FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

terça-feira, 26 de março de 2013

Peixe-dinossauro: um “fóssil vivo”


Uma das maiores descobertas da zoologia no século 20 foi feita passo a passo. Tudo começou em 1938, quando um pescador fisgou um peixe diferente no Oceano Índico, na costa da África do Sul. O peixe era tão estranho que foi parar no museu marítimo local. Por comparações com fósseis, chegou-se a uma conclusão fantástica: tratava-se de um ser pré-histórico, o celacanto, originado há 410 milhões de anos e que se imaginava extinto há 65 milhões de anos. Chamada de “fóssil vivo”, a criatura é um parente próximo dos peixes que saíram do mar e se tornaram répteis em terra firme, dando origem, entre outras coisas, aos seres humanos. Mas o máximo que se sabia era sua idade aproximada.





No ano 2000, o cientista alemão Hans Fricke, um dos maiores estudiosos do celacanto, descobriu uma colônia inteira do peixe no fundo do mar, na costa da África do Sul, a mais de 200 metros de profundidade. Foi a primeira vez que se pôde observar vários peixes-dinossauros juntos. Sensores elétricos colocados nos celacantos permitiram estudar seus hábitos, que são bem diferentes dos de outras espécies marinhas e fluviais. Eles têm, por exemplo, um timing único entre os peixes. A cada final de tarde saem das cavernas onde moram, no mesmo horário, para buscar comida – geralmente, peixes pequenos. Também foi possível observar loco seus movimentos. E os cientistas envolvidos no estudo da evolução das espécies vibraram: as nadadeiras do peixe-dinossauro movem-se de um jeito parecido ao dos braços e pernas dos humanos.

Os celacantos também conseguem levantar um pouco a cabeça, graças a um simulacro de espinha dorsal – como nos mamíferos –, além de terem um rabo largo e comprido jamais visto antes em outro peixe. O celacanto pode medir mais de 1,5 metro e pesar 90 quilos. Os estudos continuam. Fricke e cientistas dos mais renomados centros de pesquisa do mundo agora querem descobrir como o celacanto conseguiu sobreviver ao fenômeno que provocou o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos, e de que forma ele se relaciona com a cadeia evolutiva que deu origem ao ser humano.

Os anfíbios em perigo


Os anfíbios são animais muito particulares. Vivem em ambiente terrestre, mas dependendo da água para sua reprodução. Alguns são de um beleza rara, com cores vivas de advertência aos predadores (são muito venenosos); outros, como certas espécies de sapos, com sua pele cheia de verrugas, provocando repulsa e temor em muitas pessoas.

Muitas espécies de anfíbios vivem exclusivamente nas florestas tropicais de todo o planeta; esse é um ecossistema muito adequado a eles, devido à sua alta umidade. Algumas espécies de rãs arborícolas chegam mesmo a se reproduzir em cima das árvores, pondo seus ovos na água da chuva que fica acumulada entre as folhas das plantas epífitas (como as bromélias, por exemplo).



Oophaga pumilio




Infelizmente, os pesquisadores têm constatado que várias espécies de anfíbios vêm sofrendo uma drástica diminuição no tamanho de suas populações, em todo o mundo. De início, pensou-se que isso seria devido às alterações climáticas promovidas pelos seres humanos nas últimas décadas. De fato, sabe-se que os ovos dos anfíbios e, em menor escala, também suas larvas e até mesmo os adultos, são particularmente sensíveis à radiação ultravioleta. Ora, com a destruição de parte da camada de ozônio que recobre a Terra, realmente tem ocorrido uma maior incidência de raios ultravioleta em determinadas regiões do globo. Esse fato poderia explicar o fenômeno da rarefação das populações de anfíbios nesses locais.

Mais recentemente, no entanto, outras descobertas vieram se somar a essa explicação. Ambas aparentemente, também estão ligadas à degradação ambiental promovida pelo ser humano. Em primeiro lugar, constatou-se nos últimos anos um grande aumento nos casos de infecções, entre determinadas espécies de anfíbios, pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Esses fungos provoca uma doença de pele, conhecida como quitridiomicose, que debilita enormemente os animais infectados. Não se sabe ao certo a razão para o aumento nos casos de infecção por esse fungo, mas há a suspeita de que isso se deva às alterações ambientais induzidas pela mão dos ser humano, particularmente o aquecimento global.

Em segundo lugar, os cientistas constataram recentemente que, para um anfíbio de pequeno porte, a derrubada de uma pequena parte da mata pode significar um problema muito grande. Isso porque os espaços abertos resultantes podem impedir que o animal se locomova até a água, para realizar sua reprodução. De fato, a destruição parcial do hábitat parece ser o fator mais importante para explicar o declínio populacional de muitas espécies de anfíbios da floresta. O problema é que essa destruição nem sempre precisa ser muito grande, do ponto de vista humano: bastam algumas dezenas de metros, como já dissemos. Para o anfíbio, uma nova estrada ou um pouco mais de mata derrubada para a lavoura podem ser, literalmente, o fim da linha.

Dimorfísmo sexual

Dimorfismo sexual é considerado quando há indivíduos do sexo masculino e feminino de uma espécie com características físicas, não sexuais,  diferentes. Podendo ocorrer em qualquer grupo de seres vivos, plantas, plantas, protistas ou animais.  A função destas diferenças, em muitos casos, está relacionada à luta dos indivíduos pelo direito de se reproduzir, usando tais caracteres para lutar por um(a) parceiro(a), ou impressioná-lo(a) com os seus dotes. Em algumas plantas, especificamente, as diferenças são puramente funcionais, e não competitivas.


Exemplo de dimorfismo



Nos seres humanos não se diz que existe a presença do dimorfismo sexual, pois as diferenças morfológicas entre ambos os sexos está relacionada com a presença de glândulas mamárias e quadris largos no sexo feminino, além de outras características menos evidentes, causadas pela diferença hormonal que há entre os sexos. Entretanto, sob efeito destes hormônios , caracteres masculinos podem manifestar-se numa mulher e vice-versa, evidenciando a expressão genética para estas características ditas “diferenciais” presente em ambos.

Resfriado e gripe são estágios diferentes da mesma doença?

Não. Ainda que resfriado e gripe sejam viroses muito semelhantes, elas são doenças provocadas por vírus de tipos distintos e cada um deles tem um desenvolvimento clínico próprio, ou seja, uma – a gripe – não é a complicação da outra – o resfriado.


                                       Resfriado


O resfriado é  uma infecção relativamente simples, que se caracteriza pela inflamação da mucosa do trato respiratório superior. Uma pessoa resfriada geralmente apresenta irritação da garganta, coriza (secreção nasal) e, eventualmente, febre baixa. O resfriado é causado por diversos vírus, que pertencem a cinco famílias diferentes ( os mais comuns são os adenovírus e os rinovírus).

Aparentemente, a forma mais comum de transmissão desses vírus é o contágio direto por meio das mãos ou de objetos contaminados por elas. Outra forma de contaminação acontece pelo ar. Ao respirar, uma pessoa resfriada espalha  no ar milhares de gotículas de saliva e muco contendo os vírus da doença. Se uma pessoa sadia respira esse as contaminado, alguns desses vírus podem entrar em contato com sua mucosa respiratória e a pessoa desenvolve a doença.

Em geral, o resfriado é uma infecção branda que dura poucos dias. No entanto, há casos em que ocorrem infecções bacterianas simultâneas ao resfriado ou logo após ele. Essas infecções são chamadas oportunistas, pois são facilitadas devido à inflamação da mucosa respiratório provocada pelo resfriamento. Entre elas são comuns a sinusite ( nos seios nasais – cavidades dos ossos frontais ), a laringite ( na laringe ), a otite ( na orelha ) e até a pneumonia ( nos pulmões ).

Tabela Gripe X Resfriado


                                                         Gripe

A gripe é uma infecção respiratória causada por vírus do tipo influenzae. Existem basicamente duas linhagens distintas do vírus da gripe, a A e a B, que são responsáveis pelas chamadas pandemias – epidemias de gripe que se espalham periodicamente por todo o planeta.

Uma terceira linhagem, o vírus influenzae do tipo C, causa uma infecção respiratória muito leve, semelhante ao resfriado, e não provoca epidemias. A “gripe suína”, que começou a se manifestar em 2009, é causada por uma gripe, denominada pelos especialistas de influenza do tipo A  (H1N1), surgida a partir de mutações ocorridas em vírus que provocam a gripe em humanos, aves e porcos.

O vírus influenzae se dissemina principalmente pelo ar, por meio de gotículas em suspensão lançadas pela tosse ou espirro de alguém gripado. Além dessa forma, também existe a possibilidade de contaminação pelas mãos, depois de tocar, por exemplo, as mãos de alguém que esteja gripado ou um objeto que tenha sido infectado.

O período de incubação do vírus – tempo entre o contágio e o início dos sistemas da doença –  é em geralmente de 1 a 2 dias. Depois disso, as manifestações respiratórias que se seguem são mais intensas do que as do resfriado: dores de garganta, obstrução nasal e tosse, acompanhadas de mal-estar generalizado, com dores musculares, dor de cabeça intensa e febre alta. Mais infecções bacterianas oportunistas, como sinusite, otite, faringite, bronquite e pneumonia.


Astronautas simulam viagem a Marte em deserto marroquino

Terminou nesta quinta-feira, 28/02/13, uma missão que isolou astronautas e técnicos, na maioria austríacos, no deserto de Merzuga, no sudeste de Marrocos. A experiência, que teve o apoio do governo marroquino e colaboração da Nasa, durou pouco menos de um mês e teve como objetivo imitar ao máximo as condições para exploração humana em Marte.


Durante a experiência, o grupo montou acampamento e treinou a troca de roupa convencional e uniformes espaciais, usados para conduzir veículos robóticos desenvolvidos para suportar as condições de pressão no planeta. Também utilizaram as roupas especiais para simular explorações de terreno, em treinos de mais de três horas. A experiência mostrou a enorme pressão física e psicológica que é sofrida dentro destes trajes espaciais, além da limitação de movimentos que ela representa para o astronauta.


A missão foi organizada e dirigida pelo Fórum Austríaco do Espaço (OEWF). De acordo com o diretor do OEWF, o cientista Gernot Grömer, o objetivo da missão é saber como se pode fazer uma boa exploração em Marte – testar os aparelhos existentes, ver as possíveis falhas e pensar nos instrumentos e capacidades necessários. “Foi uma das maiores e mais complexas missões já realizadas”, comemorou.


Experiência — Os cinco astronautas da missão receberam treinamento físico e psicológicos prévios. Também participaram das atividades um técnico em telecomunicações, um médico e mecânicos. Todos permaneceram em uma superfície de oito quilômetros quadrados, isolados das dunas do deserto pela Gendarmaria Real marroquina. Para imitar as dificuldades da missão, a tripulação recebeia os sinais acústicos 26 minutos depois da sua emissão, um atraso artificial feito para reproduzir as condições reais impostas pela distância entre a Terra e Marte.

Marrocos foi escolhido para o experimento porque, além de possuir características topográficas parecidas com os desertos marcianos, forneceu condições de segurança às equipes — o que excluiu os desertos da Líbia, por exemplo. O deserto de Merzuga está situado a 8.000 metros acima do nível do mar, com dunas de areia fina e alterações de superfícies planas e rochosas, similares ao que se conhece de Marte.

Todos os dados recolhidos nesta simulação serão analisados na base da OEWF na cidade de Innsbruck, na Áustria. Paralelamente à missão de Marrocos, que conta também com a coordenação do centro marroquino Ibn Battuta, o centro austríaco OEWF realizou uma simulação parecida em Utah, no oeste dos Estados Unidos.

Apesar de todos os esforços, uma viagem real ao planeta, segundo Grömer, está prevista para daqui a duas ou três décadas. Os resultados deste trabalho, no entanto, poderão ser utilizados como base para os próximos treinamentos, de acordo com a evolução e sofisticação dos equipamentos que, de fato, deverão ser usados em Marte.

Fonte: veja.abril.com.br