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sexta-feira, 19 de junho de 2015
Como a formiga aguenta o calor do Saara?
Estudo mostra que um revestimento de pelos de prata ajuda a
espécie a refletir a radiação e resfriar o corpo.
Em novo estudo, publicado nesta semana na revista Science,
um grupo entomologistas dos Estados Unidos e da Suíça descobriu como as
formigas do Saara suportam o calor do deserto: elas possuem um revestimento de
pelos de prata que controla as ondas eletromagnéticas, melhorando a quantidade
de radiação refletida e aperfeiçoando a capacidade de emissão de energia do
corpo da formiga. Em outras palavras, a proteção mantém o corpo em boa
temperatura.
A cataglyphis bombycina, conhecida como formiga prateada do
Saara, pertecence a uma espécie dominante nas dunas de areia do norte da
África. Seus ninhos são enormes e profundos, com múltiplas entradas
distribuídas por vários metros. Trata-se de um dos animais terrestres que mais
tolera altas temperaturas: o corpo atinge até 53,6 graus, sem males.
A equipe de cientistas da Universidade de Columbia, nos
Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisa Cerebral de Zurique, na Suíça, foi a
primeira a descobrir que esse revestimento de pelos de prata da formiga, em
formato triangular e transversal, não só melhora a reflexão da radiação,
filtrando raios solares, como aperfeiçoa a capacidade de emissão de energia do
corpo desse inseto. O efeito de resfriamento funciona sempre que as formigas
estão expostas ao sol, reduzindo a sua temperatura corporal de cinco a dez
graus.
"Para entender o efeito da radiação térmica, pense na
sensação de frio quando você sai da cama de manhã. Metade da perda de energia
nesse momento é devido à radiação térmica, pois a temperatura da pele está
temporariamente muito maior do que a do meio ambiente", declarou o
entomologista, e um dos autores do estudo, Nanfang Yu, da Universidade de
Columbia.
Para os cientistas, o fato de as formigas prateadas
conseguirem manipular ondas eletromagnéticas vai muito além do mundo animal. De
acordo com eles, "esta solução biológica para um problema termorregulador
pode levar ao desenvolvimento de revestimentos biomiméticos (ciência baseada no
comportamento da natureza) para o resfriamento de objetos criados por
nós".
fonte: veja.abril.com.br
domingo, 14 de junho de 2015
Astrônomos encontram vidro em crateras de Marte
Estudo de cientistas americanos sugere que a substância pode
trazer evidências de vida no passado do planeta.
A partir de imagens registradas pela sonda Mars
Reconnaissance Orbiter (MRO), cientistas identificaram vidro nas crateras de
Marte, substância que pode ser mais uma a trazer evidências de vida no solo do
planeta. De acordo com os astrônomos Kevin Cannon e Jack Mustard, da
Universidade Brown, nos Estados Unidos, a substância foi formada por efeito de
um impacto violento, como o de um asteroide. Um estudo anterior sobre um choque
semelhante na América do Sul encontrou moléculas orgânicas no vidro formado
dessa forma. Está aí o atalho para concluir que esse pode ser um indício de que
há ou houve vida no planeta vizinho.
A análise, publicada na última semana no periódico
científico Geology, descreve como as informações trazidas pela sonda lançada em
2005 para detectar a presença de água em Marte revelou a substância, não
esperada na busca dos pesquisadores. Para achar o vidro, astrofísicos mediram o
espectro da luz refletida na superfície de Marte, pois só assim identificam os
minerais e tipos de rochas no local, remoto. No entanto, não sabiam ao certo o
que seria o material que estava refletindo luz em cor verde. À época já havia a
hipótese de que poderia ser vidro.
Para tirar a dúvida, Cannon misturou em laboratório vários
tipos de poeiras, similares a composição das rochas de Marte, e as colocou em
um forno para que formassem vidro. Para checar como o objeto reflete luz, ele
mediu o sinal espectral, medida técnica que aponta justamente esse tipo de
comportamento de substâncias químicas. Com um algoritmo, comparou os sinais do
vidro em laboratório e os enviados pelo veículo da Nasa. Ambos são semelhantes,
trazendo evidências da existência do material nas entranhas das crateras.
Vida no vidro - Um estudo, conduzido em 2014 pelo cientista
Peter Schultz, também da Universidade Brown, foi a motivação fundamental para
publicar a pesquisa. Schultz encontrou, na Argentina, moléculas orgânicas em
fragmentos de vidro, formadas há milhões de anos em consequência do impacto de
um asteroide. Por isso, a presença da substância pode ser pista para rastrear
vida na superfície de um planeta.
fonte: veja.abril.com.br
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Você sabe que horas são? As moscas sabem
Moscas de fruta usam o tempo para escolher o que é melhor
comer em cada momento.
Apesar de irritantes, as moscas-das-frutas podem ser mais
espertas do que você pensa. Segundo uma pesquisa publicada na revista Cell
Press, elas sabem determinar até qual é a hora do dia. Além disso, esses
insetos aprendem a conectar diferentes aromas, dependendo da hora, com a
recompensa de açúcar.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que,
mesmos sendo pequenos, os insetos possuem surpreendentes habilidades mentais.
"Se até mesmo a mosca-das-frutas, com o seu cérebro diminuto, tem a noção
de tempo, a maioria dos animais também pode tê-la", disse um dos autores
do estudo, o neurocientista Martin Heisenberg, do Centro Rudolf Virchow, na
Alemanha.
Os pesquisadores treinaram moscas-das-frutas famintas para
associar dois odores químicos diferentes com açúcar, na parte da manhã ou da
tarde, em dois dias consecutivos. No terceiro dia, testaram a preferência dos
insetos por um perfume ou a outro.
Os resultados não deixaram dúvidas: elas aprenderam a
escolher o perfume preferido ao longo do dia. Moscas testadas na manhã
preferiram o odor na parte da manhã, enquanto moscas testadas no período da
tarde preferiram o desse período. A capacidade de contar o tempo manteve-se nos
dois eventos, separados por um período de pelo menos quatro horas.
Os cientistas descobriram que a capacidade de manutenção do
tempo dos insetos manteve-se tanto na escuridão constante quanto em um ciclo
claro-escuro regular. Portanto, a conclusão é que as moscas-das-frutas podem
usar o tempo como uma pista adicional para descobrir o que é bom para comer. É
claro que elas não vão calcular a hora exata de acordo com os padrões humanos.
Mas ao menos é certo que sabem se é dia, tarde ou noite.
fonte: veja.abril.com.br
sábado, 4 de abril de 2015
Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres
A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando na
superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem a explicação para o
fenômeno.
A Nasa divulgou fotografias do planeta anão
Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo
celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter.
As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno
para o qual os cientistas ainda não têm explicação.
Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que
os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que
será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.
A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março.
"Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da
nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa
em Ceres", afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das
câmeras da sonda Dawn. "Isso é algo inesperado e um mistério para
nós."
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo
orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna,
densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados
ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos
encontrados na Terra vêm desses corpos.
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta,
ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele,
assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica.
fonte: veja.abril.com.br
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Microscópio mais potente do mundo é desenvolvido no Japão
Ele é capaz de oferecer uma resolução de 43 picometros (unidade que equivale à bilionésima parte de um metro), menos da metade do raio da maioria dos átomos.
O empresa japonesa Hitachi desenvolveu o microscópio com maior resolução do mundo, capaz de realizar observações em nível atômico, informou a empresa. Após quase cinco anos de pesquisa, o microscópio eletrônico de transmissão (MET) foi terminado esta semana. Ele é capaz de oferecer uma resolução de 43 picometros (unidade que equivale à bilionésima parte de um metro), ou seja, menos da metade do raio da maioria dos átomos.
Em lugar de utilizar a luz, como é o caso dos telescópios ópticos, este tipo de aparelho utiliza um feixe de elétrons (partículas com carga elétrica negativa que orbitam o núcleo de um átomo), que atrasseva o objeto observado e interage com ele, formando assim a imagem que pode ser vista no microscópio. Ocupando um quarto inteiro, o novo aparelho alcança esta resolução recorde graças à grande concentração de seu feixe de elétrons através de cabos e circuitos especialmente desenhados para esta tarefa.
Outras inovações destacadas são o uso de materiais de amortecimento acústico na base do microscópio para reduzir o impacto das vibrações, assim como a instalação de barreiras magnéticas em torno do aparelho. Deste modo, foi possível reduzir o efeito de fatores externos que prejudicam sua resolução e são a principal limitação deste tipo de microscópio, explicou a companhia.
O novo dispositivo permitirá a observação óptica das posições dos átomos, o que segundo Hitachi poderia contribuir para o desenvolvimento de novos materiais com diversas aplicações.
fonte: veja.abril.com.br
fonte: veja.abril.com.br
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Cientistas descobrem primeiros mamíferos a subir em árvores e cavar buracos
"Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente
diversos, mas não se sabia se os mamíferos primitivos também eram", afirma
pesquisador.
Cientistas descobriram fósseis do que podem ser os primeiros
mamíferos a subir em árvores e cavar buracos. Eles habitavam a região onde hoje
fica a China e são uma evidência de que, no período de maior êxito dos
dinossauros sobre a Terra, os mamíferos se adaptaram ao ambiente. Segundo os
autores do estudo, os cientistas não imaginavam que os mamíferos fossem tão
desenvolvidos naquela época.
Os animais identificados são o Agilodocodon scansorius,
arborícola mais antigo descoberto até agora, e o Docofossor brachydactylus, o
mamífero subterrâneo mais antigo que se conhece. Realizada por pesquisadores da
Universidade de Chicago e do Museu de História Natural de Pequim, a pesquisa
foi publicada na quinta-feira na revista Science.
As duas novas espécies, que provêm de grupos extintos dos
primeiros mamíferos, tinham características desenvolvidas milhões de anos antes
do que era estimado pelos cientistas. Os animais descobertos nesta pesquisa são
do Período Jurássico e viveram entre 170 e 145 milhões de anos atrás.
Características — O Agilodocodon scansorius tinha cerca de
13 centímetros da cabeça até a cauda e pesava por volta de 27 gramas, como um
pequeno roedor dos dias de hoje. Ele tinha aparência de um esquilo com focinho
longo. Já o Docofossor brachydactylus se parecia com a toupeira dourada da
África. Estima-se que ele media 7 centímetros, pesava 16 gramas e tinha dedos
próprios para cavar. Ao contrário da maioria dos mamíferos, possuía apenas duas
falanges (segmentos ósseos) nos dedos.
"Sabemos que os mamíferos modernos são espetacularmente
diversos, mas não se sabia se os primitivos também eram", explicou o líder
da pesquisa, Zhe-Xi Luo, professor da Universidade de Chicago. Os novos fósseis
"ajudam a demonstrar que os primeiros mamíferos também tiveram uma ampla
diversidade ecológica", completa.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Nasa vai ‘hackear’ robô explorador de Marte
Para tentar resolver os problemas na memória do jipe
Opportunity, os cientistas vão fazer modificações em seu software, impedindo
que ele perca dados importantes.
A Nasa vai 'hackear' o software da sonda Opportunity, que
explora Marte há mais de dez anos, para tentar resolver seus constantes
problemas de memória. O objetivo é fazer com que o jipe ignore as partes com
defeito de seu sistema e continue trabalhando para enviar informações do
planeta para a Terra. A sonda tem reiniciado inesperadamente seu sistema
operacional, provocando a perda de dados ou interrupções na comunicação que
causam atrasos nas pesquisas científicas com o robô. Durante as festividades de
Natal, o jipe perdeu por completo a conexão com a Nasa, deixando os cientistas
apreensivos.
De acordo com a agência americana, o robô tem dois tipos de
memória, como qualquer tipo de computador. A que está causando os problemas é a
memória flash, semelhante a um disco rígido que grava informações e funciona
mesmo quando o sistema é desligado. Quando o sistema tenta registrar os dados e
não consegue, ele reinicia automaticamente, perdendo as informações. É como se
o Opportunity estivesse com “amnésia”, esquecendo eventos recentes.
As falhas ocorrem porque esse tipo de memória sofre desgaste
com o uso contínuo e está tentando utilizar uma porção danificada. Os
cientistas identificaram essa região e vão alterar o sistema operacional,
fazendo com que ele a ignore e use apenas as seções “saudáveis” da memória. As
mudanças devem levar algumas semanas para serem feitas.
Lapsos — A Opportunity tem apresentado problemas desde
meados de 2014. Em setembro, a Nasa formatou a memória da sonda para tentar
resolver as falhas. Em entrevista à emissora americana Discovery News nesta
semana, o astrônomo americano John Callas, membro da equipe da sonda, comparou
a Opportunity a um parente idoso em boa saúde. “Ele está bem, mas nunca se
sabe, pode ter um derrame no meio da noite. Então sempre tomamos precauções
para se algo acontecer.”
Mesmo que os defeitos não sejam solucionados, a sonda
ultrapassou todos os seus objetivos científicos. Ao ser lançada, em 2003,
deveria passar apenas três meses na superfície de Marte. Dez anos depois, ela
percorreu 41,8 quilômetros do terreno marciano, capturando dados que permitiram
o conhecimento atual sobre a composição do planeta.
fonte: veja.abril.com.br
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Fotossíntese Artificial
Células solares que mimetizam o funcionamento do sistema de fotossíntese das plantas têm sido estudadas e desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com resultados que prometem uma nova geração de matérias-primas de baixo custo, em comparação com o silício usado na conversão da luz do Sol em eletricidade. As novas células solares sensibilizadas por corantes, também chamadas de DSC, sigla de dye-sensitized solar cells, têm se mostrado uma alternativa promissora para produção de energia elétrica em todo o mundo.
As dye-cells ou células fotoeletroquímicas são preparadas com dióxidos de titânio (TiO2), uma substância utilizada em pastas de dente e tintas brancas de parede, com propriedades semicondutoras. Mas como o dióxido de titânio não absorve luz por ser branco, é preciso recorrer a um corante adequado para sensibilizá-lo e promover a absorção da energia solar. Na Universidade de São Paulo, o grupo de pesquisa do Laboratório de Fotoquímica e Conversão de Energia tem testado corantes naturais com extratos de amora, jabuticaba, açaí, jambolão e outras frutas e flores que contêm pigmentos antioxidantes chamados antocianinas, com com cores características como vermelho, azul e roxo.
Basicamente, as células fotoeletroquímicas funcionam de maneira semelhante a uma bateria de celular, com dois eletrodos e,entre eles, um eletrólito, um meio condutor que faz o transporte das cargas elétricas por meio de íons. "O funcionamento dessas células que são montadas como um sanduíche, constitui um verdadeiro sistema químico integrado". Esse sistema é constituído por um corante com alta absorção de luz, que separa e transfere a carga elétrica para o dióxido de titânio e é regenerado pelo pelo eletrólito. As cargas elétricas separadas nesse processo se recombinam após passar por um circuito externo, fazendo com que ocorra a criação de uma corrente elétrica.
Um problema básico das dye-cells é que a sua eficiência ainda é mais baixa do que as células solares inorgânicas de silício utilizadas atualmente. Enquanto as células comerciais à base de silício policristalino têm eficiência média de 11%, dye-cells chegam a 7% ou 8% em laboratório. Apesar da menor eficiência, a tecnologia é promissora. A previsão de custo em escala industrial sora. A previsão de custo em escala industrial é cerca de 50% menor do que o de uma célula de silício. "Como a presença de pequenos impurezas no semicondutor não constitui problema para o funcionamento das dye-cells, são dispensados procedimentos complicados necessários para a fabricação das células de silício como o uso de sala limpa e de roupas especiais.
No Brasil, o potencial de geração de energia fotovoltaica é de 10 mil megawatts (MW) quase uma usina de Itaipu, mas não é possível aproveitá-la totalmente porque é necessário ter espaço disponível para a instalação de usinas de energia solar. Até agora apenas 12 MW estão efetivamente instalados em comunidades isoladas, enquanto outras 80 integram sistemas conectados à rede elétrica, mas em caráter experimental. O Brasil é um grande exportador de quartzo, matéria-prima usada para fabricar o silício de grau solar, mas não domina a tecnologia de produção desse material semicondutor com alto valor agregado.
fonte: livro de biologia Cézar, Sezar e Caldini
As dye-cells ou células fotoeletroquímicas são preparadas com dióxidos de titânio (TiO2), uma substância utilizada em pastas de dente e tintas brancas de parede, com propriedades semicondutoras. Mas como o dióxido de titânio não absorve luz por ser branco, é preciso recorrer a um corante adequado para sensibilizá-lo e promover a absorção da energia solar. Na Universidade de São Paulo, o grupo de pesquisa do Laboratório de Fotoquímica e Conversão de Energia tem testado corantes naturais com extratos de amora, jabuticaba, açaí, jambolão e outras frutas e flores que contêm pigmentos antioxidantes chamados antocianinas, com com cores características como vermelho, azul e roxo.
Basicamente, as células fotoeletroquímicas funcionam de maneira semelhante a uma bateria de celular, com dois eletrodos e,entre eles, um eletrólito, um meio condutor que faz o transporte das cargas elétricas por meio de íons. "O funcionamento dessas células que são montadas como um sanduíche, constitui um verdadeiro sistema químico integrado". Esse sistema é constituído por um corante com alta absorção de luz, que separa e transfere a carga elétrica para o dióxido de titânio e é regenerado pelo pelo eletrólito. As cargas elétricas separadas nesse processo se recombinam após passar por um circuito externo, fazendo com que ocorra a criação de uma corrente elétrica.
Um problema básico das dye-cells é que a sua eficiência ainda é mais baixa do que as células solares inorgânicas de silício utilizadas atualmente. Enquanto as células comerciais à base de silício policristalino têm eficiência média de 11%, dye-cells chegam a 7% ou 8% em laboratório. Apesar da menor eficiência, a tecnologia é promissora. A previsão de custo em escala industrial sora. A previsão de custo em escala industrial é cerca de 50% menor do que o de uma célula de silício. "Como a presença de pequenos impurezas no semicondutor não constitui problema para o funcionamento das dye-cells, são dispensados procedimentos complicados necessários para a fabricação das células de silício como o uso de sala limpa e de roupas especiais.
No Brasil, o potencial de geração de energia fotovoltaica é de 10 mil megawatts (MW) quase uma usina de Itaipu, mas não é possível aproveitá-la totalmente porque é necessário ter espaço disponível para a instalação de usinas de energia solar. Até agora apenas 12 MW estão efetivamente instalados em comunidades isoladas, enquanto outras 80 integram sistemas conectados à rede elétrica, mas em caráter experimental. O Brasil é um grande exportador de quartzo, matéria-prima usada para fabricar o silício de grau solar, mas não domina a tecnologia de produção desse material semicondutor com alto valor agregado.
fonte: livro de biologia Cézar, Sezar e Caldini
sábado, 6 de dezembro de 2014
Ouriço-do-mar de espinhos longos
O ouriço-do-mar de espinhos longos (Diadema setosum) podendo chegar aos 60 cm vive próximo ao litoral, em regiões costeiras do oceano Índico e Pacífico. Ele é recoberto de longos espinhos, geralmente de cor roxa, mas às vezes brancas. Entre os espinhos longos, há outros mais curtos. O ouriço pode movimentar seus espinhos em diversas direções. Equilibrando-se nesses espinhos, ele "passeia" devagar pela superfície do fundo do mar.
Seres marinhos, como minúsculos peixes e camarões, encontram abrigo no ouriço. Esses pequenos animais se escondem entre os espinhos, onde ficam a salvo. Embora os ouriços geralmente não sejam venenosos, seus espinhos são aguçados e quebram-se com facilidade. Se você se espetar com um deles, será muito difícil removê-lo e o ferimento é doloroso. A boca do ouriço-do-mar fica sob seu corpo. Ele se alimenta de algas, que raspa do coral com suas mandíbulas afiadas.
fonte: revista Mini Monstros
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Besouro-violino
- Nome científico: Mormolyce phyllodes
- Dimensões: até 10 cm
- Área de ocorrência: Ásia
- Hábito alimentar: Lagartas, caracóis e outros besouros.
- Reprodução: Enquanto é larva, o besouro-violino rasteja vagarosamente pelo chão. Mas quando atinge seu tamanho adulto, ele sobe nas árvores e passa a viver numa fresta da casca. Mesmo grande, o corpo bem achatado lhe permite encaixar-se facilmente sob a casca.
- Curiosidade: O besouro-violino sai do seu esconderijo assim que escurece e vai em busca de uma presa. Ele come lagartas, caracóis e, às vezes, outros besouros. À noite, é difícil enxergá-lo, pois ele é quase transparente e se movimenta com bastante agilidade. Infelizmente, o besouro,violino é muito raro, devido à destruição das florestas tropicais do sudeste da Ásia, onde vive. O curioso é que, lá, a madeira cortada destina-se em grande parte à produção dos pauzinhos que os orientais usam para comer.
fonte: revista Mini Monstros
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Formiga-correição
A formiga-correição (Eciton burchelli) que pode chegar a 2 cm, vive em colônias enormes, de centenas de milhares de formigas, vivendo nas florestas da América do Sul e América Central. No centro da colônia fica a rainha, que põe a totalidade dos ovos. O nome "correição"significa o ato de corrigir, fiscalizas. Comum no Brasil, a formiga-correição também é chamada de guerreira, saca-saia e tanoca.
As operárias e soldados trabalham em equipe para alimentar e proteger a rainha e seus filhotes. A operária captura e traz presas, e ainda cuida dos filhotes. A tarefa dos soldados é defender a colônia.
As formigas-correição não se fixam no mesmo lugar por mais de três semanas. Passado esse tempo, elas partem em busca de outro local para se instalar. Os pesquisadores acreditam que elas fazem essas migrações para procurar novas fontes de alimento.
As formigas marcham em coluna, com algumas operárias servindo de batedores. Estas escolhem a direção e deixam uma trilha de cheiro para as outras seguirem. Os soldados caminham ao lado da coluna, com o dobro do tamanho das operárias, possuem grandes mandíbulas e um ferrão mortífero. Atacam qualquer minibicho que se aproxime, fazendo-o em pedaços.
Ao anoitecer, as formigas param para descansar. Mas logo ao escurecer começam a construção do formigueiro, que não é feito de gravetos e sim de corpos de formigas. Primeiro, algumas operárias escolhem um local protegido, por exemplo. Prendem-se ao tronco com suas garras, e então mais e mais operárias se juntam a elas, encadeando seus corpos como correntes feitas de clipes para papel. As correntes se unem e formam uma enorme bola de 1 m de diâmetro, composta de 150.000 a 700.000 formigas. À meia-noite o formigueiro está pronto, com a rainha lá dentro da bola.
Depois de duas ou três semanas em marcha, as formigas param e montam uma nova base, chamada bivaque. O formigueiro é constituído da mesma maneira que os anteriores. Pela manhã, aquecidas pelo sol, as operárias acordam e, aos milhares, saem para caçar. Espalham-se em leque, o grupo forma uma frente de 15 m. As formigas atacam qualquer animalzinho que apareça em seu caminho, matando-o suas fortes mandíbulas. As formigas se afastam uns 100 m do formigueiro para buscar alimento. Oito vezes ao ano, a rainha deposita de 100.000 a 300.000 ovos. Dentre todos os filhotes que nascem, apenas um se tornará uma nova rainha, com sua própria colônia.
fonte: revista Mini Monstros
As operárias e soldados trabalham em equipe para alimentar e proteger a rainha e seus filhotes. A operária captura e traz presas, e ainda cuida dos filhotes. A tarefa dos soldados é defender a colônia.
As formigas-correição não se fixam no mesmo lugar por mais de três semanas. Passado esse tempo, elas partem em busca de outro local para se instalar. Os pesquisadores acreditam que elas fazem essas migrações para procurar novas fontes de alimento.
As formigas marcham em coluna, com algumas operárias servindo de batedores. Estas escolhem a direção e deixam uma trilha de cheiro para as outras seguirem. Os soldados caminham ao lado da coluna, com o dobro do tamanho das operárias, possuem grandes mandíbulas e um ferrão mortífero. Atacam qualquer minibicho que se aproxime, fazendo-o em pedaços.
Ao anoitecer, as formigas param para descansar. Mas logo ao escurecer começam a construção do formigueiro, que não é feito de gravetos e sim de corpos de formigas. Primeiro, algumas operárias escolhem um local protegido, por exemplo. Prendem-se ao tronco com suas garras, e então mais e mais operárias se juntam a elas, encadeando seus corpos como correntes feitas de clipes para papel. As correntes se unem e formam uma enorme bola de 1 m de diâmetro, composta de 150.000 a 700.000 formigas. À meia-noite o formigueiro está pronto, com a rainha lá dentro da bola.
Depois de duas ou três semanas em marcha, as formigas param e montam uma nova base, chamada bivaque. O formigueiro é constituído da mesma maneira que os anteriores. Pela manhã, aquecidas pelo sol, as operárias acordam e, aos milhares, saem para caçar. Espalham-se em leque, o grupo forma uma frente de 15 m. As formigas atacam qualquer animalzinho que apareça em seu caminho, matando-o suas fortes mandíbulas. As formigas se afastam uns 100 m do formigueiro para buscar alimento. Oito vezes ao ano, a rainha deposita de 100.000 a 300.000 ovos. Dentre todos os filhotes que nascem, apenas um se tornará uma nova rainha, com sua própria colônia.
fonte: revista Mini Monstros
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Insetos surgiram há 480 milhões de anos, diz estudo
Os primeiros insetos voadores teriam se originado há 400
milhões de anos, quase 200 milhões de anos antes de os pterossauros
desenvolverem a mesma habilidade.
Os primeiros insetos que habitaram o planeta surgiram há
cerca de 480 milhões de anos, e 80 milhões de anos depois desenvolveram a
habilidade de voar. A descoberta é de uma pesquisa publicada nesta sexta-feira
na revista Science, na qual participaram mais de cem cientistas de dezesseis
países.
“Nossa pesquisa mostra que os insetos se originaram ao mesmo
tempo em que as primeiras plantas terrestres, há cerca de 480 milhões de anos”,
disse o diretor da Coleção Nacional Australiana de Insetos da Commonwealth
Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), David Yeates, em comunicado
da organização. “Os primeiros insetos provavelmente se pareciam com a atual
traça”, disse o cientista. Essa data é 70 milhões de anos anterior ao fóssil de
inseto mais antigo já encontrado.
Os pesquisadores analisaram 1 478 genes de 144 espécies,
abrangendo todos os principais grupos de insetos. Segundo eles, os primeiros
provavelmente evoluíram de um grupo de crustáceos venenosos denominado
Remipedia. "Há 480 milhões de anos, os oceanos estavam cheios de vida, mas
sobreviver fora da água era desafiador", descreve Karl Kjer, biólogo da
Universidade Rutgers, em New Jersey, nos Estados Unidos, que também participou
do estudo. "As plantas e os insetos evoluíram simultaneamente, um afetando
o outro."
Alçando voo — Os primeiros insetos voadores teriam se
desenvolvido há 400 milhões de anos. "Essa transformação, que ocorreu
quando as plantas terrestres começaram a atingir altura, demonstrou a
capacidade dos insetos de se adaptar rapidamente às mudanças ambientais",
explicou Yates. Quase 200 milhões de anos se passariam até que os pterossauros
desenvolvessem a capacidade de voar.
"Dois terços de todas as espécies animais são
insetos", lembra Bernhard Misof, pesquisador do Museu Alexander Koenig de
Pesquisa Zoológica, na Alemanha, um dos líderes do estudo. "Eles são
partes importantes no ecossistema terrestre, junto com as plantas."
fonte: veja.abril.com.br
Maior Besouro do mundo
O cerambicídeo-gigante (Titanus giganteus) é o maior de
todos os besouros conhecidos pela Entomologia, e figura entre as maiores
espécies de insetos do mundo. Seu habitat são as florestas tropicais
localizadas ao norte da América do Sul, especialmente na região norte do
Brasil, nas Guianas e na Colômbia, podendo ser encontrados também no Equador e
no Peru.
Os exemplares adultos desta espécie podem atingir com
facilidade 17 cm de comprimento, isso sem contar o tamanho das enormes antenas
que possuem. Costuma se dizer que suas grandes mandíbulas são fortes o
suficiente para cortarem um lápis de madeira. Isso se dá por que esta família
de besouros chamada "Cerambycidae" (cujas espécies são conhecidas
popularmente como "serra-paus") se utiliza dessas grandes mandíbulas
para cortarem galhos de árvores onde as fêmeas depositam os seus ovos.
Considera-se que os indivíduos adultos não se alimentam,
vivendo às custas das reservas de energia adquiridas durante sua fase larval. Durante
a fase adulta, cuja duração é apenas algumas semanas, buscam um parceiro para
reproduzir-se.
Emissões brasileiras de gases estufa aumentaram 7,8% em 2013
Novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão
relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de
termelétricas.
As emissões brasileiras de gases do efeito estufa aumentaram
7,8% em 2013, comparado ao ano anterior. Os dados, divulgados nesta
quarta-feira, são do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases do Efeito
Estufa), sistema paralelo ao do governo federal. Isso significa que a
quantidade emitida aumentou de 1,45 bilhão de toneladas de CO2 equivalente
(medida usada para comparar emissões de gases do efeito estufa, com base no
dióxido de carbono) para 1,56 bilhão.
O novo estudo constatou que as mudanças de emissões estão
relacionadas ao desmatamento e à geração de energia, com o maior uso de
termelétricas, que necessitam de combustíveis fósseis. O total de emissões por
pessoa atingiu 7,8 toneladas de CO2, ante 7,5 toneladas em 2012.
Na divisão por Estado, o Pará é o líder das emissões, com
175,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, a maior parte vinda do
desmatamento da Amazônia. Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 147 milhões
de toneladas, também decorrentes principalmente pela destruição da vegetação.
fonte: veja.abril.com.br
sexta-feira, 21 de março de 2014
Humanos podem distinguir pelo menos 1 trilhão de cheiros
Estimativa anterior era de 10.000 odores. Segundo
cientistas, número deve ser ainda maior
Uma nova pesquisa revelou que os humanos são capazes de
distinguir pelo menos 1 trilhão de cheiros diferentes. A descoberta foi feita
por cientistas do Instituto Médico Howard Hughes (HHMI, na sigla em inglês),
nos Estados Unidos, após testes de laboratório, e será publicada na nesta
sexta-feira na revista Science.
Na década de 1920,
a literatura científica estimou que os humanos seriam
capazes de discriminar cerca de 10.000 odores diferentes, um cálculo jamais
testado. "Esse número só podia estar errado", diz a bioquímica Leslie
Vosshall, pesquisadora do HHMI. Segundo ela, não fazia sentido que os humanos
tivessem menos habilidade de discriminar cheiros do que cores. Nosso olho, diz
Leslie, têm três receptores que trabalham juntos para identificar até 10
milhões de cores, enquanto o nariz possui 400 receptores olfativos.
Leslie e seu colega Andreas Keller, cientista da
Universidade Rockefeller, usaram 128 moléculas odoríferas para criar
fragrâncias em grande parte desconhecidas. "Nós não queríamos que os
odores fossem fáceis de reconhecer. Por isso, a maioria era bastante
desagradável e estranha", diz Leslie.
Os cientistas apresentaram aos 26 voluntários três frascos
de perfume por vez, dois que combinavam e um que era diferente, e perguntaram
qual era o destoante. Cada participante fez 264 comparações. Os pesquisadores
registraram a frequência das respostas certas e estimaram quantos cheiros os
voluntários seriam capazes de diferenciar se fossem submetidos a todas as
combinações das 128 moléculas odoríferas. Chegaram, então, ao número mínimo de
1 trilhão.
"Acho que fomos todos surpreendidos com o quão
ridiculamente alta é a mais conservadora das estimativas. Na verdade, há muito
mais do que 128 odores, de modo que o número real será muito, muito
maior", diz Leslie. "Nosso estudo mostrou que a habilidade humana de
diferenciar cheiros é bem maior do que qualquer pessoa poderia imaginar. Espero
que a descoberta reverta a reputação de mal farejadores dos seres humanos."
Fonte: veja.abril.com.br/
sábado, 16 de novembro de 2013
Seu cachorro é um gênio — saiba o porquê
Neurocientista especialista em antropologia evolutiva afirma
que o cão é o segundo mamífero mais bem-sucedido do planeta, atrás apenas dos
humanos
Em um mundo em que o nascimento de bebês cai, a população de
cães de estimação aumenta. É cada vez mais comum encontrar animais cercados de
mimos, tratados como filhos pelos donos. O sucesso dos cachorros entre os
humanos se explica pela genialidade canina, segundo Brian Hare, neurocientista
fundador do Centro de Cognição Canina da Universidade Duke, nos EUA, e sua
mulher, a jornalista e cientista Vanessa Woods, autores do livro Seu Cachorro É
um Gênio! (Ed. Zahar), que chega às lojas nesta quinta-feira.
Baseados em um conjunto de trabalhos sobre o assunto que
apelidaram de caninognição – ou seja, a cognição dos cães –, os autores
chegaram à conclusão de que o processo evolutivo que transformou lobos em
cachorros domésticos fez com que os animais adquirissem um novo tipo de
inteligência social.
Essa inteligência teria tornado os cães muito semelhantes a
bebês humanos, em termos de comportamento e de habilidades de comunicação –
conquistando seus donos definitivamente. De acordo com Brian Hare, depois dos
seres humanos, os cachorros são os mamíferos mais bem-sucedidos do planeta,
superando até mesmo os chimpanzés, famosos por sua esperteza.
Fonte: veja.abril.com.br
Imagem inédita mostra Saturno em suas cores naturais
Nasa divulga primeira fotografia de Saturno na qual
aparecem, além de todas as suas luas e anéis, os planetas Terra, Vênus e Marte
A Nasa divulgou nesta terça-feira uma fotografia inédita de
Saturno, capturada pela sonda Cassini, em suas cores naturais. Essa é a
primeira vez em que os pesquisadores conseguem mostrar em uma única imagem
Saturno, suas luas e anéis, e o brilho longínquo dos planetas Terra, Vênus e
Marte. O panorama cobre 651.591 quilômetros e é, na verdade, um mosaico
composto por 141 fotografias tiradas durante quatro horas no dia 19 de julho.
Imagens da Terra capturadas a partir de regiões tão
distantes são muito raras — essa é a terceira foto do tipo já divulgada até
hoje. É que, visto a longa distância, o planeta aparece muito perto do Sol. Se
a Cassini, por exemplo, tentar fotografar o planeta sob condições normais,
corre o risco de danificar os seus sensíveis equipamentos. Por isso, a equipe
responsável pela sonda esperou por um momento em que o Sol estivesse escondido
atrás de Saturno, e a Terra continuasse visível. Isso foi possível no dia 19 de
julho, quando a Nasa criou a campanha "Acene para Saturno". A agência
pediu para que pessoas de todo o mundo olhassem em direção ao planeta no mesmo
instante em que a sonda estivesse fotografando a Terra.
"Com essa vista magnífica, a Cassini nos entregou um
universo de maravilhas. E fez isso justamente em um dia em que pessoas de todo
o mundo, em uníssono, sorriram em comemoração à alegria de estar vivo em um
pálido ponto azul”, disse Carolyn Porco, líder da equipe de imagens da Cassini.
O pálido ponto azul citado pela pesquisadora é a própria
Terra, que aparece como um ponto brilhante abaixo de saturno. A fotografia
também mostra Vênus, à esquerda, e Marte como um ponto tênue um pouco mais
distante. Além deles, são vistas brilhando no espaço escuro sete luas de
Saturno. A imagem pode ser vista em todos os detalhes no site da Nasa.
Anéis — A imagem deve ajudar os cientistas a estudar o
planeta e seus anéis, principalmente o anel E, o mais externo na imagem.
"Este mosaico fornece uma notável quantidade de dados de alta qualidade
sobre os anéis difusos de Saturno, revelando todos os tipos de estruturas
intrigantes que estamos tentando entender. O anel E mostra determinados padrões
que provavelmente refletem distúrbios vindos de fontes tão diversas como a luz
solar e a gravidade da lua Encélado”, diz Matt Hedman, cientista da
Universidade de Idaho, nos Estados Unidos, que participa da missão.
Lançada em 1997,
a Cassini tem explorado a região de Saturno há cerca de
nove anos. Segundo a Nasa, a missão deve durar até 2017. "Com uma dança
longa e intrincada em torno de Saturno, a Cassini tem como objetivo estudar o
planeta a partir de todos os ângulos possíveis", diz Linda Spilker,
cientista do projeto Cassini instalada no Laboratório de Propulsão a Jato da
NASA, na Califórnia.
"Além de nos mostrar a beleza do planeta, dados como
esse também melhoram a nossa compreensão sobre a história dos anéis em torno de
Saturno e a forma como os discos se formam em torno dos planetas. São pistas
sobre como o próprio Sistema Solar se formou em torno do Sol", diz a
pesquisadora.
Fonte: veja.abril.com.br
sábado, 20 de julho de 2013
Grupo Deuteromicetos
São chamados fungos imperfeitos, pois não têm reprodução sexuada conhecida. Porém, "imperfeitos" é uma denominação errônea sob
ótica evolutiva e também pela importância humana destes fungos. Penicillium são
fungos importantes na produção de queijos e antibióticos. Aspergillus é
responsável pela contaminação de alimentos como trigo e amendoim,
principalmente em países tropicais, e na confecção de vários produtos de uso humano,
entre eles o saquê. Dermatófitos são fungos conidiais causadores de doenças de
pele humanas. Apesar de Deuteromycota, os exemplos acima, como muitos outros são considerados Ascomycota.
Compreendendo um grupo de 15.000 espécies. Muitos são parasitas de vegetais e animais, inclusive o homem, onde produzem infecções chamadas micoses. Muitos deuteromicetos, pelas características gerais, são ascomicetos que se reproduzem apenas por conídios.
Fonte: pt.wikipedia.org / www.infoescola.com
Compreendendo um grupo de 15.000 espécies. Muitos são parasitas de vegetais e animais, inclusive o homem, onde produzem infecções chamadas micoses. Muitos deuteromicetos, pelas características gerais, são ascomicetos que se reproduzem apenas por conídios.
Alguns apresentam núcleos diferentes em um mesmo citoplasma
(processo chamado heterocariose), que podem se fundir, formando núcleos
diplóides, que por recombinação formam novos núcleos haplóides, sem que haja
meiose, mas sim haploidização.
Alguns deuteromicetos são parasitas de plantas, causadores
de sérias doenças.
O molho de soja (shoyu) é produzido por fermentação pelos
fungos Aspergillus oryzae e A. soyae.
Outros fungos estão na indústria de confecções, limpeza e
controle biológico de outros fungos.
Alguns deuteromicetos causam doenças em humanos, como o
pé-de-atleta. Alguns produzem toxinas que causam câncer de fígado no homem.
Fonte: pt.wikipedia.org / www.infoescola.com
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Pesquisa sugere que primeiros grupos humanos não se dedicavam a guerras
Cientistas finlandeses mostraram que povos
caçadores-coletores não costumam guerrear entre si — 85% das mortes foram
causadas por disputas dentro dos próprios grupos
Uma nova pesquisa sugere que a guerra não faz parte da
natureza humana. Ao contrário, quando os homens estão reunidos em pequenos
bandos de caçadores-coletores — considerado o modelo mais antigo de
comportamento humano —, esses grupos dificilmente se envolvem em grandes
conflitos. Segundo os dados apresentados nesta quinta-feira na revista Science,
os ancestrais dos humanos modernos matavam uns aos outros, principalmente, por
motivos pessoais. A guerra e as grandes disputas violentas por recursos só se
tornariam comuns mais tarde, com o desenvolvimento de sociedades mais complexas.
A discussão sobre a violência entre os caçadores-coletores é
antiga entre os cientistas e pensadores. Como esse foi o primeiro modo de
organização dos seres humanos — e o modo em que eles sobreviveram pela maior
parte de sua história —, sua possível tendência à guerra diz muito sobre os
modos de organização da sociedade e sobre a própria natureza do homem.
Em 2011, o psicólogo canadense Steven Pinker publicou o
livro Os Anjos Bons de Nossa Natureza, no qual defende que os antepassados
humanos viviam envoltos em conflitos sanguinários, que só começaram a diminuir
com o aumento da razão e do conhecimento, principalmente a partir do
iluminismo. Os dias de hoje seriam os mais pacíficos de toda a história. Suas
ideias foram rebatidas em um artigo publicado pelo primatologista holandês
Frans de Waal, que mostrava não existir nenhuma predisposição genética à
guerra, e que mesmo os outros grandes primatas eram capazes de conter a
violência, sem necessidade de recorrer ao racionalismo. O homem seria
naturalmente pacífico.
Na contribuição mais recente à discussão, publicada nesta
quinta-feira, os pesquisadores finlandeses resolveram sair do plano teórico e
analisar os tipos de assassinatos que eram cometidos entre os
caçadores-coletores. Como não podiam estudar grupos que viveram há milhares de
anos, eles se debruçaram sobre um banco de dados que reúne informações sobre
186 sociedades caçadoras-coletoras que sobreviveram até o século 20, como os
!Kung, no sul da África, e os Semang, na Malásia. Ao escolher de modo aleatório
21 dessas sociedades, eles se depararam com 148 mortes violentas. Apenas uma
pequena parte delas, no entanto, teria sido causada pela guerra.
Guerra e paz — Segundo os pesquisadores, a maioria dessas
mortes poderia ser creditada a homicídios comuns, causados por disputas
pessoais em vez de grupais. Pelo menos 55% dos assassinatos haviam sido
cometidos de forma isolada — com apenas um assassino e uma vítima. Mais de dois
terços de todas as mortes podem ser atribuídas a brigas familiares, competições
por parceiros sexuais, acidentes ou execuções decididas pelo grupo, como
punições a um roubo, por exemplo.
Cerca de um terço de todas as mortes aconteceram por causa
de disputas entre membros de grupos diferentes — o que poderia ser chamado de
guerra. No entanto, três terços dessas mortes foram causadas por membros do
povo Tiwi, um grupo particularmente violento da Austrália. Se eles forem
retirados da estatística, as mortes causadas por disputas externas representam
apenas 15% do total registrado nos outros vinte grupos estudados.
Ainda existe uma discussão entre os cientistas se o estudo
de grupos caçadores-coletores modernos é o ideal para compreender o
comportamento dos primeiros seres humanos. Os pesquisadores do estudo atual, no
entanto, dizem que eles são o melhor modelo encontrado até hoje para estudar
essas sociedades. O resultado sugere que a guerra não está enraizada no
comportamento mais antigo do homem — não está registrada em seu sangue ou DNA
—, mas foi adotada mais recentemente, possivelmente após o advento da agricultura.
Fonte: veja.abril.com.br
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Ciência, enfim, comprova: cães conseguem imitar ações humanas
Pela primeira vez, uma pesquisa conseguiu comprovar que
cachorros têm memória de curto e longo prazo — e podem, assim, se lembrar de
ação do dono
Os cachorros são capazes de aprender e guardar na memória
ações que lhes foram ensinadas pelos humanos. Essa afirmação, que pode soar um
tanto óbvia para quem tem ou já teve um cachorro, foi finalmente comprovada
pela ciência. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Eötvös Loránd,
na Hungria, foi publicado nesta terça-feira no periódico Animal Cognition.
Os cães domésticos são, por natureza, muito receptivos e
atraídos pela comunicação com seres humanos. Eles têm o hábito de observar os
donos e humanos em geral, e, por isso, seu aprendizado é influenciado pelas
pessoas que o cercam. Em outras palavras isso quer dizer que a vida em um
ambiente com o homem pode ter favorecido sua capacidade de aprender com ele.
No estudo, os autores Claudia Fugazza e Adám Miklósi
decidiram testar a habilidade cognitiva dos cães e descobrir se eles eram
capazes de imitar as ações humanas, mesmo após um determinado intervalo de
tempo. O estudo foi feito com oito cachorros domésticos adultos, treinados
pelos donos de acordo com um método denominado “Do as I do” (Faça como eu, em
tradução livre) — criado por Claudia e que tem como princípio avaliar a
capacidade de imitação dos cães.
Os pesquisadores testaram essa capacidade nos animais após
intervalos que iam de 40 segundos a 10 minutos, contados a partir do momento em
que a ação era mostrada. Durante esse intervalo, os cachorros eram levados a se
distrair, se engajando em outras atividades.
Teste — “Valentina, a dona, fez sua cadela Adila ficar
parada e prestar atenção nela, sempre na mesma posição inicial. Três objetos
foram colocados à frente de Adila, todos à mesma distância, e então Valentina
demonstrou uma ação relacionada a um dos objetos, como tocar um sino”, explicou
a pesquisadora, descrevendo um dos testes realizados no estudo.
A cadela e sua dona então fizeram uma pausa, durante a qual
os objetos foram escondidos por uma tela. No intervalo, Adila brincou com uma
bola, treinou outros truques ou ficou livre para passear, farejar a grama e
latir para as pessoas que estavam por perto.
Ao final do intervalo, Adila foi colocada novamente na
posição inicial e recebeu um comando genérico, para executar a ação que tinha
observado antes — sem que fosse dito o nome da ação. “Após o comando, ela realizou a atividade que
tinha sido demonstrada antes”, conta Claudia. Os testes mostraram que os
cachorros são capazes de reproduzir ações familiares e novas com intervalos
diferentes — as primeiras puderam ser repetidas após os maiores intervalos, de
até 10 minutos, enquanto atividades novas, após cerca de um minuto.
“A capacidade para codificar e lembrar uma ação após um
intervalo demonstra que os cachorros têm uma representação mental da
demonstração humana. Além disso, a capacidade de imitar, após um período de
tempo, uma ação que não havia sido praticada antes sugere a presença de um tipo
específico de memória de longo prazo nos cachorros. Esta poderia ser a memória
declarativa, que se refere a conhecimentos e fatos que podem ser relembrados”,
escrevem os autores no artigo.
Fonte: veja.abril.com.br
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