quarta-feira, 27 de março de 2013
Reino Animalia
Os animais (ou metazoários) são organismos eucariontes,
pluricelulares, heterótrofos, que usualmente se desenvolvem a partir de uma
massa multicelular denominada blástula. Esta, por sua vez, é originada a partir
de um zigoto diploide, resultante da fertilização de um óvulo por um
espermatozoide.
Nos animais adultos, a multicelularidade resulta em grande
número de tipos celulares distintos. Essas células com diferentes formas e
funções agrupam-se formando variados tipos de tecidos, e estes, por sua vez
reúnem-se formando os órgãos. A adesão e a comunicação entre as células,
garantidas pela existência de diferenciações da membrana plasmática (como os
desmossomos, por exemplo), também são características marcantes nos organismos animais.
Os animais distribuem-se pelos mais variados ambientes: no
mar ou na água doce, em águas rasas ou profundas; em terra firme, seja em
ambientes úmidos ou extremamente secos; e até mesmo no aéreo.
Adotam muitos e variados estilos de vida, participando dos
ecossistemas como consumidores de diversos tipos (herbívoros, carnívoros,
parasitas, saprófagos etc.). São de tamanhos muito variados, desde as microscópicas
larvas que constituem o zooplâncton até as gigantescas baleias que dele se
alimentam.
Os taxonomistas reconhecem a existência de 30 a 40 filos no Reino Animal.
Alguns dos animais agrupados nesses filos são bem conhecidos pela maioria das
pessoas, enquanto outros não fazem parte do nosso dia a dia. Popularmente os
animais são divididos em dois grandes
grupos os “invertebrados” (animais que não apresentam uma coluna vertebral) e
os “vertebrados” (animais que, tal como nós, apresentam um esqueleto cujo eixo
principal é formado por uma coluna constituída por vértebras ósseas ou
cartilaginosas). Essa divisão não corresponde a uma classificação baseada em
critérios efetivamente científicos, mas, ainda assim, a separação entre
“vertebrados” e “invertebrados” pode facilitar o estudo dos animais e, em
determinadas circunstâncias lançaremos mão dela.
Reino Plantae
O Reino Plantae é representado por mais de 300mil espécies, cuja
história evolutiva foi marcada pela grande capacidade adaptativa na
conquista gradual e extensa do meio terrestre. Nessa conquista do
ambiente terrestre, as plantas desenvolveram estruturas e mecanismos
especiais capazes de superar problemas como a perda de água para o ar.
Algumas dessas adaptações garantem a ocorrência da fundação; nos grupos
mais antigos, esse processo depende de água do meio ou de líquido
secretados pelos órgãos femininos para possibilitar o encontro dos
gametas. Nos grupos mais recentes, essa dependência de água para a
fecundação é muito reduzida ou até mesmo ausente.
As plantas podem ser caracterizadas como organismos eucariontes, pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes. Nelas, as clorofilas e outros pigmentos relacionados à fotossíntese se localizam no interior de plastos. A parede celular é de celulose e o amido é a principal substância de reserva, armazenado na forma de grãos insolúveis. O ciclo de vida das plantas é caracterizado por duas fases: uma diploide, em que a planta se reproduz por esporos (fase de esporófito); e outra haploide, na qual são produzidos gametas (fase de gametófito), sendo, portanto, sexuada. Há uma alternância obrigatória entre essas duas fases, e a meiose sempre ocorre na formação dos esporos (meiose espórica).
Da reprodução sexuada resulta um embrião, que originará o esporófito adulto. Esse embrião é alimentado e protegido no interior do gametófito (geração haploide). Por essa razão, as plantas também são denominadas embriófitas, em contraposição às algas pluricelulares, chamadas de talófitas, nas quais o zigoto se desenvolve em um talo de formas variadas.
As plantas podem ser caracterizadas como organismos eucariontes, pluricelulares e autótrofos fotossintetizantes. Nelas, as clorofilas e outros pigmentos relacionados à fotossíntese se localizam no interior de plastos. A parede celular é de celulose e o amido é a principal substância de reserva, armazenado na forma de grãos insolúveis. O ciclo de vida das plantas é caracterizado por duas fases: uma diploide, em que a planta se reproduz por esporos (fase de esporófito); e outra haploide, na qual são produzidos gametas (fase de gametófito), sendo, portanto, sexuada. Há uma alternância obrigatória entre essas duas fases, e a meiose sempre ocorre na formação dos esporos (meiose espórica).
Da reprodução sexuada resulta um embrião, que originará o esporófito adulto. Esse embrião é alimentado e protegido no interior do gametófito (geração haploide). Por essa razão, as plantas também são denominadas embriófitas, em contraposição às algas pluricelulares, chamadas de talófitas, nas quais o zigoto se desenvolve em um talo de formas variadas.
Reino Protoctista
O Reino Protoctista, como já vimos, abriga organismos com estruturas e modos de vida bastante variados. Alguns são unicelulares, enquanto outros são pluricelulares; algumas espécies são autótrofas, outras, heterótrofas. A maioria das espécies descritas é de ambiente aquático, vivendo no mar ou na água doce; alguns habitam os fluidos corporais de outros organismos, em associação de mutualismo ou parasitismo.
Os protoctistas são seres eucariontes; suas células apresentam, portanto, um núcleo organizado, provido de carioteca, além de numerosas organelas. As espécies autótrofas têm em suas células plastos com pigmentos fotossintetizantes variados. A parede celular pode apresentar diferentes composições, podendo ser de celulose, pectina ou sílica. A locomoção é realizada por undulipódios (“flagelos” e “cílios”), com estruturas de microtúbulos.
O tipo de reprodução mais comum é a assexuada por bipartição, que pode ocorrer em diferentes planos do corpo celular. Há também a reprodução sexuada; nesse caso, os gametas se movem por pseudópodes ou por “flagelos”. Nas algas pluricelulares há ciclos vitais complexos, com reproduções sexuada (por gametas) e assexuada (por esporos). Para facilitar o estudo dos protoctistas, optamos por uma simplificação estrema, reunido seus filos em três categorias: os autótrofos unicelulares (algas simples, microscópicas), os autótrofos pluricelulares (algas macroscópicas) e os heterótrofos (protozoários já foram considerados animais, ideia esta ultrapassada, mas que persiste no nome do grupo (proto = primitivo; zoo = animal).
Reino Monera
O reino monera abriga exclusivamente organismos unicelulares
procariontes. Nesse reino estão agrupados dois tipos distintos de
organismos: as eubactérias (ou bactéria) e as arqueobactérias (ou
archea). Estes grupos são geneticamente tão diferentes entre si, quanto
cada um deles em relação aos eucariontes. Por causa disso, alguns
cientistas acreditam ser mais adequado conferir o status de reino a cada
um desses grupos de procariontes. Basta notar, poe exemplo, que seu
DNA, da mesma forma que nos eucariontes, está associados a uma categoria
de proteínas, as histonas.
Não priorizaremos, aqui, o status taxonômico desses organismos. Por conveniência, adotaremos a ideia de um único reino (Monera) subdividido em dois grupos: o das arqueobactérias e o das eubactérias. Os organismos do Reino Monera apresentam uma incrível diversidade, tanto em termos estruturais como filosóficos. Veja alguns exemplos dessa diversidade:
Fonte de energia: alguns moneras utilizam a energia solar; outros, ainda, obtêm energia oxidando substãncias inorgânicas, como sulfetos ou amônia.
Fontes de carbono e nitrogênio: determinadas bactérias obtêm carbono do gás carbônico; outras, do monóxido de carbono; outras, do metano ou, ainda, de algumas moléculas complexas, como açúcar, gorduras e proteínas ou ácidos nucleicos.
Embora todas as bactérias necessitem de água para seu metabolismo, há espécies que suportam sua ausência por longos períodos. Para isso, elas se transformam es esporos – formas de resistência -, que têm um metabolismo extremamente baixo.
Não priorizaremos, aqui, o status taxonômico desses organismos. Por conveniência, adotaremos a ideia de um único reino (Monera) subdividido em dois grupos: o das arqueobactérias e o das eubactérias. Os organismos do Reino Monera apresentam uma incrível diversidade, tanto em termos estruturais como filosóficos. Veja alguns exemplos dessa diversidade:
Fonte de energia: alguns moneras utilizam a energia solar; outros, ainda, obtêm energia oxidando substãncias inorgânicas, como sulfetos ou amônia.
Fontes de carbono e nitrogênio: determinadas bactérias obtêm carbono do gás carbônico; outras, do monóxido de carbono; outras, do metano ou, ainda, de algumas moléculas complexas, como açúcar, gorduras e proteínas ou ácidos nucleicos.
Embora todas as bactérias necessitem de água para seu metabolismo, há espécies que suportam sua ausência por longos períodos. Para isso, elas se transformam es esporos – formas de resistência -, que têm um metabolismo extremamente baixo.
Biólogos identificam duas novas espécies de lêmures
Animais endêmicos de Madagascar estão entre os menores
primatas do mundo e os mais ameaçados de extinção.
Biólogos alemães identificaram nas florestas de Madagascar
duas novas espécies de lêmures do gênero Microcebus, que reúne as menores
espécies de primatas do mundo — e também
as mais ameaçadas de extinção. Os animais foram descritos, após análises
genéticas e morfológicas, em uma pesquisa publicada nesta terça-feira na
revista International Journal of Primatology.
Os lêmures foram descobertos durante visitas de campo
realizadas por pesquisadores do Centro de Primatas da Alemanha à ilha de
Madagascar entre 2003 e 2007. Segundo os biólogos, os animais são minúsculos,
pesando menos de cem gramas. A espécie Microcebus tanosi tem a cabeça vermelha
e pelos marrons e negros pelo corpo. Na barriga, seus pelos são castanhos e
cinzas. Já o Microcebus marohita possui uma cauda longa e espessa e grandes
patas traseiras.
Ameaça - Por causa do isolamento geográfico de Madagascar,
todos os seus primatas, 90% de suas plantas e 80% de seus anfíbios e répteis
são espécies endêmicas – ou seja, só são encontradas na ilha. Os lêmures, por
exemplo, não existem fora dali. Na última década, com as pesquisas realizadas
na região, o número de espécies
identificadas de lêmures mais que triplicou.
A floresta onde as duas novas espécies foram encontradas
sofreu grande degradação na última década, fazendo com que a União
Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês)
colocasse uma das novas espécies na lista das ameaçadas de extinção antes mesmo
que ela tivesse sido formalmente descrita pelos pesquisadores. A situação de
degradação na ilha é tão devastadora que um relatório publicado no ano passado
pela entidade destacou que o lêmure mais raro do mundo, o
lêmure-esportivo-do-norte (Lepilemur septentrionalis), não contava com mais de
dezenove espécimes vivos.
Fonte:veja.abril.com.br
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