FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Insetos têm cérebros que diminuíram ao longo da evolução de espécies

Regiões cognitivas de insetos reduziram, enquanto nos animais vertebrados elas aumentaram.
A sociedade em que um indivíduo vive pode moldar a complexidade de seu cérebro. Um estudo publicado dia 16/06/2015, no veículo Proceedings of the Royal Society B., mostrou que, conforme o comportamento social evoluiu, as regiões do cérebro para o processamento cognitivo de alguns insetos diminuíram, oposto do que ocorre em vertebrados, animais com coluna vertebral e crânio, em que essas áreas cerebrais aumentam de acordo com a sociabilidade.



"Ao contar com companheiros de grupo, membros da colônia de insetos podem se dar ao luxo de fazer menos investimento cerebral individual. Isso é chamado de hipótese de cognição distribuída", disse Sean O'Donnell, entomologista e professor do Departamento de Ciência Ambiental da Universidade de Drexel, na Filadélfia.

Essencialmente, O'Donnell diz que os aspectos de cooperação ou de integração de colônias de insetos, como o compartilhamento de informações entre os companheiros do grupo, pode reduzir a necessidade de cognição individual, a aquisição pessoal de conhecimento. Em outras palavras, os insetos não se dedicam a ser mais inteligentes por si, visto que a inteligência coletiva é mais fundamental para a sobrevivência deles e da colônia. Com isso, em vez de desenvolver a própria mente, se dedicam a construir uma coletiva, capaz de executar, em conjunto, as tarefas mais complexas.

Já nos vertebrados, como seres humanos e cachorros, os ambientes sociais mais complexos geralmente exigem habilidades cognitivas individuais. Por isso, a evolução do cérebro segue via oposta.


Para analisar o cérebro dos pequenos insetos, os pesquisadores compararam as regiões cerebrais de 29 espécies de tamanhos variados, solitárias ou que vivem em colônias, de vespas da Costa Rica, do Equador e de Taiwan.


fonte: veja.abril.com.br

domingo, 14 de junho de 2015

Astrônomos encontram vidro em crateras de Marte

Estudo de cientistas americanos sugere que a substância pode trazer evidências de vida no passado do planeta.

A partir de imagens registradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), cientistas identificaram vidro nas crateras de Marte, substância que pode ser mais uma a trazer evidências de vida no solo do planeta. De acordo com os astrônomos Kevin Cannon e Jack Mustard, da Universidade Brown, nos Estados Unidos, a substância foi formada por efeito de um impacto violento, como o de um asteroide. Um estudo anterior sobre um choque semelhante na América do Sul encontrou moléculas orgânicas no vidro formado dessa forma. Está aí o atalho para concluir que esse pode ser um indício de que há ou houve vida no planeta vizinho.


A análise, publicada na última semana no periódico científico Geology, descreve como as informações trazidas pela sonda lançada em 2005 para detectar a presença de água em Marte revelou a substância, não esperada na busca dos pesquisadores. Para achar o vidro, astrofísicos mediram o espectro da luz refletida na superfície de Marte, pois só assim identificam os minerais e tipos de rochas no local, remoto. No entanto, não sabiam ao certo o que seria o material que estava refletindo luz em cor verde. À época já havia a hipótese de que poderia ser vidro.

Para tirar a dúvida, Cannon misturou em laboratório vários tipos de poeiras, similares a composição das rochas de Marte, e as colocou em um forno para que formassem vidro. Para checar como o objeto reflete luz, ele mediu o sinal espectral, medida técnica que aponta justamente esse tipo de comportamento de substâncias químicas. Com um algoritmo, comparou os sinais do vidro em laboratório e os enviados pelo veículo da Nasa. Ambos são semelhantes, trazendo evidências da existência do material nas entranhas das crateras.

Vida no vidro - Um estudo, conduzido em 2014 pelo cientista Peter Schultz, também da Universidade Brown, foi a motivação fundamental para publicar a pesquisa. Schultz encontrou, na Argentina, moléculas orgânicas em fragmentos de vidro, formadas há milhões de anos em consequência do impacto de um asteroide. Por isso, a presença da substância pode ser pista para rastrear vida na superfície de um planeta.

fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Você sabe que horas são? As moscas sabem

Moscas de fruta usam o tempo para escolher o que é melhor comer em cada momento.


Apesar de irritantes, as moscas-das-frutas podem ser mais espertas do que você pensa. Segundo uma pesquisa publicada na revista Cell Press, elas sabem determinar até qual é a hora do dia. Além disso, esses insetos aprendem a conectar diferentes aromas, dependendo da hora, com a recompensa de açúcar.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que, mesmos sendo pequenos, os insetos possuem surpreendentes habilidades mentais. "Se até mesmo a mosca-das-frutas, com o seu cérebro diminuto, tem a noção de tempo, a maioria dos animais também pode tê-la", disse um dos autores do estudo, o neurocientista Martin Heisenberg, do Centro Rudolf Virchow, na Alemanha.

Os pesquisadores treinaram moscas-das-frutas famintas para associar dois odores químicos diferentes com açúcar, na parte da manhã ou da tarde, em dois dias consecutivos. No terceiro dia, testaram a preferência dos insetos por um perfume ou a outro.

Os resultados não deixaram dúvidas: elas aprenderam a escolher o perfume preferido ao longo do dia. Moscas testadas na manhã preferiram o odor na parte da manhã, enquanto moscas testadas no período da tarde preferiram o desse período. A capacidade de contar o tempo manteve-se nos dois eventos, separados por um período de pelo menos quatro horas.

Os cientistas descobriram que a capacidade de manutenção do tempo dos insetos manteve-se tanto na escuridão constante quanto em um ciclo claro-escuro regular. Portanto, a conclusão é que as moscas-das-frutas podem usar o tempo como uma pista adicional para descobrir o que é bom para comer. É claro que elas não vão calcular a hora exata de acordo com os padrões humanos. Mas ao menos é certo que sabem se é dia, tarde ou noite.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 9 de maio de 2015

Cientistas chineses descobrem fósseis de pássaros de 130 milhões de anos

Encontrada na China, nova espécie teria o tamanho de um pardal e é o mais antigo parente das aves que conhecemos hoje.


Dois fósseis de 130 milhões de anos, encontrados na China, provam que as aves modernas apareceram mais cedo do que os cientistas tinham previsto. A nova espécie foi chamada de Archaeornithura meemannae e é a primeira representante da família Ornithurae, grupo que deu origem aos pássaros modernos. O estudo foi publicado na revista Nature.
Os fósseis foram encontradas por um grupo de cientistas durante uma expedição à província de Liaoning, no nordeste da China. Graças ao bom estado de conservação (contavam até com a plumagem), os pesquisadores conseguiram usar o material para concluir que as aves modernas apareceram há 130 milhões de anos, e não há 125 milhões, como se pensava até então.

O fóssil de pássaro mais antigo já encontrado, de 150 milhões de anos, é o da ave Archaeopteryx, uma evolução dos dinossauros do fim do período Jurássico. Após 25 milhões de anos, os pássaros foram divididos em duas espécies: os Enantiornithes e os Ornithurae -- o primeiro grupo foi extinto e o segundo deu origem às aves que conhecemos hoje. Os dois fósseis achados agora fazem parte da segunda família, provando que as aves modernas surgiram há pelo menos 130 milhões de anos.
A espécie A. meemannage tinha quase 15 centímetros de altura, hábitos aquáticos (caçava em áreas rasas), voava rapidamente e contava com pernas longas e penas nas asas, no rabo e até nos pés, o que sugere que pássaros com quatro asas podem ter existido. Os fósseis, inclusive, devem ajudar os cientistas na investigação sobre quando e como as aves começaram a voar.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 4 de abril de 2015

Sonda encontra luzes misteriosas em planeta anão Ceres

A sonda Dawn, da Nasa, detectou duas luzes piscando na superfície do objeto, e os cientistas ainda não sabem a explicação para o fenômeno.


A Nasa divulgou fotografias do planeta anão Ceres, feitas pela sonda Dawn a 46.000 quilômetros de distância do corpo celeste, localizado no cinturão de asteroides existente entre Marte e Júpiter. As imagens mostram duas luzes piscando na superfície do planetoide, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não têm explicação.
Chris Russell, principal investigador da missão, afirmou que os pontos brilhantes podem ser estruturas vulcânicas do planeta anão, mas que será preciso esperar fotografias com resolução melhor para tirar conclusões.
A sonda Dawn entrará na órbita de Ceres no dia 6 de março. "Os pontos brilhantes continuam sendo muito pequenos para a resolução da nossa câmera, mas, apesar do tamanho, são mais brilhantes do que qualquer coisa em Ceres", afirmou Andreas Nathues, principal pesquisador de uma das câmeras da sonda Dawn. "Isso é algo inesperado e um mistério para nós."
Lançada em 2007 pela Nasa, a Missão Dawn tem como objetivo orbitar os asteroides Vesta e Ceres para estudar sua estrutura interna, densidade, forma, tamanho, composição e massa, entre outros aspectos. Os dados ajudarão os cientistas a entender a história desses objetos e quais meteoritos encontrados na Terra vêm desses corpos.
Em agosto de 2011, a Missão Dawn orbitou o asteroide Vesta, ficando lá até setembro do ano seguinte. Ela fez mais de 30.000 imagens dele, assim como diversas medições e informações sobre sua composição geológica.

fonte: veja.abril.com.br