FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Como a formiga aguenta o calor do Saara?

Estudo mostra que um revestimento de pelos de prata ajuda a espécie a refletir a radiação e resfriar o corpo.

Em novo estudo, publicado nesta semana na revista Science, um grupo entomologistas dos Estados Unidos e da Suíça descobriu como as formigas do Saara suportam o calor do deserto: elas possuem um revestimento de pelos de prata que controla as ondas eletromagnéticas, melhorando a quantidade de radiação refletida e aperfeiçoando a capacidade de emissão de energia do corpo da formiga. Em outras palavras, a proteção mantém o corpo em boa temperatura.


A cataglyphis bombycina, conhecida como formiga prateada do Saara, pertecence a uma espécie dominante nas dunas de areia do norte da África. Seus ninhos são enormes e profundos, com múltiplas entradas distribuídas por vários metros. Trata-se de um dos animais terrestres que mais tolera altas temperaturas: o corpo atinge até 53,6 graus, sem males.

A equipe de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisa Cerebral de Zurique, na Suíça, foi a primeira a descobrir que esse revestimento de pelos de prata da formiga, em formato triangular e transversal, não só melhora a reflexão da radiação, filtrando raios solares, como aperfeiçoa a capacidade de emissão de energia do corpo desse inseto. O efeito de resfriamento funciona sempre que as formigas estão expostas ao sol, reduzindo a sua temperatura corporal de cinco a dez graus.

"Para entender o efeito da radiação térmica, pense na sensação de frio quando você sai da cama de manhã. Metade da perda de energia nesse momento é devido à radiação térmica, pois a temperatura da pele está temporariamente muito maior do que a do meio ambiente", declarou o entomologista, e um dos autores do estudo, Nanfang Yu, da Universidade de Columbia.

Para os cientistas, o fato de as formigas prateadas conseguirem manipular ondas eletromagnéticas vai muito além do mundo animal. De acordo com eles, "esta solução biológica para um problema termorregulador pode levar ao desenvolvimento de revestimentos biomiméticos (ciência baseada no comportamento da natureza) para o resfriamento de objetos criados por nós".

fonte: veja.abril.com.br

domingo, 14 de junho de 2015

Astrônomos encontram vidro em crateras de Marte

Estudo de cientistas americanos sugere que a substância pode trazer evidências de vida no passado do planeta.

A partir de imagens registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), cientistas identificaram vidro nas crateras de Marte, substância que pode ser mais uma a trazer evidências de vida no solo do planeta. De acordo com os astrônomos Kevin Cannon e Jack Mustard, da Universidade Brown, nos Estados Unidos, a substância foi formada por efeito de um impacto violento, como o de um asteroide. Um estudo anterior sobre um choque semelhante na América do Sul encontrou moléculas orgânicas no vidro formado dessa forma. Está aí o atalho para concluir que esse pode ser um indício de que há ou houve vida no planeta vizinho.


A análise, publicada na última semana no periódico científico Geology, descreve como as informações trazidas pela sonda lançada em 2005 para detectar a presença de água em Marte revelou a substância, não esperada na busca dos pesquisadores. Para achar o vidro, astrofísicos mediram o espectro da luz refletida na superfície de Marte, pois só assim identificam os minerais e tipos de rochas no local, remoto. No entanto, não sabiam ao certo o que seria o material que estava refletindo luz em cor verde. À época já havia a hipótese de que poderia ser vidro.

Para tirar a dúvida, Cannon misturou em laboratório vários tipos de poeiras, similares a composição das rochas de Marte, e as colocou em um forno para que formassem vidro. Para checar como o objeto reflete luz, ele mediu o sinal espectral, medida técnica que aponta justamente esse tipo de comportamento de substâncias químicas. Com um algoritmo, comparou os sinais do vidro em laboratório e os enviados pelo veículo da Nasa. Ambos são semelhantes, trazendo evidências da existência do material nas entranhas das crateras.

Vida no vidro - Um estudo, conduzido em 2014 pelo cientista Peter Schultz, também da Universidade Brown, foi a motivação fundamental para publicar a pesquisa. Schultz encontrou, na Argentina, moléculas orgânicas em fragmentos de vidro, formadas há milhões de anos em consequência do impacto de um asteroide. Por isso, a presença da substância pode ser pista para rastrear vida na superfície de um planeta.

fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Você sabe que horas são? As moscas sabem

Moscas de fruta usam o tempo para escolher o que é melhor comer em cada momento.


Apesar de irritantes, as moscas-das-frutas podem ser mais espertas do que você pensa. Segundo uma pesquisa publicada na revista Cell Press, elas sabem determinar até qual é a hora do dia. Além disso, esses insetos aprendem a conectar diferentes aromas, dependendo da hora, com a recompensa de açúcar.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que, mesmos sendo pequenos, os insetos possuem surpreendentes habilidades mentais. "Se até mesmo a mosca-das-frutas, com o seu cérebro diminuto, tem a noção de tempo, a maioria dos animais também pode tê-la", disse um dos autores do estudo, o neurocientista Martin Heisenberg, do Centro Rudolf Virchow, na Alemanha.

Os pesquisadores treinaram moscas-das-frutas famintas para associar dois odores químicos diferentes com açúcar, na parte da manhã ou da tarde, em dois dias consecutivos. No terceiro dia, testaram a preferência dos insetos por um perfume ou a outro.

Os resultados não deixaram dúvidas: elas aprenderam a escolher o perfume preferido ao longo do dia. Moscas testadas na manhã preferiram o odor na parte da manhã, enquanto moscas testadas no período da tarde preferiram o desse período. A capacidade de contar o tempo manteve-se nos dois eventos, separados por um período de pelo menos quatro horas.

Os cientistas descobriram que a capacidade de manutenção do tempo dos insetos manteve-se tanto na escuridão constante quanto em um ciclo claro-escuro regular. Portanto, a conclusão é que as moscas-das-frutas podem usar o tempo como uma pista adicional para descobrir o que é bom para comer. É claro que elas não vão calcular a hora exata de acordo com os padrões humanos. Mas ao menos é certo que sabem se é dia, tarde ou noite.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 4 de abril de 2015

Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres

A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando na superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem a explicação para o fenômeno.


A Nasa divulgou fotografias do planeta anão Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter. As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não têm explicação.
Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.
A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março. "Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa em Ceres", afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das câmeras da sonda Dawn. "Isso é algo inesperado e um mistério para nós."
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos.
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele, assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica.

fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Microscópio mais potente do mundo é desenvolvido no Japão

Ele é capaz de oferecer uma resolução de 43 picometros (unidade que equivale à bilionésima parte de um metro), menos da metade do raio da maioria dos átomos.


O empresa japonesa Hitachi desenvolveu o microscópio com maior resolução do mundo, capaz de realizar observações em nível atômico, informou a empresa. Após quase cinco anos de pesquisa, o microscópio eletrônico de transmissão (MET) foi terminado esta semana. Ele é capaz de oferecer uma resolução de 43 picometros (unidade que equivale à bilionésima parte de um metro), ou seja, menos da metade do raio da maioria dos átomos. 

Em lugar de utilizar a luz, como é o caso dos telescópios ópticos, este tipo de aparelho utiliza um feixe de elétrons (partículas com carga elétrica negativa que orbitam o núcleo de um átomo), que atrasseva o objeto observado e interage com ele, formando assim a imagem que pode ser vista no microscópio. Ocupando um quarto inteiro, o novo aparelho alcança esta resolução recorde graças à grande concentração de seu feixe de elétrons através de cabos e circuitos especialmente desenhados para esta tarefa. 
Outras inovações destacadas são o uso de materiais de amortecimento acústico na base do microscópio para reduzir o impacto das vibrações, assim como a instalação de barreiras magnéticas em torno do aparelho. Deste modo, foi possível reduzir o efeito de fatores externos que prejudicam sua resolução e são a principal limitação deste tipo de microscópio, explicou a companhia. 
O novo dispositivo permitirá a observação óptica das posições dos átomos, o que segundo Hitachi poderia contribuir para o desenvolvimento de novos materiais com diversas aplicações.  

fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cientistas descobrem primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos

"Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os mamíferos primitivos também eram", afirma pesquisador.
Cientistas descobriram fósseis do que podem ser os primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos. Eles habitavam a região onde hoje fica a China e são uma evidência de que, no período de maior êxito dos dinossauros sobre a Terra, os mamíferos se adaptaram ao ambiente. Segundo os autores do estudo, os cientistas não imaginavam que os mamíferos fossem tão desenvolvidos naquela época.


Os animais identificados são o Agilodocodon scansorius, arborícola mais antigo descoberto até agora, e o Docofossor brachydactylus, o mamífero subterrâneo mais antigo que se conhece. Realizada por pesquisadores da Universidade de Chicago e do Museu de História Natural de Pequim, a pesquisa foi publicada na quinta-feira na revista Science.

As duas novas espécies, que provêm de grupos extintos dos primeiros mamíferos, tinham características desenvolvidas milhões de anos antes do que era estimado pelos cientistas. Os animais descobertos nesta pesquisa são do Período Jurássico e viveram entre 170 e 145 milhões de anos atrás.
Características — O Agilodocodon scansorius tinha cerca de 13 centímetros da cabeça até a cauda e pesava por volta de 27 gramas, como um pequeno roedor dos dias de hoje. Ele tinha aparência de um esquilo com focinho longo. Já o Docofossor brachydactylus se parecia com a toupeira dourada da África. Estima-se que ele media 7 centímetros, pesava 16 gramas e tinha dedos próprios para cavar. Ao contrário da maioria dos mamíferos, possuía apenas duas falanges (segmentos ósseos) nos dedos.

"Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente diversos, mas não se sabia se os primitivos também eram", explicou o líder da pesquisa, Zhe-Xi Luo, professor da Universidade de Chicago. Os novos fósseis "ajudam a demonstrar que os primeiros mamíferos também tiveram uma ampla diversidade ecológica", completa.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Nasa vai ‘hackear’ robô explorador de Marte

Para tentar resolver os problemas na memória do jipe Opportunity, os cientistas vão fazer modificações em seu software, impedindo que ele perca dados importantes.
A Nasa vai 'hackear' o software da sonda Opportunity, que explora Marte há mais de dez anos, para tentar resolver seus constantes problemas de memória. O objetivo é fazer com que o jipe ignore as partes com defeito de seu sistema e continue trabalhando para enviar informações do planeta para a Terra. A sonda tem reiniciado inesperadamente seu sistema operacional, provocando a perda de dados ou interrupções na comunicação que causam atrasos nas pesquisas científicas com o robô. Durante as festividades de Natal, o jipe perdeu por completo a conexão com a Nasa, deixando os cientistas apreensivos.


De acordo com a agência americana, o robô tem dois tipos de memória, como qualquer tipo de computador. A que está causando os problemas é a memória flash, semelhante a um disco rígido que grava informações e funciona mesmo quando o sistema é desligado. Quando o sistema tenta registrar os dados e não consegue, ele reinicia automaticamente, perdendo as informações. É como se o Opportunity estivesse com “amnésia”, esquecendo eventos recentes.

As falhas ocorrem porque esse tipo de memória sofre desgaste com o uso contínuo e está tentando utilizar uma porção danificada. Os cientistas identificaram essa região e vão alterar o sistema operacional, fazendo com que ele a ignore e use apenas as seções “saudáveis” da memória. As mudanças devem levar algumas semanas para serem feitas.


Lapsos — A Opportunity tem apresentado problemas desde meados de 2014. Em setembro, a Nasa formatou a memória da sonda para tentar resolver as falhas. Em entrevista à emissora americana Discovery News nesta semana, o astrônomo americano John Callas, membro da equipe da sonda, comparou a Opportunity a um parente idoso em boa saúde. “Ele está bem, mas nunca se sabe, pode ter um derrame no meio da noite. Então sempre tomamos precauções para se algo acontecer.”


Mesmo que os defeitos não sejam solucionados, a sonda ultrapassou todos os seus objetivos científicos. Ao ser lançada, em 2003, deveria passar apenas três meses na superfície de Marte. Dez anos depois, ela percorreu 41,8 quilômetros do terreno marciano, capturando dados que permitiram o conhecimento atual sobre a composição do planeta.

fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Fotossíntese Artificial

Células solares que mimetizam o funcionamento do sistema de fotossíntese das plantas têm sido estudadas e desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com resultados que prometem uma nova geração de matérias-primas de baixo custo, em comparação com o silício usado na conversão da luz do Sol em eletricidade. As novas células solares sensibilizadas por corantes, também chamadas de DSC, sigla de dye-sensitized solar cells, têm se mostrado uma alternativa promissora para produção de energia elétrica em todo o mundo.

As dye-cells ou células fotoeletroquímicas são preparadas com dióxidos de titânio (TiO2), uma substância utilizada em pastas de dente e tintas brancas de parede, com propriedades semicondutoras. Mas como o dióxido de titânio não absorve luz por ser branco, é preciso recorrer a um corante adequado para sensibilizá-lo e promover a absorção da energia solar. Na Universidade de São Paulo, o grupo de pesquisa do Laboratório de Fotoquímica e Conversão de Energia tem testado corantes naturais com extratos de amora, jabuticaba, açaí, jambolão e outras frutas e flores que contêm pigmentos antioxidantes chamados antocianinas, com com cores características como vermelho, azul e roxo.



Basicamente, as células fotoeletroquímicas funcionam de maneira semelhante a uma bateria de celular, com dois eletrodos e,entre eles, um eletrólito, um meio condutor que faz o transporte das cargas elétricas por meio de íons. "O funcionamento dessas células que são montadas como um sanduíche, constitui um verdadeiro sistema químico integrado". Esse sistema é constituído por um corante com alta absorção de luz, que separa e transfere a carga elétrica para o dióxido de titânio e é regenerado pelo pelo eletrólito. As cargas elétricas separadas nesse processo se recombinam após passar por um circuito externo, fazendo com que ocorra a criação de uma corrente elétrica.

Um problema básico das dye-cells é que a sua eficiência ainda é mais baixa do que as células solares inorgânicas de silício utilizadas atualmente. Enquanto as células comerciais à base de silício policristalino têm eficiência média de 11%, dye-cells chegam a 7% ou 8% em laboratório. Apesar da menor eficiência, a tecnologia é promissora. A previsão de custo em escala industrial sora. A previsão de custo em escala industrial é cerca de 50% menor do que o de uma célula de silício. "Como a presença de pequenos impurezas no semicondutor não constitui problema para o funcionamento das dye-cells, são dispensados procedimentos complicados necessários para a fabricação das células de silício como o uso de sala limpa e de roupas especiais.

No Brasil, o potencial de geração de energia fotovoltaica é de 10 mil megawatts (MW) quase uma usina de Itaipu, mas não é possível aproveitá-la totalmente porque é necessário ter espaço disponível para a instalação de usinas de energia solar. Até agora apenas 12 MW estão efetivamente instalados em comunidades isoladas, enquanto outras 80 integram sistemas conectados à rede elétrica, mas em caráter experimental. O Brasil é um grande exportador de quartzo, matéria-prima usada para fabricar o silício de grau solar, mas não domina a tecnologia de produção desse material semicondutor com alto valor agregado.

fonte: livro de biologia Cézar, Sezar e Caldini 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Ouriço-do-mar de espinhos longos



O ouriço-do-mar de espinhos longos (Diadema setosum) podendo chegar aos 60 cm vive próximo ao litoral, em regiões costeiras do oceano Índico e Pacífico. Ele é recoberto de longos espinhos, geralmente de cor roxa, mas às vezes brancas. Entre os espinhos longos, há outros mais curtos. O ouriço pode movimentar seus espinhos em diversas direções. Equilibrando-se nesses espinhos, ele "passeia" devagar pela superfície do fundo do mar.

Seres marinhos, como minúsculos peixes e camarões, encontram abrigo no ouriço. Esses pequenos animais se escondem entre os espinhos, onde ficam a salvo. Embora os ouriços geralmente não sejam venenosos, seus espinhos são aguçados e quebram-se com facilidade. Se você se espetar com um deles, será muito difícil removê-lo e o ferimento é doloroso. A boca do ouriço-do-mar fica sob seu corpo. Ele se alimenta de algas, que raspa do coral com suas mandíbulas afiadas.

fonte: revista Mini Monstros

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Besouro-violino



  • Nome científico: Mormolyce phyllodes
  • Dimensões: até 10 cm
  • Área de ocorrência: Ásia
  • Hábito alimentar: Lagartas, caracóis e outros besouros.
  • Reprodução: Enquanto é larva, o besouro-violino rasteja vagarosamente pelo chão. Mas quando atinge seu tamanho adulto, ele sobe nas árvores e passa a viver numa fresta da casca. Mesmo grande, o corpo bem achatado lhe permite encaixar-se facilmente sob a casca. 
  • Curiosidade: O besouro-violino sai do seu esconderijo assim que escurece e vai em busca de uma presa. Ele come lagartas, caracóis e, às vezes, outros besouros. À noite, é difícil enxergá-lo, pois ele é quase transparente e se movimenta com bastante agilidade. Infelizmente, o besouro,violino é muito raro, devido à destruição das florestas tropicais do sudeste da Ásia, onde vive. O curioso é que, lá, a madeira cortada destina-se em grande parte à produção dos pauzinhos que os orientais usam para comer.  
fonte: revista Mini Monstros

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Formiga-correição

A formiga-correição (Eciton burchelli) que pode chegar a 2 cm, vive em colônias enormes, de centenas de milhares de formigas, vivendo nas florestas da América do Sul e América Central. No centro da colônia fica a rainha, que põe a totalidade dos ovos. O nome "correição"significa o ato de corrigir, fiscalizas. Comum no Brasil, a formiga-correição também é chamada de guerreira, saca-saia e tanoca.



As operárias e soldados trabalham em equipe para alimentar e proteger a rainha e seus filhotes. A operária captura e traz presas, e ainda cuida dos filhotes. A tarefa dos soldados é defender a colônia.
As formigas-correição não se fixam no mesmo lugar por mais de três semanas. Passado esse tempo, elas partem em busca de outro local para se instalar. Os pesquisadores acreditam que elas fazem essas migrações para procurar novas fontes de alimento.



As formigas marcham em coluna, com algumas operárias servindo de batedores. Estas escolhem a direção e deixam uma trilha de cheiro para as outras seguirem. Os soldados caminham ao lado da coluna, com o dobro do tamanho das operárias, possuem grandes mandíbulas e um ferrão mortífero. Atacam qualquer minibicho que se aproxime, fazendo-o em pedaços.
Ao anoitecer, as formigas param para descansar. Mas logo ao escurecer começam a construção do formigueiro, que não é feito de gravetos e sim de corpos de formigas. Primeiro, algumas operárias escolhem um local protegido, por exemplo. Prendem-se ao tronco com suas garras, e então mais e mais operárias se juntam a elas, encadeando seus corpos como correntes feitas de clipes para papel. As correntes se unem e formam uma enorme bola de 1 m de diâmetro, composta de 150.000 a 700.000 formigas. À meia-noite o formigueiro está pronto, com a rainha lá dentro da bola.




Depois de duas ou três semanas em marcha, as formigas param e montam uma nova base, chamada bivaque. O formigueiro é constituído da mesma maneira que os anteriores. Pela manhã, aquecidas pelo sol, as operárias acordam e, aos milhares, saem para caçar. Espalham-se em leque, o grupo forma uma frente de 15 m. As formigas atacam qualquer animalzinho que apareça em seu caminho, matando-o suas fortes mandíbulas. As formigas se afastam uns 100 m do formigueiro para buscar alimento. Oito vezes ao ano, a rainha deposita de 100.000 a 300.000 ovos. Dentre todos os filhotes que nascem, apenas um se tornará uma nova rainha, com sua própria colônia.

fonte: revista Mini Monstros

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Insetos surgiram há 480 milhões de anos, diz estudo

Os primeiros insetos voadores teriam se originado há 400 milhões de anos, quase 200 milhões de anos antes de os pterossauros desenvolverem a mesma habilidade.



Os primeiros insetos que habitaram o planeta surgiram há cerca de 480 milhões de anos, e 80 milhões de anos depois desenvolveram a habilidade de voar. A descoberta é de uma pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista Science, na qual participaram mais de cem cientistas de dezesseis países.
“Nossa pesquisa mostra que os insetos se originaram ao mesmo tempo em que as primeiras plantas terrestres, há cerca de 480 milhões de anos”, disse o diretor da Coleção Nacional Australiana de Insetos da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), David Yeates, em comunicado da organização. “Os primeiros insetos provavelmente se pareciam com a atual traça”, disse o cientista. Essa data é 70 milhões de anos anterior ao fóssil de inseto mais antigo já encontrado.

Os pesquisadores analisaram 1 478 genes de 144 espécies, abrangendo todos os principais grupos de insetos. Segundo eles, os primeiros provavelmente evoluíram de um grupo de crustáceos venenosos denominado Remipedia. "Há 480 milhões de anos, os oceanos estavam cheios de vida, mas sobreviver fora da água era desafiador", descreve Karl Kjer, biólogo da Universidade Rutgers, em New Jersey, nos Estados Unidos, que também participou do estudo. "As plantas e os insetos evoluíram simultaneamente, um afetando o outro."
Alçando voo — Os primeiros insetos voadores teriam se desenvolvido há 400 milhões de anos. "Essa transformação, que ocorreu quando as plantas terrestres começaram a atingir altura, demonstrou a capacidade dos insetos de se adaptar rapidamente às mudanças ambientais", explicou Yates. Quase 200 milhões de anos se passariam até que os pterossauros desenvolvessem a capacidade de voar.

"Dois terços de todas as espécies animais são insetos", lembra Bernhard Misof, pesquisador do Museu Alexander Koenig de Pesquisa Zoológica, na Alemanha, um dos líderes do estudo. "Eles são partes importantes no ecossistema terrestre, junto com as plantas."

fonte: veja.abril.com.br

Maior Besouro do mundo

O cerambicídeo-gigante (Titanus giganteus) é o maior de todos os besouros conhecidos pela Entomologia, e figura entre as maiores espécies de insetos do mundo. Seu habitat são as florestas tropicais localizadas ao norte da América do Sul, especialmente na região norte do Brasil, nas Guianas e na Colômbia, podendo ser encontrados também no Equador e no Peru.



Os exemplares adultos desta espécie podem atingir com facilidade 17 cm de comprimento, isso sem contar o tamanho das enormes antenas que possuem. Costuma se dizer que suas grandes mandíbulas são fortes o suficiente para cortarem um lápis de madeira. Isso se dá por que esta família de besouros chamada "Cerambycidae" (cujas espécies são conhecidas popularmente como "serra-paus") se utiliza dessas grandes mandíbulas para cortarem galhos de árvores onde as fêmeas depositam os seus ovos.


Considera-se que os indivíduos adultos não se alimentam, vivendo às custas das reservas de energia adquiridas durante sua fase larval. Durante a fase adulta, cuja duração é apenas algumas semanas, buscam um parceiro para reproduzir-se.

Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram 7,8% em 2013

Novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas.



As emissões brasileiras de gases do efeito estufa aumentaram 7,8% em 2013, comparado ao ano anterior. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, são do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito Estufa), sistema paralelo ao do governo federal. Isso significa que a quantidade emitida aumentou de 1,45 bilhão de toneladas de CO2 equivalente (medida usada para comparar emissões de gases do efeito estufa, com base no dióxido de carbono) para 1,56 bilhão.

O novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de termelétricas, que necessitam de combustíveis fósseis. O total de emissões por pessoa atingiu 7,8 toneladas de CO2, ante 7,5 toneladas em 2012.

Na divisão por Estado, o Pará é o líder das emissões, com 175,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, a maior parte vinda do desmatamento da Amazônia. Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 147 milhões de toneladas, também decorrentes principalmente pela destruição da vegetação.

fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 21 de março de 2014

Humanos podem distinguir pelo menos 1 trilhão de cheiros

Estimativa anterior era de 10.000 odores. Segundo cientistas, número deve ser ainda maior


Uma nova pesquisa revelou que os humanos são capazes de distinguir pelo menos 1 trilhão de cheiros diferentes. A descoberta foi feita por cientistas do Instituto Médico Howard Hughes (HHMI, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, após testes de laboratório, e será publicada na nesta sexta-feira na revista Science.

Na década de 1920, a literatura científica estimou que os humanos seriam capazes de discriminar cerca de 10.000 odores diferentes, um cálculo jamais testado. "Esse número só podia estar errado", diz a bioquímica Leslie Vosshall, pesquisadora do HHMI. Segundo ela, não fazia sentido que os humanos tivessem menos habilidade de discriminar cheiros do que cores. Nosso olho, diz Leslie, têm três receptores que trabalham juntos para identificar até 10 milhões de cores, enquanto o nariz possui 400 receptores olfativos.

Leslie e seu colega Andreas Keller, cientista da Universidade Rockefeller, usaram 128 moléculas odoríferas para criar fragrâncias em grande parte desconhecidas. "Nós não queríamos que os odores fossem fáceis de reconhecer. Por isso, a maioria era bastante desagradável e estranha", diz Leslie.

Os cientistas apresentaram aos 26 voluntários três frascos de perfume por vez, dois que combinavam e um que era diferente, e perguntaram qual era o destoante. Cada participante fez 264 comparações. Os pesquisadores registraram a frequência das respostas certas e estimaram quantos cheiros os voluntários seriam capazes de diferenciar se fossem submetidos a todas as combinações das 128 moléculas odoríferas. Chegaram, então, ao número mínimo de 1 trilhão.


"Acho que fomos todos surpreendidos com o quão ridiculamente alta é a mais conservadora das estimativas. Na verdade, há muito mais do que 128 odores, de modo que o número real será muito, muito maior", diz Leslie. "Nosso estudo mostrou que a habilidade humana de diferenciar cheiros é bem maior do que qualquer pessoa poderia imaginar. Espero que a descoberta reverta a reputação de mal farejadores dos seres humanos."

Fonte: veja.abril.com.br/

sábado, 16 de novembro de 2013

Seu cachorro é um gênio — saiba o porquê

Neurocientista especialista em antropologia evolutiva afirma que o cão é o segundo mamífero mais bem-sucedido do planeta, atrás apenas dos humanos


Em um mundo em que o nascimento de bebês cai, a população de cães de estimação aumenta. É cada vez mais comum encontrar animais cercados de mimos, tratados como filhos pelos donos. O sucesso dos cachorros entre os humanos se explica pela genialidade canina, segundo Brian Hare, neurocientista fundador do Centro de Cognição Canina da Universidade Duke, nos EUA, e sua mulher, a jornalista e cientista Vanessa Woods, autores do livro Seu Cachorro É um Gênio! (Ed. Zahar), que chega às lojas nesta quinta-feira.

Baseados em um conjunto de trabalhos sobre o assunto que apelidaram de caninognição – ou seja, a cognição dos cães –, os autores chegaram à conclusão de que o processo evolutivo que transformou lobos em cachorros domésticos fez com que os animais adquirissem um novo tipo de inteligência social.

Essa inteligência teria tornado os cães muito semelhantes a bebês humanos, em termos de comportamento e de habilidades de comunicação – conquistando seus donos definitivamente. De acordo com Brian Hare, depois dos seres humanos, os cachorros são os mamíferos mais bem-sucedidos do planeta, superando até mesmo os chimpanzés, famosos por sua esperteza.

Fonte: veja.abril.com.br


Imagem inédita mostra Saturno em suas cores naturais

Nasa divulga primeira fotografia de Saturno na qual aparecem, além de todas as suas luas e anéis, os planetas Terra, Vênus e Marte

A Nasa divulgou nesta terça-feira uma fotografia inédita de Saturno, capturada pela sonda Cassini, em suas cores naturais. Essa é a primeira vez em que os pesquisadores conseguem mostrar em uma única imagem Saturno, suas luas e anéis, e o brilho longínquo dos planetas Terra, Vênus e Marte. O panorama cobre 651.591 quilômetros e é, na verdade, um mosaico composto por 141 fotografias tiradas durante quatro horas no dia 19 de julho.


Imagens da Terra capturadas a partir de regiões tão distantes são muito raras — essa é a terceira foto do tipo já divulgada até hoje. É que, visto a longa distância, o planeta aparece muito perto do Sol. Se a Cassini, por exemplo, tentar fotografar o planeta sob condições normais, corre o risco de danificar os seus sensíveis equipamentos. Por isso, a equipe responsável pela sonda esperou por um momento em que o Sol estivesse escondido atrás de Saturno, e a Terra continuasse visível. Isso foi possível no dia 19 de julho, quando a Nasa criou a campanha "Acene para Saturno". A agência pediu para que pessoas de todo o mundo olhassem em direção ao planeta no mesmo instante em que a sonda estivesse fotografando a Terra.

"Com essa vista magnífica, a Cassini nos entregou um universo de maravilhas. E fez isso justamente em um dia em que pessoas de todo o mundo, em uníssono, sorriram em comemoração à alegria de estar vivo em um pálido ponto azul”, disse Carolyn Porco, líder da equipe de imagens da Cassini.

O pálido ponto azul citado pela pesquisadora é a própria Terra, que aparece como um ponto brilhante abaixo de saturno. A fotografia também mostra Vênus, à esquerda, e Marte como um ponto tênue um pouco mais distante. Além deles, são vistas brilhando no espaço escuro sete luas de Saturno. A imagem pode ser vista em todos os detalhes no site da Nasa.

Anéis — A imagem deve ajudar os cientistas a estudar o planeta e seus anéis, principalmente o anel E, o mais externo na imagem. "Este mosaico fornece uma notável quantidade de dados de alta qualidade sobre os anéis difusos de Saturno, revelando todos os tipos de estruturas intrigantes que estamos tentando entender. O anel E mostra determinados padrões que provavelmente refletem distúrbios vindos de fontes tão diversas como a luz solar e a gravidade da lua Encélado”, diz Matt Hedman, cientista da Universidade de Idaho, nos Estados Unidos, que participa da missão.

Lançada em 1997, a Cassini tem explorado a região de Saturno há cerca de nove anos. Segundo a Nasa, a missão deve durar até 2017. "Com uma dança longa e intrincada em torno de Saturno, a Cassini tem como objetivo estudar o planeta a partir de todos os ângulos possíveis", diz Linda Spilker, cientista do projeto Cassini instalada no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia.

"Além de nos mostrar a beleza do planeta, dados como esse também melhoram a nossa compreensão sobre a história dos anéis em torno de Saturno e a forma como os discos se formam em torno dos planetas. São pistas sobre como o próprio Sistema Solar se formou em torno do Sol", diz a pesquisadora.

sábado, 20 de julho de 2013

Grupo Deuteromicetos

São chamados fungos imperfeitos, pois não têm reprodução sexuada conhecida. Porém, "imperfeitos" é uma denominação errônea sob ótica evolutiva e também pela importância humana destes fungos. Penicillium são fungos importantes na produção de queijos e antibióticos. Aspergillus é responsável pela contaminação de alimentos como trigo e amendoim, principalmente em países tropicais, e na confecção de vários produtos de uso humano, entre eles o saquê. Dermatófitos são fungos conidiais causadores de doenças de pele humanas. Apesar de Deuteromycota, os exemplos acima, como muitos outros são considerados Ascomycota.


Compreendendo um grupo de 15.000 espécies. Muitos são parasitas de vegetais e animais, inclusive o homem, onde produzem infecções chamadas micoses. Muitos deuteromicetos, pelas características gerais, são ascomicetos que se reproduzem apenas por conídios.


Alguns apresentam núcleos diferentes em um mesmo citoplasma (processo chamado heterocariose), que podem se fundir, formando núcleos diplóides, que por recombinação formam novos núcleos haplóides, sem que haja meiose, mas sim haploidização.

Alguns deuteromicetos são parasitas de plantas, causadores de sérias doenças.

O molho de soja (shoyu) é produzido por fermentação pelos fungos Aspergillus oryzae e A. soyae.

Outros fungos estão na indústria de confecções, limpeza e controle biológico de outros fungos.

Alguns deuteromicetos causam doenças em humanos, como o pé-de-atleta. Alguns produzem toxinas que causam câncer de fígado no homem.

Fonte: pt.wikipedia.org / www.infoescola.com

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Pesquisa sugere que primeiros grupos humanos não se dedicavam a guerras

Cientistas finlandeses mostraram que povos caçadores-coletores não costumam guerrear entre si — 85% das mortes foram causadas por disputas dentro dos próprios grupos


Uma nova pesquisa sugere que a guerra não faz parte da natureza humana. Ao contrário, quando os homens estão reunidos em pequenos bandos de caçadores-coletores — considerado o modelo mais antigo de comportamento humano —, esses grupos dificilmente se envolvem em grandes conflitos. Segundo os dados apresentados nesta quinta-feira na revista Science, os ancestrais dos humanos modernos matavam uns aos outros, principalmente, por motivos pessoais. A guerra e as grandes disputas violentas por recursos só se tornariam comuns mais tarde, com o desenvolvimento de sociedades mais complexas.

A discussão sobre a violência entre os caçadores-coletores é antiga entre os cientistas e pensadores. Como esse foi o primeiro modo de organização dos seres humanos — e o modo em que eles sobreviveram pela maior parte de sua história —, sua possível tendência à guerra diz muito sobre os modos de organização da sociedade e sobre a própria natureza do homem.

Em 2011, o psicólogo canadense Steven Pinker publicou o livro Os Anjos Bons de Nossa Natureza, no qual defende que os antepassados humanos viviam envoltos em conflitos sanguinários, que só começaram a diminuir com o aumento da razão e do conhecimento, principalmente a partir do iluminismo. Os dias de hoje seriam os mais pacíficos de toda a história. Suas ideias foram rebatidas em um artigo publicado pelo primatologista holandês Frans de Waal, que mostrava não existir nenhuma predisposição genética à guerra, e que mesmo os outros grandes primatas eram capazes de conter a violência, sem necessidade de recorrer ao racionalismo. O homem seria naturalmente pacífico.

Na contribuição mais recente à discussão, publicada nesta quinta-feira, os pesquisadores finlandeses resolveram sair do plano teórico e analisar os tipos de assassinatos que eram cometidos entre os caçadores-coletores. Como não podiam estudar grupos que viveram há milhares de anos, eles se debruçaram sobre um banco de dados que reúne informações sobre 186 sociedades caçadoras-coletoras que sobreviveram até o século 20, como os !Kung, no sul da África, e os Semang, na Malásia. Ao escolher de modo aleatório 21 dessas sociedades, eles se depararam com 148 mortes violentas. Apenas uma pequena parte delas, no entanto, teria sido causada pela guerra.

Guerra e paz — Segundo os pesquisadores, a maioria dessas mortes poderia ser creditada a homicídios comuns, causados por disputas pessoais em vez de grupais. Pelo menos 55% dos assassinatos haviam sido cometidos de forma isolada — com apenas um assassino e uma vítima. Mais de dois terços de todas as mortes podem ser atribuídas a brigas familiares, competições por parceiros sexuais, acidentes ou execuções decididas pelo grupo, como punições a um roubo, por exemplo.

Cerca de um terço de todas as mortes aconteceram por causa de disputas entre membros de grupos diferentes — o que poderia ser chamado de guerra. No entanto, três terços dessas mortes foram causadas por membros do povo Tiwi, um grupo particularmente violento da Austrália. Se eles forem retirados da estatística, as mortes causadas por disputas externas representam apenas 15% do total registrado nos outros vinte grupos estudados.


Ainda existe uma discussão entre os cientistas se o estudo de grupos caçadores-coletores modernos é o ideal para compreender o comportamento dos primeiros seres humanos. Os pesquisadores do estudo atual, no entanto, dizem que eles são o melhor modelo encontrado até hoje para estudar essas sociedades. O resultado sugere que a guerra não está enraizada no comportamento mais antigo do homem — não está registrada em seu sangue ou DNA —, mas foi adotada mais recentemente, possivelmente após o advento da agricultura.

Fonte: veja.abril.com.br

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ciência, enfim, comprova: cães conseguem imitar ações humanas

Pela primeira vez, uma pesquisa conseguiu comprovar que cachorros têm memória de curto e longo prazo — e podem, assim, se lembrar de ação do dono

Os cachorros são capazes de aprender e guardar na memória ações que lhes foram ensinadas pelos humanos. Essa afirmação, que pode soar um tanto óbvia para quem tem ou já teve um cachorro, foi finalmente comprovada pela ciência. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria, foi publicado nesta terça-feira no periódico Animal Cognition.


Os cães domésticos são, por natureza, muito receptivos e atraídos pela comunicação com seres humanos. Eles têm o hábito de observar os donos e humanos em geral, e, por isso, seu aprendizado é influenciado pelas pessoas que o cercam. Em outras palavras isso quer dizer que a vida em um ambiente com o homem pode ter favorecido sua capacidade de aprender com ele.

No estudo, os autores Claudia Fugazza e Adám Miklósi decidiram testar a habilidade cognitiva dos cães e descobrir se eles eram capazes de imitar as ações humanas, mesmo após um determinado intervalo de tempo. O estudo foi feito com oito cachorros domésticos adultos, treinados pelos donos de acordo com um método denominado “Do as I do” (Faça como eu, em tradução livre) — criado por Claudia e que tem como princípio avaliar a capacidade de imitação dos cães.

Os pesquisadores testaram essa capacidade nos animais após intervalos que iam de 40 segundos a 10 minutos, contados a partir do momento em que a ação era mostrada. Durante esse intervalo, os cachorros eram levados a se distrair, se engajando em outras atividades.

Teste — “Valentina, a dona, fez sua cadela Adila ficar parada e prestar atenção nela, sempre na mesma posição inicial. Três objetos foram colocados à frente de Adila, todos à mesma distância, e então Valentina demonstrou uma ação relacionada a um dos objetos, como tocar um sino”, explicou a pesquisadora, descrevendo um dos testes realizados no estudo.

A cadela e sua dona então fizeram uma pausa, durante a qual os objetos foram escondidos por uma tela. No intervalo, Adila brincou com uma bola, treinou outros truques ou ficou livre para passear, farejar a grama e latir para as pessoas que estavam por perto.

Ao final do intervalo, Adila foi colocada novamente na posição inicial e recebeu um comando genérico, para executar a ação que tinha observado antes — sem que fosse dito o nome da ação.  “Após o comando, ela realizou a atividade que tinha sido demonstrada antes”, conta Claudia. Os testes mostraram que os cachorros são capazes de reproduzir ações familiares e novas com intervalos diferentes — as primeiras puderam ser repetidas após os maiores intervalos, de até 10 minutos, enquanto atividades novas, após cerca de um minuto.


“A capacidade para codificar e lembrar uma ação após um intervalo demonstra que os cachorros têm uma representação mental da demonstração humana. Além disso, a capacidade de imitar, após um período de tempo, uma ação que não havia sido praticada antes sugere a presença de um tipo específico de memória de longo prazo nos cachorros. Esta poderia ser a memória declarativa, que se refere a conhecimentos e fatos que podem ser relembrados”, escrevem os autores no artigo.


Fonte: veja.abril.com.br