FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Reino Animalia


Os animais (ou metazoários) são organismos eucariontes, pluricelulares, heterótrofos, que usualmente se desenvolvem a partir de uma massa multicelular denominada blástula. Esta, por sua vez, é originada a partir de um zigoto diploide, resultante da fertilização de um óvulo por um espermatozoide.

Nos animais adultos, a multicelularidade resulta em grande número de tipos celulares distintos. Essas células com diferentes formas e funções agrupam-se formando variados tipos de tecidos, e estes, por sua vez reúnem-se formando os órgãos. A adesão e a comunicação entre as células, garantidas pela existência de diferenciações da membrana plasmática (como os desmossomos, por exemplo), também são características marcantes nos organismos animais.



Os animais distribuem-se pelos mais variados ambientes: no mar ou na água doce, em águas rasas ou profundas; em terra firme, seja em ambientes úmidos ou extremamente secos; e até mesmo no aéreo.
Adotam muitos e variados estilos de vida, participando dos ecossistemas como consumidores de diversos tipos (herbívoros, carnívoros, parasitas, saprófagos etc.). São de tamanhos muito variados, desde as microscópicas larvas que constituem o zooplâncton até as gigantescas baleias que dele se alimentam.

Os taxonomistas reconhecem a existência de 30 a 40 filos no Reino Animal. Alguns dos animais agrupados nesses filos são bem conhecidos pela maioria das pessoas, enquanto outros não fazem parte do nosso dia a dia. Popularmente os animais são  divididos em dois grandes grupos os “invertebrados” (animais que não apresentam uma coluna vertebral) e os “vertebrados” (animais que, tal como nós, apresentam um esqueleto cujo eixo principal é formado por uma coluna constituída por vértebras ósseas ou cartilaginosas). Essa divisão não corresponde a uma classificação baseada em critérios efetivamente científicos, mas, ainda assim, a separação entre “vertebrados” e “invertebrados” pode facilitar o estudo dos animais e, em determinadas circunstâncias lançaremos mão dela.

Reino Plantae

O Reino Plantae é representado por mais de 300mil espécies, cuja história evolutiva foi marcada pela grande capacidade adaptativa na conquista gradual e extensa do meio terrestre. Nessa conquista do ambiente terrestre, as plantas desenvolveram estruturas e mecanismos especiais capazes de superar problemas como a perda de água para o ar. Algumas dessas adaptações garantem a ocorrência da fundação; nos grupos mais antigos, esse processo depende de água do meio ou de líquido secretados pelos órgãos femininos para possibilitar o encontro dos gametas. Nos grupos mais recentes, essa dependência de água para a fecundação é muito reduzida ou até mesmo ausente.




As plantas podem ser caracterizadas como organismos eucariontes, pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes. Nelas, as clorofilas e outros pigmentos relacionados à fotossíntese se localizam no interior de plastos. A parede celular é de celulose e o amido é a principal substância de reserva, armazenado na forma de grãos insolúveis. O ciclo de vida das plantas é caracterizado por duas fases: uma diploide, em que a planta se reproduz por esporos (fase de esporófito); e outra haploide, na qual são produzidos gametas (fase de gametófito), sendo, portanto, sexuada. Há uma alternância obrigatória entre essas duas fases, e a meiose sempre ocorre na formação dos esporos (meiose espórica).

Da reprodução sexuada resulta um embrião, que originará o esporófito adulto. Esse embrião é alimentado e protegido no interior do gametófito (geração haploide). Por essa razão, as plantas também são denominadas embriófitas, em contraposição às algas pluricelulares, chamadas de talófitas, nas quais o zigoto se desenvolve em um talo de formas variadas.

Reino Protoctista


O Reino Protoctista, como já vimos, abriga organismos com estruturas e modos de vida bastante variados. Alguns são unicelulares, enquanto outros são pluricelulares; algumas espécies são autótrofas, outras, heterótrofas. A maioria das espécies descritas é de ambiente aquático, vivendo no mar ou na água doce; alguns habitam os fluidos corporais de outros organismos, em associação de mutualismo ou parasitismo.



Os protoctistas são seres eucariontes; suas células apresentam, portanto, um núcleo organizado, provido de carioteca, além de numerosas organelas. As espécies autótrofas têm em suas células plastos com pigmentos fotossintetizantes variados. A parede celular pode apresentar diferentes composições, podendo ser de celulose, pectina ou sílica. A locomoção é realizada por undulipódios (“flagelos” e “cílios”), com estruturas de microtúbulos.

O tipo de reprodução mais comum é a assexuada por bipartição, que pode ocorrer em diferentes planos do corpo celular. Há também a reprodução sexuada; nesse caso, os gametas se movem por pseudópodes ou por “flagelos”. Nas algas pluricelulares há ciclos vitais complexos, com reproduções sexuada (por gametas) e assexuada (por esporos). Para facilitar o estudo dos protoctistas, optamos por uma simplificação estrema, reunido seus filos em três categorias: os autótrofos unicelulares (algas simples, microscópicas), os autótrofos pluricelulares (algas macroscópicas) e os heterótrofos (protozoários já foram considerados animais, ideia esta ultrapassada, mas que persiste no nome do grupo (proto = primitivo; zoo = animal).

Reino Monera

O reino monera abriga exclusivamente organismos unicelulares procariontes. Nesse reino estão agrupados dois tipos distintos de organismos: as eubactérias (ou bactéria) e as arqueobactérias (ou archea). Estes grupos são geneticamente tão diferentes entre si, quanto cada um deles em relação aos eucariontes. Por causa disso, alguns cientistas acreditam ser mais adequado conferir o status de reino a cada um desses grupos de procariontes. Basta notar, poe exemplo, que seu DNA, da mesma forma que nos eucariontes, está associados a uma categoria de proteínas, as histonas.



Não priorizaremos, aqui, o status taxonômico desses organismos. Por conveniência, adotaremos a ideia de um único reino (Monera) subdividido em dois grupos: o das arqueobactérias e o das eubactérias. Os organismos do Reino Monera apresentam uma incrível diversidade, tanto em termos estruturais como filosóficos. Veja alguns exemplos dessa diversidade:

Fonte de energia: alguns moneras utilizam a energia solar; outros, ainda, obtêm energia oxidando substãncias inorgânicas, como sulfetos ou amônia.

Fontes de carbono e nitrogênio: determinadas bactérias obtêm carbono do gás carbônico; outras, do monóxido de carbono; outras, do metano ou, ainda, de algumas moléculas complexas, como açúcar, gorduras e proteínas ou ácidos nucleicos.

Embora todas as bactérias necessitem de água para seu metabolismo, há espécies que suportam sua ausência por longos períodos. Para isso, elas se transformam es esporos – formas de resistência -, que têm um metabolismo extremamente baixo.

Biólogos identificam duas novas espécies de lêmures


Animais endêmicos de Madagascar estão entre os menores primatas do mundo e os mais ameaçados de extinção.

Biólogos alemães identificaram nas florestas de Madagascar duas novas espécies de lêmures do gênero Microcebus, que reúne as menores espécies de primatas do mundo —  e também as mais ameaçadas de extinção. Os animais foram descritos, após análises genéticas e morfológicas, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira na revista International Journal of Primatology.


Os lêmures foram descobertos durante visitas de campo realizadas por pesquisadores do Centro de Primatas da Alemanha à ilha de Madagascar entre 2003 e 2007. Segundo os biólogos, os animais são minúsculos, pesando menos de cem gramas. A espécie Microcebus tanosi tem a cabeça vermelha e pelos marrons e negros pelo corpo. Na barriga, seus pelos são castanhos e cinzas. Já o Microcebus marohita possui uma cauda longa e espessa e grandes patas traseiras.


Ameaça - Por causa do isolamento geográfico de Madagascar, todos os seus primatas, 90% de suas plantas e 80% de seus anfíbios e répteis são espécies endêmicas – ou seja, só são encontradas na ilha. Os lêmures, por exemplo, não existem fora dali. Na última década, com as pesquisas realizadas na região,  o número de espécies identificadas de lêmures mais que triplicou.

A floresta onde as duas novas espécies foram encontradas sofreu grande degradação na última década, fazendo com que a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) colocasse uma das novas espécies na lista das ameaçadas de extinção antes mesmo que ela tivesse sido formalmente descrita pelos pesquisadores. A situação de degradação na ilha é tão devastadora que um relatório publicado no ano passado pela entidade destacou que o lêmure mais raro do mundo, o lêmure-esportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), não contava com mais de dezenove espécimes vivos.

Fonte:veja.abril.com.br