FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

sexta-feira, 29 de março de 2013

Algas


Protoctistas autótrofos unicelulares 
São as algas simples, na maioria planctônicas, que merecem destaque pela importância nos ecossistemas aquáticos, onde constituem a base da teia alimentar. Por meio da fotossíntese, são responsáveis pela liberação de grandes quantidades de gás oxigênio na atmosfera.



Protoctistas autótrofos pluricelulares 
As algas pluricelulares não apresentam uma categoria taxonômica, ou seja, um grupo de classificação. “Alga” é um termo mais amplo, que reúne organismos cujo corpo é chamado de talo. Eventualmente aplica-se a denominação genética de talófitas em referência às algas macroscópicas como um todo. Esses organismos são classificados em três filos: o das clorofíceas (algas verdes), o das feofíceas (algas pardas) e o das rodofíceas (algas vermelhas).
                                                                Alga parda


Alga verde

Alga vermelha

talo pode assumir formas variadas, desde simples filamentos a largas ou longas lâminas, ramificadas ou não, porém sem uma diferenciação em raízes caules e folhas, o que distingue as algas dos vegetais (Reino Plantae). Esses últimos, por sua vez, também são organismos pluricelulares autótrofos, porém estruturalmente mais complexos.





quinta-feira, 28 de março de 2013

Eubactérias


Esse grupo reúne a maioria das bactérias conhecidas e apresentam uma enorme variedade de formas e de metabolismo. São seres vivos minúsculos, extremamente resistente e com uma incrível capacidade reprodutora, pois, em condições ideais, algumas espécies podem se duplicar a cada 20 minutos. Ocorre no ar, no solo, na água, em materiais em decomposição, em objetos e no exterior e no interior de quase todos os seres vivos, estabelecendo com eles relações de diversos tipos, como o parasitismo e o mutualismo.



As células bacterianas são muito pequenas, da ordem de 1 µm (1 µm = 0,001 mm), apresentando-se isoladamente ou em colônias globosas e filamentares. Assim, embora possam ser visualizadas ao microscópio óptico, sua estrutura só pode ser bem estudada ao microscópio eletrônico, com milhares de vezes de aumento. A célula bacteriana é procariótica, pois o seu material genético não fica no interior de um núcleo, sendo representada por um único longo filamento de DNA em anel, localizado em uma região chamada nucleoide. Além disso, ela possui plasmídios, que são pequenos anéis de DNA dispersos no citoplasma, onde há também muitos ribossomos.


Na região média da célula pode haver uma espécie de prega filamentar da membrana plasmática, o mesossomo, que participa da separação do material genético (DNA) durante a reprodução por bipartição. A parede celular das eubactérias, mais externa em relação à membrana plasmática, é constituída por peptidioglicanas. Essa composição química a difere da parede celular das arqueobactérias e também daqueles encontradas nas células das plantas e dos fungos, que são constituídas, respectivamente, por celulose e quitina.

Além da parede celular, muitas espécies de eubactérias também apresentam uma membrana externa, constituída por uma mistura de polissacarídeos e fosfolipídeos. Algumas espécies possuem, ainda, outra camada revestindo a célula, a última camada é composta principalmente por polissacarídeos e tem funções variadas, como a proteção da célula e a aderência a um substrato. As diferenças na composição da parede das eubactérias, como a maior ou menor quantidade de peptidioglicanas e a presença ou não de um membrana externa, faz com que as eubactérias reajam de dois modos distintos a um método de coloração chamado método de Gram. Por meio desse procedimento, distinguem-se as bactérias Gram positivas, que se coram em violeta,e as bactérias Gram negativas, que adquirem a coloração vermelha. Essa distinção é de grande utilidade na Medicina, pois, no caso de infecção bacterianas, as diferenças na estrutura celular desses dois tipos de bactérias levam a condutas específicas de tratamento.

Arqueobactérias

Morfologicamente, as arqueobactérias diferem das eubactérias em alguns aspectos fundamentais. A maioria das espécies dos dois grupos apresentam uma parede celular. No entanto, sua constituição química é bastante variada. A parede das arqueobactérias pode ser composta por polissacarídeos, glicoproteínas ou proteínas. As eubactérias, por sua vez, têm na sua parede uma categoria de substâncias chamadas de peptideoglicanas. As arqueobactérias se diferenciam das eubactérias, portanto, por não apresentarem peptideoglicanas na sua parede.


Além disso, enquanto as eubactérias assumem muitos estilos de vida diferentes, pode-se afirmar que a maioria das arqueobactérias são autótrofos quimiossintetizantes (ou quimioautótrofas). Os cientistas reconhecem atualmente a existência de quatro tipos principais de arqueobactérias, de acordo com a forma de obtenção de energia e o ambiente em que são encontradas:


  1. as metanogênicas (produtoras de metano), que são anaeróbias e encontradas no sistema digestório de ruminantes – onde auxiliam na digestão da celulose -, além pântanos, nos sedimentos do fundo de lagoas de lagos e mares e próximo a fendas vulcânicas, suportando altas temperaturas;
  2. as halófilas (halo = sal; filo = afinidade), em sua maioria , aeróbias e fotossintetizantes, e que vivem em ambientes com alta concentração de sais e de PH extremamente alcalino. Muitas espécies desse grupo apresentam um pigmento fotossintetizante único, a bacteriorodopsina (ou rodopsina bacteriana);
  3. as sulforredultoras (ou seja, redutoras de sulfeto), que são anaeróbios e que podem ser encontradas, por exemplo, em poças próximas a fendas vulcânicas, tal como as arqueobactérias. Assim, também são capazes de suportar altas temperaturas.
  4. as termoacidófilas, que realizam a oxidação de compostos sulfurosos e que quase sempre são anaeróbias. Como as metanogênicas e as sulforredutoras, vivem nos arredores de fendas vulcânicas e estão adaptadas a altas temperaturas. Além disso mostram preferência por ambientes extremamente ácidos.

Pesquisadores criam capa da invisibilidade ultrafina


Tecnologia só foi testada com micro-ondas, mas cientistas acreditam que em breve poderão experimentar seus resultados no espectro da luz visível

As tecnologias de invisibilidade passaram por grandes avanços na última década. Mesmo assim, ainda estão longe do que é visto no cinema: os dispositivos ainda são volumosos, pouco flexíveis e em geral só funcionam para "esconder" formas geométricas — muito diferente da capa de invisibilidade da série Harry Potter, por exemplo.

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, deram um passo importante ao apresentar um manto maleável, com a espessura aproximada de um fio de cabelo. A tecnologia só foi testada para micro-ondas, mas os pesquisadores acreditam que em breve poderão experimentar seus resultados no espectro da luz visível. Um estudo foi publicado na edição desta terça-feira da revista New Journal of Physics.


A capa desenvolvida pelos cientistas é feita a partir de fios de cobre afixados em um filme de policarbonato de apenas 100 micrômetros (o que equivale a um décimo de milímetro), arranjados em um formato de rede com fitas verticais e circulares. O manto foi usado para tornar um cilindro de 18 centímetros invisível a micro-ondas na frequência de 3,6 Gigahertz. Durante os testes, sensores instalados de todos os lados do cilindro foram incapazes de perceber sua existência.

Os pesquisadores preveem que a flexibilidade inerente ao formato do manto permita que ele seja usado para esconder um grande número de objetos de formatos assimétricos, ao contrário do que acontece com a grande maioria das tecnologias desenvolvidas até hoje

Invisibilidade – Os objetos são detectados conforme o reflexo das ondas — podem ser de luz, raios-x, micro-ondas ou até som — em sua superfície. Um objeto só é enxergado, por exemplo, quando os raios de luz visível são refletidos em direção aos olhos do observador.

Os estudos anteriores sobre dispositivos de invisibilidade se baseavam no desenvolvimento de materiais capazes de desviar os raios de luz ao redor de um objeto, impedindo sua reflexão. Assim, os pesquisadores criavam a ilusão de que ele não estava ali. Essa tecnologia, no entanto, ainda resulta em dispositivos grandes e poucos adaptáveis.

O novo método usa as ondas refletidas pelo próprio manto para anular as ondas refletidas pelo objeto coberto. "Os campos da capa e do objeto se cancelam, e o efeito geral é de transparência", diz Andrea Alu, autor do estudo.

Segundo os pesquisadores, as vantagens do manto em comparação às tecnologias mais antigas é justamente sua flexibilidade — ele pode ser usado em vários tipos de materiais sem precisar de grandes adaptações. Além disso, é de fácil fabricação e pode funcionar com diferentes tipos de onda.

A tecnologia foi primeiro testada em micro-ondas, raios invisíveis ao olho humano, usados em radares e nas telecomunicações. O próximo desafio é usar o manto para esconder um objeto no espectro da luz visível. É um desafio e tanto. O tamanho dos objetos que podem ser escondidos com esse método muda conforme o comprimento de onda. Por enquanto, os cientistas preveem que, trabalhando com luz visível, só poderão esconder objetos do tamanho de micrometros.



quarta-feira, 27 de março de 2013

Estudo mostra que indicadores utilizados em políticas de preservação da Amazônia são pouco eficazes


Cientistas não encontram relação entre o estado real de conservação e a previsão fornecida por ferramenta criada para assessorar investimentos
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no Brasil, estão questionando os indicadores utilizados atualmente para nortear a política de investimentos em áreas de preservação da Amazônia. Em um estudo publicado no periódico Environmental Research Letters, os autores mostram que não há uma associação significativa entre o estado de conservação de áreas e a previsão fornecida pela ferramenta Rapid Assessment and Prioritisation of Protected Area Management (Rappam).


Atualmente presente em mais de 50 países, o Rappam foi desenvolvido pelo World Wide Fund for Nature (WWF) que tem como objetivo ajudar a priorizar intervenções para melhorar o gerenciamento de áreas de preservação.  Ele funciona por meio de questionários enviados aos gestores das áreas preservadas, que devem avaliar 90 quesitos.

“Existem duas explicações possíveis para nossos resultados: ou o Rappam não mede corretamente os fatores ou o está medindo fatores que não são importantes para o sucesso da preservação das áreas”, explica Christoph Nolte, um dos autores do estudo.

Os pesquisadores analisaram 66 áreas de preservação na Amazônia brasileira e as compararam com uma parcela de floresta semelhante, fora da área de preservação. Utilizando imagens de satélites, eles calcularam os níveis de devastação em cada uma dessas áreas e, assim, estimaram a quantidade de devastação que cada uma teria sofrido se não fosse protegida.

Diante disso, os autores verificaram se as pontuações fornecidas pela ferramenta estavam relacionadas ao sucesso em evitar a devastação apresentado pelas diferentes regiões. Os resultados, porém, mostraram que não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre o desflorestamento evitado e os indicadores que, de acordo com o Rappam, tornam uma região alvo prioritário de investimentos de conservação, como orçamento, equipe e ferramentas.

Disputa por terra — O único indicador do Rappam que foi fortemente relacionado à capacidade de evitar a devastação ambiental foi a ausência de conflitos pela posse da terra. Quando não havia disputas pelo território, o sucesso da região em evitar o desmatamento era maior. Para os autores, isso significa que os conflitos pela posse da terra podem ser um fator tão importante que acabe tirando o impacto dos demais.

Fonte: veja.abril.com.br