FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Questões de Citologia


  • Pergunta: Identifique a opção que enumera as organelas celulares presentes em células vegetais e as associa corretamente com suas funções na célula vegetal. 

(A) Mitocôndria-respiração; centríolos-orientação da divisão; cloroplasto-fotossíntese.
(B) Vacúolo-acúmulo de água; ribossomo-respiração; cloroplasto-fotossíntese.
(C) Cloroplasto-fotossíntese; mitocôndria-respiração; ribossomos-digestão.
(D) Mitocôndria-fotossíntese; cloroplasto-respiração; ribossomos-síntese protéica.
(E) Membrana celular-revestimento; mitocôndria-respiração; cloroplasto-fotossíntese.

resposta:(E) Membrana celular-revestimento; mitocôndria-respiração; cloroplasto-fotossíntese.
Das organelas citadas as células vegetais só não apresentam centríolos; as mitocôndrias estão relacionadas à respiração celular, os cloroplastos à fotossíntese, os ribossomos à síntese protéica, os vacúolos ao acúmulo de água e outros produtos e a membrana celular ao revestimento e trocas com o ambiente



  • pergunta:Numa célula especializada na produção de energia espera-se encontrar grande número de:

    a) cílios
    b) mitocôndrias
    c) nucléolos
    d) ribossomos
    e) corpos de Golgi

    resposta:B

  • pergunta:Nas células, a função de secreção está reservada:

    a) ao aparelho de Golgi
    b) às mitocôndrias
    c) ao retículo endoplasmático
    d) aos ribossomos
    e) aos lisossomos


    resposta:A

  • pergunta:O modelo abaixo representa a configuração molecular da membrana celular, segundo Singer e Nicholson. Acerca do modelo proposto, assinale a alternativa incorreta.



    a) O algarismo 1 assinala a extremidade polar (hidrófila) das moléculas lipídicas.
    b) O algarismo 2 assinala a extremidade apolar (hidrófoba) das moléculas lipídicas.
    c) O algarismo 3 assinala uma molécula de proteína.
    d) O algarismo 4 assinala uma molécula de proteína que faz parte do glicocálix.
    e) O algarismo 5 assinala uma proteína extrínseca à estrutura da membrana.

    resposta:Letra D

  • pergunta:A membrana plasmática, apesar de invisível ao microscópio óptico, está presente:

    a) em todas as células, seja ela procariótica ou eucariótica.
    b) apenas nas células animais.
    c) apenas nas células vegetais.
    d) apenas nas células dos eucariontes.
    e) apenas nas células dos procariontes.

    resposta:A

  • pergunta:Quimicamente, a membrana celular é constituída principalmente por:

    a) acetonas e ácidos graxos.
    b) carboidratos e ácidos nucleicos.
    c) celobiose e aldeídos.
    d) proteínas e lipídios.
    e) RNA e DNA.

    resposta:D

  • pergunta:A membrana plasmática é constituída de uma bicamada de fosfolipídeos, onde estão mergulhadas moléculas de proteínas globulares. As proteínas aí encontradas:

    a) estão dispostas externamente, formando uma capa que delimita o volume celular e mantém a diferença de composição molecular entre os meios intra e extracelular.
    b) apresentam disposição fixa, o que possibilita sua ação no transporte de íons e moléculas através da membrana.
    c) têm movimentação livre no plano da membrana, o que permite atuarem como receptores de sinais.
    d) dispõem-se na região mais interna, sendo responsáveis pela maior permeabilidade da membrana a moléculas hidrofóbicas.
    e) localizam-se entre as duas camadas de fosfolipídeos, funcionando como um citoesqueleto, que determina a morfologia celular.

    resposta:C

  • pergunta:Os seres vivos, exceto os vírus, apresentam estrutura celular. Entretanto, não há nada que corresponda a uma célula típica, pois, tanto os organismos unicelulares como as células dos vários tecidos dos pluricelulares são muito diferentes entre si. Apesar dessa enorme variedade, todas as células vivas apresentam o seguinte componente:

    a) retículo endoplasmático.
    b) membrana plasmática.
    c) aparelho de Golgi.
    d) mitocôndria.
    e) cloroplasto.

    resposta:B

  • pergunta:As células animais apresentam um revestimento externo específico, que facilita sua aderência, assim como reações a partículas estranhas, como, por exemplo, as células de um órgão transplantado. Esse revestimento é denominado:

    a) membrana celulósica.
    b) glicocálix.
    c) microvilosidades.
    d) interdigitações.
    e) desmossomos.

    resposta:B

Fonte: www.professor.bio.br

domingo, 9 de junho de 2013

Reservatório no subsolo tem água isolada há 1,5 bi de anos

Pesquisadores encontraram elementos químicos essenciais à vida em meio à substância, indicando a possibilidade da água conter microorganismos

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de elementos químicos essenciais à vida em um depósito de água com pelo menos 1,5 bilhão de anos. A água, que até agora estava isolada em bolsões subterrâneos, vaza de dutos de perfuração de uma mina a 2,4 quilômetros da superfície, no subsolo de Ontário, no Canadá. "Esta água pode ser das mais antigas do planeta e, inclusive, conter vida", informou a equipe de estudiosos. A pesquisa foi publicada na revista Nature.


Cientistas britânicos e canadenses analisaram a água e descobriram que era rica em gases dissolvidos, como hidrogênio e metano, capazes de sustentar a vida microscópica não exposta ao sol por bilhões de anos — como no leito do oceano.

Ao analisar sua composição química em laboratório, os estudiosos estimaram que ela tivesse pelo menos 1,5 bilhão de anos, provavelmente mais. As rochas em sua volta datam de cerca de 2,7 bilhões de anos atrás, mas até agora não se havia pensado que a água pudesse ter a mesma idade. "Nossa descoberta é de grande interesse para os cientistas que querem compreender como os micróbios evoluem em isolamento e é central para toda a questão da origem da vida, da sustentabilidade e da vida em ambientes extremos e em outros planetas", disse Chris Ballentine, pesquisador da Universidade de Manchester e um dos autores do estudo.

Os pesquisadores também afirmaram que a similaridade entre as rochas que aprisionaram o fluido e aquelas encontradas em Marte traz a esperança de que as substâncias também possam estar nas profundezas do planeta vermelho. "As descobertas podem nos forçar a repensar quais partes do nosso planeta são capazes de sustentar a vida", acrescentaram.


Segundo Greg Holland, pesquisador da Universidade de Lancaster e autor do estudo, já foram iniciados os trabalhos para descobrir algum sinal de microorganismos na água. "Podemos ter certeza de que identificamos um caminho no qual os planetas podem criar e preservar um ambiente favorável à vida microbiana por bilhões de anos. E isto independente de quão inóspita a superfície possa ser, abrindo uma possibilidade de ambientes similares na superfície de Marte", concluiu.

Fonte: veja.abril.com.br

Rochas indicam presença de água corrente em Marte

Formato de pedregulhos fotografados pelo robô Curiosity sugere que eles teriam se formado em um rio, há bilhões de anos

Há algum tempo os pesquisadores teorizam sobre a existência de água líquida em Marte. Hoje em dia, a superfície do planeta é basicamente uma vastidão seca e fria, mas diversas formações rochosas — como vales e canais — sugerem um passado muito mais úmido. Uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira na revista Science fornece as evidências mais fortes até hoje de que Marte não só possuía água, mas também rios por onde ela corria.



A pesquisa analisou imagens capturadas pelo robô Curiosity no ano passado, que mostravam formações de cascalho e rochas. Assim que apareceram, as fotografias chamaram a atenção dos pesquisadores, pois a estrutura parecia ter se formado no leito de um rio. A nova pesquisa confirma a impressão inicial, sugerindo a presença de água corrente no planeta há cerca de três bilhões de anos.

As imagens formam um grande mosaico, de 1,4 metro por 80 centímetros, mostrando algumas áreas com grandes acúmulos de rochas, cimentadas como se fossem concreto. "Nós dividimos a imagem em campos menores, de 10 milímetros, e começamos a analisar o cascalho, que é formado por grãos grossos de areia medindo em torno de 0,3 milímetro. Depois, examinamos as pedras que medem entre 4 e 40 milímetros em maior detalhe. Ao todo, fizemos uma análise minuciosa de 515 pedras ", diz Asmus Koefoed, pesquisador do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague e autor do estudo.

Quando as rochas são desgastadas pelo vento, elas se tornam angulares e ásperas — o que não era o caso das pedras fotografadas. Quando elas se movem em fluxos de água, no entanto, o desgaste acontece de uma maneira completamente diferente. Nesse caso, as pedras correm em meio a uma mistura de água e areia, batendo umas nas outras, fazendo com que seus cantos e bordas se tornem, eventualmente, suaves e arredondados — assim como as rochas fotografadas. “Descobrimos que quase todas as 515 pedras analisadas eram planas, lisas e redondas”, afirma Koefoed.

Formação — Segundo os pesquisadores, os depósitos analisados foram formados a partir do fluxo conjunto de areia fina, lama, cascalho e pedra. Todos esses sedimentos teriam se aglutinado com o passar do tempo, formando um material duro, parecido com o concreto. Os sedimentos localizados nas partes mais superficiais da formação foram, posteriormente, desgastados por partículas de areia carregadas em fortes ventanias.

O resultado permite aos pesquisadores entender um pouco mais sobre o passado de Marte. "Para mover e formar essas pedras arredondadas, é necessário que tenha existido água corrente com uma profundidade de entre 10 centímetros e um metro, com um fluxo de cerca de 1 metro por segundo — um pouco mais rápido do que um típico rio dinamarquês", explica Morten Bo Madsen, pesquisador do Instituto Niels Bohr.

Até agora, os pesquisadores pensavam que o período quente e úmido de Marte deveria ter acontecido entre 3,5 e 3,7 bilhões de anos atrás, mas o novo estudo sugere que ele se estendeu até entre 2 e 3 bilhões de anos atrás.

Segundo os pesquisadores, o estudo mostra que o planeta pode ter sido um local dinâmico, muito mais propício ao desenvolvimento da vida do que hoje. Além de água corrente, pesquisas recentes usando o Curiosity mostraram que havia em sua superfície uma série de minerais essenciais para a vida de microorganismos. Assim, o robô cumpriu um dos objetivos para o qual foi construído: investigar se Marte, em algum momento, foi um ambiente com condições para o desenvolvimento de vida.


Fonte: veja.abril.com.br

sábado, 8 de junho de 2013

Cientista acredita ter achado a ave mais antiga do mundo

Criatura, batizada 'Aurornis xui', viveu há 160 milhões de anos, segundo estudo

Uma descoberta publicada na revista Nature pode mudar a ideia atual sobre a ancestralidade das aves. O paleontólogo Pascal Godefroit, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, em Bruxelas, identificou um esqueleto que, segundo sua controversa tese, corresponde à ave mais antiga do mundo. De acordo com ele, a criatura, batizada de Aurornis xui, viveu durante o período Jurássico, há aproximadamente 160 milhões de anos.


O fóssil em questão foi desenterrado por um fazendeiro da província de Liaoning, localizada no nordeste da China, e fazia parte da coleção do museu do Parque de Fósseis e Geologia de Yizhou. Lá, o esqueleto permanecia intacto e sem identificação, até que Godefroit o encontrou. Imagina-se que o Aurornis xui tenha sido um animal coberto por penas, com bico, cauda e duas longas pernas que o ajudavam a se locomover pelas florestas jurássicas. Da ponta de seu bico até o fim de sua cauda, deveria medir aproximadamente meio metro.

Segundo o paleontólogo, a criatura provavelmente não era capaz de voar, mas usava suas asas para planar de árvore em árvore — não é possível ter certeza disso, porém, já que suas penas não foram bem preservadas. Apesar disso, para Godefroit, diversas outras características, como os ossos do quadril do Aurornis xui, provam sua relação com os pássaros modernos.

Tese controversa — As aves surgiram como dinossauros que adquiriram a habilidade de voar. As mudanças morfológicas que tiveram de ocorrer para permitir essa habilidade fizeram com que a aparência dos pássaros se tornasse diferente da dos demais dinossauros – mas ambos os grupos mantiveram características em comum, como, por exemplo, as penas.

Por 150 anos, o Archaeopteryx, um dinossauro que habitou a região que hoje corresponde à Alemanha por volta de 150 milhões de anos atrás, foi considerado o ancestral mais antigo do grupo das aves e, portanto, o "elo evolutivo" entre os dinossauros e as aves. Em 2011, porém, após a descoberta de fósseis que se assemelhavam ao Archaeopteryx, mas apresentavam uma morfologia mais próxima da dos dinossauros não-avianos, o ancestral perdeu seu posto e passou a ser visto somente como um dinossauro com penas, e não uma ave.

Como o Archaeopteryx era capaz de planar, sua reclassificação fez com que os cientistas acreditassem que houve, na história, duas grandes evoluções adaptativas relacionadas ao voo: uma das aves, e outra dos dinossauros.

Agora, Pascal Godefroit e os demais membros de sua equipe de pesquisa defendem a ideia de que o Aurornis xui deve ser considerado a ave mais antiga do mundo. "Em minha opinião, trata-se de um pássaro", afirma Godefroit. "Mas esse tipo de hipótese sempre é controversa. Nós estamos falando da origem de um grupo."

A tese defendida pelo paleontólogo implica também no retorno do Archaeopteryx ao grupo das aves — embora não mais como ancestral. Além disso, a ideia também traz de volta a noção de que a habilidade de voar surgiu uma única vez, na evolução da linhagem dos dinossauros que deu origem às aves. 


A teoria de Godefroit, porém, tem gerado controvérsias. O diretor do Instituto dos Dinossauros do Museu de História Nacional de Los Angeles, Luis Chiappe, discorda do paleontógo. Para ele, o Archaeopteryx é a criatura que merece o título de ancestral de aves. "O Aurornis é algo que está muito perto da origem dos pássaros, mas não é um pássaro", disse, em entrevista à Nature. Apesar disso, Chiappe reconhece a importância do fóssil encontrado, dizendo que se trata de um espécime interessante.

Fonte: veja.abril.com.br

Pesquisadores encontram mais antigo esqueleto de primata

Fóssil descoberto na China revela espécie que viveu há 55 milhões de anos

Paleontólogos descobriram na China um esqueleto quase completo de um pequeno primata que viveu há 55 milhões de anos. Esse é o fóssil mais antigo do tipo já encontrado — pelo menos 7 milhões de anos mais velho do que os outros fósseis de primatas — e pode ajudar a revelar uma série de detalhes sobre a evolução dos ancestrais humanos. A pesquisa que relata o achado foi publicada nesta quinta-feira na revista Nature.


Segundo os cientistas, o esqueleto encontrado também é importante por pertencer a uma espécie mais próxima aos humanos do que outros fósseis de antigos primatas. "Embora os cientistas já tenham encontrado alguns dentes, maxilares, crânios e ossos de primatas desse mesmo período, nenhuma dessas evidências era tão completa quanto este novo esqueleto. Com mais ossos, ganhamos mais informações e melhores evidências para estudar a evolução dos primatas. Começamos a abrir mão da especulação", diz  um dos autores do artigo, Dan Gebo, antropólogo da Universidade do Norte de Illinois, nos Estados Unidos.

O fóssil foi descoberto por Xijun Ni, paleontólogo da Academia Chinesa de Ciências, durante trabalhos de campo realizados na província de Hubei, no centro da China. O esqueleto foi entregue ao cientista por um fazendeiro local, que o havia encontrado em meio a uma pedreira onde já foram encontrados vários fósseis de peixes e aves antigos. Segundo os pesquisadores, há cerca de 50 milhões de anos a região era formada por um grande conjunto de lagos, cercado por florestas tropicais exuberantes.



O esqueleto havia passado milhões de anos encapsulado dentro de uma rocha na pedreira, e só foi descoberto quando o fazendeiro a partiu ao meio. "Nossa análise mostra que este novo primata era muito pequeno e pesava menos de 30 gramas. Tinha pernas finas e uma cauda longa. Ele teria sido um excelente saltador de árvores e se alimentava de insetos", diz Xijun Ni.

Os pesquisadores nomearam a nova espécie como Archicebus achilles. Archi é a palavra grega para início, e Cebus significa "macaco de cauda longa". Assim, o gênero Archicebus pode ser traduzido como o primeiro macaco de cauda longa. O nome da espécie, Aquiles, é uma alusão à estranha anatomia de seu calcanhar — que, por ser semelhante à encontrada em macacos modernos, pode ser uma peça chave para entender a evolução dos primatas.

Elo primata — Para estudar a espécie, os pesquisadores precisaram juntar virtualmente as partes do fóssil que foram separadas quando a rocha foi partida, criando uma reconstrução tridimensional, em alta resolução, do esqueleto do primata. Assim, eles descobriram que o Archicebus possuía uma combinação pouco usual de características anatômicas que nunca haviam sido vistas antes. "Ele difere radicalmente de qualquer outro primata, vivo ou morto, conhecido pela ciência. Ele se parece com um híbrido: possui os pés de um macaco pequeno, os braços, pernas e dentes de um primata antigo e um crânio muito primitivo, com olhos surpreendentemente pequenos. A descoberta nos forçará a reescrever a história da evolução da linhagem que deu origem ao homem", diz Christopher Beard, pesquisador do Museu Carnegie de História Natural.

Os pesquisadores dizem que o esqueleto é essencial para entender um evento importante na evolução primata e humana: a divergência evolutiva que separou o grupo dos macacos e grandes primatas do grupo dos társios — pequenos primatas com olhos enormes que hoje em dia só são encontrados em ilhas no sudeste asiático. "Interpretamos esta nova combinação de características como prova de que este fóssil é bastante primitivo, e sua anatomia única é um elo entre os társios e os macacos", afirma Beard.


Os pesquisadores dizem que fósseis de antigos primatas foram descobertos em vários continentes, mas os mais antigos, como o do Archicebus achilles, apontam para a Ásia como o local onde a linhagem se originou. "No passado, muitos cientistas acreditavam que a África foi o continente de origem de todos os primatas, mas na última década parece que a Ásia se tornou o continente mais provável de origem, e esse novo esqueleto apoia esta suposição", afirma Dan Gebo.

Fonte: veja.abril.com.br