagem de ondas de choque por meio da detecção de infrassons, sons de baixa frequência — com menos de 10 hertz — que não podem ser ouvidos pelos seres humanos.


Segundo o estudo, as ondas infrassônicas provocadas pelo meteorito foram gravadas em 20 estações de monitoramento da organização e foram as mais fortes já registradas pelo sistema. O impacto teria causado ondas de choque que percorreram até 85.000 quilômetros, o suficiente para dar duas voltas na Terra.

Os pesquisadores estimam que a explosão liberou uma energia equivalente a 460 quilotons — cerca de 20 vezes mais que a bomba nuclear jogada pelos americanos em Nagasaki, no Japão, na Guerra Mundial II. Por sorte, a explosão aconteceu muito acima da Terra, a uma altitude de 30 a 50 quilômetros. Segundo a pesquisa, essa é o segundo maior impacto de meteorito já registrado, só perdendo para o que caiu em Tunguska, que foi dez vezes mais potente e destruiu 8 milhões de árvores em uma área de 1.200 quilômetros quadrados de floresta.

Fonte: veja.abril.com.br

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Estrela "vizinha" do Sistema Solar possui três planetas em sua órbita com capacidade de abrigar vida

Os três planetas são um pouco maiores do que a Terra e estão na chamada zona habitável da estrela Gliese 667C

Astrônomos combinaram novas observações com dados antigos para revelar que a estrela Gliese 667C possui em sua órbita, no mínimo, seis planetas. Três deles estão localizados dentro da chamada zona habitável da estrela, onde a água pode existir na forma líquida, tornando possível a existência de vida. O estudo que descreve a descoberta será publicado no periódico Astronomy & Astrophysics.


A Gliese 667C é uma estrela muito conhecida dos pesquisadores. Com apenas um terço da massa solar, ela faz parte de um sistema estelar triplo — onde três estrelas orbitam uma em torno da outra — conhecido como Gliese 667, localizado a "apenas" 22 anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião. Muitos outros sistemas planetários já foram descobertos pelos cientistas, mas poucos tão próximos quanto esse, na chamada vizinhança solar.

Estudos anteriores da estrela Gliese 667C já haviam revelado que ela hospedava três planetas, um deles localizado em sua zona habitável. Dessa vez, os pesquisadores reexaminaram o sistema estelar usando telescópios como o Very Large Telescope e o de La Silla, ambos pertencentes ao Observatório Europeu do Sul (ESO) e instalados no deserto do Atacama, no Chile. Como resultado, descobriram evidências da presença de sete planetas ao redor da estrela — um deles não confirmado, pois seus sinais são mais fracos que os demais.

Desses planetas, três estão localizados dentro de sua zona habitável. Outros dois estão em órbitas muito próximas à estrela e outros dois em órbitas distantes, onde o clima é, respectivamente, muito quente ou muito frio para sustentar a vida. "A partir dos estudos anteriores, nós sabíamos que a estrela possuía três planetas. Ao adicionar novas observações e revisar os dados, nós fomos capazes de confirmar esses três e revelar muitos mais. Encontrar três planetas de baixa massa na zona habitável da estrela é muito empolgante", diz Mikko Tuomi, pesquisador da Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, e um dos autores do estudo.

Paisagem — Como a Gliese 667C é menos maciça e brilhante que o Sol, sua zona habitável também fica consideravelmente mais próxima da estrela, sendo um pouco menor que a órbita de Mercúrio. Os três planetas localizados dentro dela são super-Terras — mais maciços que a Terra, porém menores do que Urano e Netuno — e ocupam todas as órbitas estáveis disponíveis dentro da zona habitável, não deixando espaço para nenhum outro planeta na região.

Os três planetas giram de tal modo que sempre têm a mesma face voltada para a estrela, fazendo com que um de seus lados fique perpetuamente iluminado, enquanto o outro permaneça numa noite eterna. Nos céus desses planetas, os outros dois sóis que formam o sistema estelar triplo seriam vistos como estrelas muito brilhantes.


Segundo os pesquisadores, essa é a primeira vez em que três planetas são encontrados dentro da mesma zona habitável. "O número de planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia pode ser muito maior se pudermos encontrar uma grande quantidade deles ao redor de cada estrela de baixa massa. Assim, em vez de olharmos para dez estrelas em busca de um planeta potencialmente habitável, nós poderemos observar uma única estrela e encontrar vários deles", disse Rory Barnes, pesquisador da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo.

Fonte: veja.abril.com.br

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nasa lança programa para rastrear e capturar asteroides

Agência deve contar com ajuda do governo, da indústria e de cientistas para estudar os asteroides que ameaçam a humanidade

A Nasa anunciou nesta terça-feira um novo programa focado na descoberta e estudo de asteroides que possam ameaçar a humanidade. O projeto deve contar com a ajuda de outras agências governamentais, da indústria, da comunidade científica e até de cientistas amadores.


O projeto surge como um complemento para outra missão anunciada recentemente pela Nasa, de uma nave não tripulada que irá capturar um asteroide e rebocá-lo até a órbita lunar, onde astronautas poderão estudá-lo. "A Nasa já trabalha no acompanhamento de asteroides que poderiam representar um perigo para o nosso planeta. Apesar de termos encontrado 95% dos maiores em órbita próxima à Terra, temos que detectar a todos", disse Lori Garver, administradora adjunta da Nasa.

A iniciativa faz parte de uma série de metas chamada Grandes Desafios, traçadas pela Casa Branca para estimular a inovação. "Esse Grande Desafio é focado em detectar e caracterizar asteroides e aprender a lidar com esses riscos potenciais. Nós também vamos aproveitar a participação do público, com sua capacidade de inovação, e dos cientistas amadores, para ajudar a resolver este problema global", diz Garver.

Vizinhança perigosa — Há nos arredores da Terra uma grande variedade de asteroides. A Nasa já detectou quase todos maiores que um quilômetro de diâmetro — os mais perigosos. Foi um desses, por exemplo, que causou a extinção dos dinossauros ao colidir com o planeta há 65 milhões de anos. Os cientistas afirmam que uma colisão com um destes grandes objetos é muito rara na história da Terra e nenhum dos já detectados representa um risco no futuro próximo.

Embora os grandes asteroides sejam facilmente identificáveis, detectar os menores — e mais numerosos — é mais difícil. Segundo a Nasa, há provavelmente 25.000 asteroides com pelo menos 100 metros de diâmetro ao redor da órbita terrestre, capazes de destruir até uma cidade. Desses, só foram detectados 25%.


A caça de asteroides ganhou maior evidência desde 15 de fevereiro, dia em que um destes objetos passou muito perto da Terra, e outro, de 15 metros de diâmetro, caiu na Rússia. Este último, ao se desintegrar, provocou uma onda de choque que quebrou muitas janelas e feriu centenas de pessoas.

Fonte: veja.abril.com.br

sábado, 15 de junho de 2013

Astrônomos descobrem 26 possíveis buracos negros em galáxia vizinha da Via Láctea

Esta é a maior concentração desse tipo de corpo celeste já identificada fora da nossa galáxia

Astrônomos dos Estados Unidos identificaram 26 candidatos a buracos negros na galáxia de Andrômeda, a mais próxima da Via Láctea. A descoberta é resultado de mais de 13 anos de estudos com uso do observatório orbital Chandra, da Nasa. Essa é a maior quantidade de corpos selestes desse tipo já identificada fora da nossa galáxia.


"Nós estamos animados por encontrar tantos buracos negros em Andrômeda, mas achamos que essa é só a ponta do iceberg", afirma Robin Barnard, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, e um dos autores do artigo que descreve os resultados, que será publicado no periódico Astrophysical Journal, em 20 de junho.



Os possíveis buracos negros possuem massa até dez vezes a do Sol, e são detectados pelos cientistas por atraírem matéria de uma estrela próxima para si. Antes de desaparecer dentro do buraco negro, a matéria ganha calor e produz radiação.

Pesquisa – Para descobrir se os corpos celestes de Andrômeda eram realmente buracos negros, os astrônomos observaram características específicas nas fontes de raios-X desses objetos, como brilho e coloração. Esses fatores permitem que os buracos negros sejam diferenciados de outros corpos celestes.

O grupo de pesquisadores já havia identificado anteriormente nove candidatos a buracos negros na região. Com as descobertas recentes, esse número vai para 35. Sete deles se encontram a até 1.000 anos-luz do centro de Andrômeda – mais do que o número de candidatos a buracos negros com propriedades similares próximos do centro da Via Láctea. Para os pesquisadores, isso ocorre pelo fato de que a concentração de estrelas no centro da galáxia vizinha é maior, o que permite a formação de mais buracos negros.


O novo estudo confirma previsões feitas anteriormente com uso do Chandra, sobre a origem das fontes de raios-X localizadas no centro de Andrômeda. "Nós estamos particularmente animados em ver tantos candidatos a buracos negros próximos ao centro da galáxia. Nós estávamos procurando por eles havia anos", afirma Barnard.

Fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Astrônomos descobrem novo tipo de estrela

Pesquisadores suíços captaram imagens de aglomerado com astros que brilham periodicamente. O novo tipo de estrela ainda não tem nome

Astrônomos suíços descobriram um novo tipo de estrela a cerca de 7.000 anos-luz da Terra. Ao longo de sete anos de observação detalhada, eles perceberam variações muito pequenas, mas periódicas, em seu brilho — algo nunca visto antes. As observações revelaram características até hoje desconhecidas em estrelas, que desafiam as teorias atuais e trazem novas questões quanto a seu funcionamento interno. A pesquisa foi publicada na revista Astronomy & Astrophysics.


Os pesquisadores da Universidade de Genebra utilizaram o telescópio Euler, instalado no observatório de La Silla, no Chile, para observar mais de 3.000 estrelas no aglomerado estelar NGC 3766, localizado na constelação de Centauro. Utilizando a grande precisão do equipamento, eles perceberam a existência de 36 estrelas que apresentavam uma variação regular muito pequena em sua luminosidade — da ordem de 0,1% de seu brilho normal. Essas variações aconteciam periodicamente, em períodos que vão de duas a vinte horas.

Os pesquisadores já conheciam muitas estrelas cujo brilho muda ao longo do tempo — elas são chamadas de estrelas variáveis ou pulsantes. Essa mudança em sua luminosidade é causada por alterações complexas em seu interior. Para estudar esse tipo de fenômeno, os pesquisadores criaram um novo campo da astrofísica, chamado astrossismologia, no qual eles tentam descobrir as propriedades físicas das estrelas a partir das alterações em seu brilho.

No entanto, eles nunca haviam observado esse tipo de variação acontecendo de forma periódica. “A própria existência dessa nova classe de estrelas variáveis é um desafio aos astrofísicos. Os modelos teóricos atuais predizem que sua luz não deveria variar periodicamente, então nossos esforços atuais estão voltados a descobrir mais sobre o comportamento desse estranho novo tipo de estrela”, diz Sophie Saesen, uma das pesquisadoras responsáveis pela descoberta. A nova classe de estrelas ainda não foi nomeada pelos astrônomos.

Precisão suíça — Os pesquisadores ainda não têm certeza do motivo que leva a essa variação periódica no brilho, mas já formularam algumas teorias. Segundo o estudo, as estrelas giram a velocidades muito altas — maiores do que a metade de sua velocidade crítica, o limite a partir do qual as estrelas se tornam instáveis e começam a jogar matéria em direção ao espaço. “Nessas condições, o giro rápido tem um grande impacto em suas propriedades internas, mas nós ainda não somos capazes de modelar esses efeitos adequadamente”, disse Nami Mowlavi, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.


A pequena variação na luminosidade das estrelas só foi detectada por conta da alta precisão do telescópio Euler, construído pelos pesquisadores suíços. Apesar de seu tamanho pequeno, medindo apenas 1,2 metro, as observações foram duas vezes mais precisas do que as obtidas em estudos semelhantes com outros telescópios. “Nós alcançamos esse nível de sensibilidade graças à alta qualidade das observações, combinada com a análise muito cuidadosa dos dados, mas também porque desenvolvemos um longo programa de observação, que durou sete anos. Provavelmente, não conseguiríamos ter esse tempo em um telescópio maior”, diz Mowlavi.

Fonte: veja.abril.com.br

terça-feira, 11 de junho de 2013

Coisas que os humanos acham que viram em Marte

Desde que o homem começou a explorar o planeta vermelho, imagens das areias e pedras em sua superfície têm sido confundidas com ratos, coelhos e outras criaturas típicas da Terra. Isso não revela nada sobre Marte - mas diz muito sobre a mente humana


No final do ano passado, o robô Curiosity tirou mais uma de suas inúmeras fotos da superfície marciana. A paisagem era composta por areia e pedras vermelhas — nada muito diferente das outras imagens do planeta. Apesar disso, a fotografia tem circulado pela internet, principalmente por sites de ufologia, como se fosse uma evidência de vida fora da Terra. Acontece que uma das pedras mostradas lembrava, bem vagamente, um roedor. Isso foi suficiente para que sites como o Ufo Sightings Daily afirmassem que a Nasa estaria escondendo a existência do animal.

Apesar de ser altamente improvável que um rato terrestre fosse capaz de sobreviver em Marte ou que tivesse evoluído de forma independente no planeta, a imagem foi parar na imprensa escrita e nas redes de televisão — na maioria das vezes em tom de deboche. O animal ganhou até um perfil na rede social Twitter, com mais de 1.700 seguidores: o @realmarsrat. "Povo da Terra. Vocês me encontraram. Preparem-se para a invasão", diz a descrição da conta.

Essa não é a primeira vez que imagens de Marte induzem ilusões de ótica e teorias da conspiração. Inúmeras pessoas já relataram ter visto faces humanas, coelhos e papagaios em sua superfície. Isso acontece por causa de um fenômeno psicológico chamado pareidolia, que faz com que o ser humano atribua a estímulos visuais vagos um significado que lhe seja familiar. É ele o responsável, por exemplo, pela visão de carneirinhos nas nuvens ou uma bota no mapa da Itália.


Segundos os cientistas, o fenômeno pode ter surgido como uma adaptação evolutiva para ajudar o homem a reconhecer, rapidamente e de modo inconsciente, animais, faces humanas e outros elementos do mundo natural. Às vezes, o efeito vai longe demais e faz as pessoas enxergarem coisas que não estão lá, como imagens religiosas em torradas ou figuras humanas em montanhas. As visões na superfície de Marte dizem muito pouco sobre o planeta vermelho — principalmente sobre vida em sua superfície. Mas diz muito sobre a mente humana.

Fonte: veja.abril.com.br

domingo, 9 de junho de 2013

Rochas indicam presença de água corrente em Marte

Formato de pedregulhos fotografados pelo robô Curiosity sugere que eles teriam se formado em um rio, há bilhões de anos

Há algum tempo os pesquisadores teorizam sobre a existência de água líquida em Marte. Hoje em dia, a superfície do planeta é basicamente uma vastidão seca e fria, mas diversas formações rochosas — como vales e canais — sugerem um passado muito mais úmido. Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science fornece as evidências mais fortes até hoje de que Marte não só possuía água, mas também rios por onde ela corria.



A pesquisa analisou imagens capturadas pelo robô Curiosity no ano passado, que mostravam formações de cascalho e rochas. Assim que apareceram, as fotografias chamaram a atenção dos pesquisadores, pois a estrutura parecia ter se formado no leito de um rio. A nova pesquisa confirma a impressão inicial, sugerindo a presença de água corrente no planeta há cerca de três bilhões de anos.

As imagens formam um grande mosaico, de 1,4 metro por 80 centímetros, mostrando algumas áreas com grandes acúmulos de rochas, cimentadas como se fossem concreto. "Nós dividimos a imagem em campos menores, de 10 milímetros, e começamos a analisar o cascalho, que é formado por grãos grossos de areia medindo em torno de 0,3 milímetro. Depois, examinamos as pedras que medem entre 4 e 40 milímetros em maior detalhe. Ao todo, fizemos uma análise minuciosa de 515 pedras ", diz Asmus Koefoed, pesquisador do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague e autor do estudo.

Quando as rochas são desgastadas pelo vento, elas se tornam angulares e ásperas — o que não era o caso das pedras fotografadas. Quando elas se movem em fluxos de água, no entanto, o desgaste acontece de uma maneira completamente diferente. Nesse caso, as pedras correm em meio a uma mistura de água e areia, batendo umas nas outras, fazendo com que seus cantos e bordas se tornem, eventualmente, suaves e arredondados — assim como as rochas fotografadas. “Descobrimos que quase todas as 515 pedras analisadas eram planas, lisas e redondas”, afirma Koefoed.

Formação — Segundo os pesquisadores, os depósitos analisados foram formados a partir do fluxo conjunto de areia fina, lama, cascalho e pedra. Todos esses sedimentos teriam se aglutinado com o passar do tempo, formando um material duro, parecido com o concreto. Os sedimentos localizados nas partes mais superficiais da formação foram, posteriormente, desgastados por partículas de areia carregadas em fortes ventanias.

O resultado permite aos pesquisadores entender um pouco mais sobre o passado de Marte. "Para mover e formar essas pedras arredondadas, é necessário que tenha existido água corrente com uma profundidade de entre 10 centímetros e um metro, com um fluxo de cerca de 1 metro por segundo — um pouco mais rápido do que um típico rio dinamarquês", explica Morten Bo Madsen, pesquisador do Instituto Niels Bohr.

Até agora, os pesquisadores pensavam que o período quente e úmido de Marte deveria ter acontecido entre 3,5 e 3,7 bilhões de anos atrás, mas o novo estudo sugere que ele se estendeu até entre 2 e 3 bilhões de anos atrás.

Segundo os pesquisadores, o estudo mostra que o planeta pode ter sido um local dinâmico, muito mais propício ao desenvolvimento da vida do que hoje. Além de água corrente, pesquisas recentes usando o Curiosity mostraram que havia em sua superfície uma série de minerais essenciais para a vida de microorganismos. Assim, o robô cumpriu um dos objetivos para o qual foi construído: investigar se Marte, em algum momento, foi um ambiente com condições para o desenvolvimento de vida.


Fonte: veja.abril.com.br