FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Morre um rinoceronte branco do norte. Agora só restam 4

Espécie está muito próxima de ser extinta. Caçada pelo alto valor de seus chifres, é símbolo do que pode ser o início da sexta extinção em massa (e global) dos animais.


Um dos cinco últimos rinocerontes brancos do mundo morreu nesta segunda-feira no zoológico de Dvur Kralove, na República Tcheca, deixando a espécie por um fio. Nabire, uma fêmea de rinoceronte branco do norte, de 31 anos, sofria há tempo e morreu por causa de um cisto rompido, de acordo com comunicado do zoológico.
"Sua morte é um símbolo do declínio catastrófico dos rinocerontes devido à ganância humana. Essa é uma perda difícil de descrever", afirmou o diretor do zoológico, Prmysl Rabas. O animal está próximo da extinção devido ao alto valor atribuído a seu chifre e às guerras que ocorreram em torno do seu habitat, segundo a organização World Wildlife Foundation (WWF). Apesar de Nabire ter morrido de forma natural, a espécie só se tornou restrita a menos de uma dezena de animais após sofrer com a caça intensa, por séculos.
A contagem regressiva para a extinção da espécie começou no ano passado, quando morreu Angalifu, um rinoceronte branco que vivia no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos. Com a morte de Nabire, agora só existem mais quatro exemplares de rinocerontes brancos, uma fêmea idosa no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, e duas fêmeas e um macho na reserva Ol Pejeta Conservancy, no Quênia. Os biólogos torcem para que o único macho restante consiga se reproduzir com uma das fêmeas e evite que a espécie desapareça. Se surgirem filhotes, os rinocerontes poderão viver por, pelo menos, mais uma geração.
Nabire era um caso raro, nascida em cativeiro. Em 2009, os biólogos tchecos a levaram para o Quênia, esperando que o ambiente natural ajudasse na reprodução, mas o plano falhou.
Extinção em massa - O rinoceronte branco do norte é uma subespécie do rinoceronte branco que, nos anos 1960, contava com uma população de 2 000 indivíduos. Vinte anos depois, o número caiu drasticamente para apenas 15, principalmente por efeito da caça.
Na Ásia, indivíduos sem escrúpulo acreditam que seu chifre tem virtudes afrodisíacas, o que o faz altamente caro e cobiçado. A queda na quantidade de animais na natureza elevou o valor do chifre no mercado negro, motivo que, aliado à difícil reprodução da espécie, minou as tentativas de ambientalistas de salvar o animal.
De acordo com um estudo da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), feito no fim ano passado, o rinoceronte branco é uma das 4 529 espécies próximas de desaparecerem. De acordo com a análise, 41% dos anfíbios, 26% dos mamíferos e 13% dos pássaros do planeta podem sumir nos próximos anos, o que nos deixaria à beira da sexta extinção em massa dos animais. A última aconteceu há 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram varridos do planeta.
Outro estudo, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, divulgado em junho, estima que as extinções estão ocorrendo a um ritmo 100 vezes mais rápido do que os eventos anteriores de extinção. Para se ter uma ideia, entre 1600 e 1700 foram extintas 22 espécies de animais. Entre 1900 e 2010 esse número subiu para 477. Não fosse a ação do homem, no mesmo período ocorreriam apenas nove. Há vítimas entre todos os tipos de animais, dos rinocerontes aos peixes, dos tigres às tartarugas.

fonte: veja.abril.com.br

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Mudanças climáticas teriam extinto animais gigantes na Austrália


Novo estudo refuta hipótese de que os seres humanos teriam sido os responsáveis pela extinção desses animais pré-históricos


Acreditava-se que a chegada dos humanos ao território onde atualmente fica a Austrália, entre 50.000 e 40.000 anos atrás, teria determinado a extinção da maior parte dos animais gigantes que viviam na região. Uma nova pesquisa, que revisou as evidências existentes sobre o assunto, apresenta um contraponto a essa hipótese. Segundo o estudo, as mudanças climáticas seriam a causa da extinção da megafauna (conjunto de animais gigantes) local.

"A ideia de que os humanos causaram a extinção desses animais se baseia em suposições que têm se mostrado incorretas. Os humanos desempenharam um papel na extinção daquelas espécies que ainda tinham sobreviventes quando as pessoas chegaram, mas isso também precisa ser comprovado", diz Stephen Wroe, autor do estudo e professor da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. De acordo com ele, nunca houve evidências diretas de humanos caçando a megafauna na Austrália, nem mesmo de ferramentas apropriadas para a caça de animais desse porte.

Animais extintos – Cerca de 90 espécies gigantes habitavam a região, que inclui a Austrália continental, Nova Guiné e Tasmânia. Entre eles estavam o diprotodonte (Diprotodon), o maior marsupial que já existiu, com tamanho semelhante a um rinoceronte, o Procoptodon goliah, um tipo de canguru gigante, e o leão marsupial (Thylacoleo), de dentes afiados e tamanho semelhante ao de um leopardo.

De acordo com o artigo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), só há evidências de oito a 14 espécies de megafauna que ainda existiam quando o homem chegou à região. Cerca de 50 já estão fora dos registros fósseis dos últimos 130.000 anos.

Mudanças climáticas – De acordo com Wroe, estudos recentes sugerem que o desaparecimento da megafauna se deu durante dezenas, se não centenas de anos, e que foi impulsionado por mudanças climáticas drásticas.

Ainda segundo o pesquisador, as hipóteses de que os humanos seriam os culpados se baseavam nas práticas aborígenes de provocar queimadas nas florestas, mas esses estudos mostram que as queimadas se intensificaram antes da chegada dos humanos, e por isso estariam também relacionadas às mudanças climáticas.

Fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 25 de março de 2013

Estudo confirma que meteorito causou extinção dos dinossauros


Na medição mais precisa feita até agora, pesquisadores mostraram que o meteorito atingiu a Terra há 66.038.000 anos, pouco tempo antes da extinção. Um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science pretende pôr um ponto final na discussão sobre qual foi o evento que levou à extinção dos dinossauros. Há pelo menos 30 anos, a comunidade científica discute se a queda de um meteorito no México levou à grande extinção que aconteceu no final do período Cretáceo (período entre 145 e 65,5 milhões de anos atrás), há cerca de 66 milhões de anos, e causou o sumiço de todos os dinossauros não avianos (os dinossauros avianos, os pássaros, estão bem vivos por aí até hoje). Os novos dados obtidos pelos pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, são os mais precisos até agora e mostram que o meteorito atingiu a Terra há 66.038.000 anos, pouco antes da extinção. Segundo os cientistas, essa coincidência entre a data dos dois eventos mostra que eles, de fato, estão relacionados e que o impacto foi decisivo para a extinção em massa.       


O primeiro pesquisador a propor que a queda de um meteorito poderia ter levado à morte dos dinossauros foi Luis Alvarez, professor de Ciência Planetária da Universidade de Berkeley, ainda em 1980. Dez anos depois, cientistas descobriram a cratera Chicxulub no litoral mexicano. Com 177 quilômetros de largura, ela foi apontada como o provável  local de queda do meteorito.

No entanto, uma série de estudos posteriores colocaram a teoria em dúvida. Uma pesquisa apontou que o impacto teria acontecido 300.000 anos antes do desaparecimento repentino dos dinossauros. Outras pesquisas mostravam o contrário: que o meteorito havia caído cerca de 180.000 anos depois da extinção.

O estudo publicado nesta semana usou uma técnica de datação de alta precisão, que mede as quantidades de argônio e potássio em amostras de rochas para descobrir a idade do material. Os pesquisadores analisaram rochas formadas no mesmo período em que a extinção aconteceu e outras formadas após a queda do meteorito. Como resultado, descobriram que os eventos aconteceram em períodos próximos, com uma distância temporal de, no máximo, 32.000 anos. "Demonstramos que estes acontecimentos são muito próximos, razão pela qual sabemos que o impacto teve um papel maior na extinção dos dinossauros", diz Paul Renne, professor da Universidade de Berkeley e principal autor do estudo.

Os cientistas afirmam que o meteorito foi a causa principal da extinção, mas uma série de outros fatores podem ter colaborado para levar a isso. Fortes erupções vulcânicas na Índia, por exemplo, causaram alterações climáticas que teriam atingido todo o planeta. Longos períodos de frio intenso teriam levado à exaustão um grande número de ecossistemas ao redor da Terra, acostumados ao clima quente do período. Nesse caso, o impacto do meteorito teria apenas dado o golpe final em uma população que já começava a desaparecer.

Fonte: veja.abril.com.br