sexta-feira, 19 de junho de 2015
Como nascem e morrem as estrelas?
O processo de nascimento de uma estrela é mais ou menos
padrão, o que muda mesmo é a maneira como ela morre. Estrelas pequenas ou
médias, como o nosso Sol, terminam a vida esfriando lentamente, enquanto astros
maiores podem acabar seus dias como assustadores buracos negros! Aqui você
confere como são os ciclos de vida estelar mais comuns. O curioso é que esses
ciclos são fundamentais para a construção do Universo. Nas várias etapas da
vida de uma estrela, surgem diferentes elementos químicos, como hélio, carbono
e ferro, todos frutos da fusão nuclear - a grande fonte de energia desses
astros.
Vida de astro
Uma estrela como o Sol pode ter seu diâmetro aumentado cem
vezes antes de começar a apagar
1. Em geral, uma estrela nasce numa região conhecida como
berçário estelar. Os berçários espalhados pelo Cosmo têm nuvens moleculares
gigantes. Formadas por gás e poeira, tais nuvens chegam a ocupar uma área
equivalente à de todo o sistema solar! Com a ação da gravidade, os gases e a
poeira se juntam e a nuvem molecular começa a perder suas partes mais densas
2. Aos poucos, um pedaço desprendido que ganha ainda mais
densidade e calor passa a girar em torno de si até virar um tipo de disco. A
estrela nasce pra valer quando a temperatura e a densidade no disco ficam tão
altas que seus átomos de hidrogênio se fundem, virando hélio. É o início da
fusão nuclear. Tudo isso leva dezenas de milhões de anos
3. Com seu motor (a fusão nuclear) ligado, a estrela entra
numa fase estável de "queima de combustível". Para estrelas pequenas
ou médias, isso pode durar uns 10 bilhões de anos - é nesse estágio que o Sol
está hoje. Já para astros maiores, a fase estável só dura milhões de anos.
Quando o hidrogênio acaba, o combustível para a fusão passa a ser o hélio
4. Quando predomina a fusão do hélio, a estrela ganha
energia extra e se expande, virando uma gigante vermelha - ou supergigante
vermelha se era um astro com pelo menos oito vezes a massa do Sol. Após o
crescimento, o destino da estrela segue por dois rumos diferentes, dependendo
do tamanho dela
5a. Para uma estrela como o Sol, a fase gigante vermelha
dura uns 2 bilhões de anos. Depois, o astro expulsa suas camadas externas,
virando uma nebulosa planetária. No centro dela fica o "cadáver" do
velho astro: uma estrela anã branca. Feita de carbono e oxigênio, ela termina
seus dias esfriando por bilhões e bilhões de anos, mas sem se apagar totalmente
5b. Destino mais catastrófico têm as estrelas com mais massa
que o Sol. Nelas a fusão nuclear continua, e o hélio vai virando elementos cada
vez mais pesados, até chegar ao ferro. O núcleo fica então tão denso que não
consegue mais suportar o próprio peso e desaba, liberando tanta energia que a
estrela se despedaça. É o fenômeno conhecido como supernova
6a. A detonação de uma supernova pode criar uma estrela de
nêutrons. Isso ocorre se o núcleo que entrou em colapso tiver menos do que três
massas solares. Nesse caso, o que resta da supernova é uma crosta de ferro
sólido, muito densa, debaixo da qual está uma "papa" formada por
nêutrons, uma partícula atômica
6b. Mas ainda dá para ter um fim pior... Se o núcleo que
originou a supernova tiver mais que três massas solares, o destino da estrela é
se contrair até virar um ponto de gravidade pura, sem nenhum diâmetro. É o
temido buraco negro, que teoricamente é tão denso que nem a luz consegue
escapar da sua gravidade
Quando o Sol se for
Quando virar uma anã branca, estágio final de sua vida como
estrela, o Sol deve ficar com um diâmetro parecido com o da Terra; ou seja, com
aproximadamente um centésimo do diâmetro que tem hoje. Apesar de encolher muito
no tamanho, o Sol ainda irá preservar quase 60% de sua massa original
Vermelha por quê?
Quando a estrela se expande, sua energia é distribuída por
uma área maior e por isso o calor na superfície cai. Isso deixa a estrela com
um tom mais avermelhado. Quando o Sol chegar lá, daqui a 4 bilhões ou 5 bilhões
de anos, seu diâmetro aumentará cem vezes, o que dá para engolir a atual órbita
da Terra!
fonte: mundoestranho.abril.com.br
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Insetos têm cérebros que diminuíram ao longo da evolução de espécies
Regiões cognitivas de insetos reduziram, enquanto nos
animais vertebrados elas aumentaram.
A sociedade em que um indivíduo vive pode moldar a
complexidade de seu cérebro. Um estudo publicado dia 16/06/2015, no veículo Proceedings
of the Royal Society B., mostrou que, conforme o comportamento social evoluiu,
as regiões do cérebro para o processamento cognitivo de alguns insetos
diminuíram, oposto do que ocorre em vertebrados, animais com coluna vertebral e
crânio, em que essas áreas cerebrais aumentam de acordo com a sociabilidade.
"Ao contar com companheiros de grupo, membros da
colônia de insetos podem se dar ao luxo de fazer menos investimento cerebral
individual. Isso é chamado de hipótese de cognição distribuída", disse
Sean O'Donnell, entomologista e professor do Departamento de Ciência Ambiental
da Universidade de Drexel, na Filadélfia.
Essencialmente, O'Donnell diz que os aspectos de cooperação
ou de integração de colônias de insetos, como o compartilhamento de informações
entre os companheiros do grupo, pode reduzir a necessidade de cognição
individual, a aquisição pessoal de conhecimento. Em outras palavras, os insetos
não se dedicam a ser mais inteligentes por si, visto que a inteligência
coletiva é mais fundamental para a sobrevivência deles e da colônia. Com isso,
em vez de desenvolver a própria mente, se dedicam a construir uma coletiva,
capaz de executar, em conjunto, as tarefas mais complexas.
Já nos vertebrados, como seres humanos e cachorros, os
ambientes sociais mais complexos geralmente exigem habilidades cognitivas
individuais. Por isso, a evolução do cérebro segue via oposta.
Para analisar o cérebro dos pequenos insetos, os
pesquisadores compararam as regiões cerebrais de 29 espécies de tamanhos
variados, solitárias ou que vivem em colônias, de vespas da Costa Rica, do
Equador e de Taiwan.
fonte: veja.abril.com.br
domingo, 14 de junho de 2015
Astrônomos encontram vidro em crateras de Marte
Estudo de cientistas americanos sugere que a substância pode
trazer evidências de vida no passado do planeta.
A partir de imagens registradas pela sonda Mars
Reconnaissance Orbiter (MRO), cientistas identificaram vidro nas crateras de
Marte, substância que pode ser mais uma a trazer evidências de vida no solo do
planeta. De acordo com os astrônomos Kevin Cannon e Jack Mustard, da
Universidade Brown, nos Estados Unidos, a substância foi formada por efeito de
um impacto violento, como o de um asteroide. Um estudo anterior sobre um choque
semelhante na América do Sul encontrou moléculas orgânicas no vidro formado
dessa forma. Está aí o atalho para concluir que esse pode ser um indício de que
há ou houve vida no planeta vizinho.
A análise, publicada na última semana no periódico
científico Geology, descreve como as informações trazidas pela sonda lançada em
2005 para detectar a presença de água em Marte revelou a substância, não
esperada na busca dos pesquisadores. Para achar o vidro, astrofísicos mediram o
espectro da luz refletida na superfície de Marte, pois só assim identificam os
minerais e tipos de rochas no local, remoto. No entanto, não sabiam ao certo o
que seria o material que estava refletindo luz em cor verde. À época já havia a
hipótese de que poderia ser vidro.
Para tirar a dúvida, Cannon misturou em laboratório vários
tipos de poeiras, similares a composição das rochas de Marte, e as colocou em
um forno para que formassem vidro. Para checar como o objeto reflete luz, ele
mediu o sinal espectral, medida técnica que aponta justamente esse tipo de
comportamento de substâncias químicas. Com um algoritmo, comparou os sinais do
vidro em laboratório e os enviados pelo veículo da Nasa. Ambos são semelhantes,
trazendo evidências da existência do material nas entranhas das crateras.
Vida no vidro - Um estudo, conduzido em 2014 pelo cientista
Peter Schultz, também da Universidade Brown, foi a motivação fundamental para
publicar a pesquisa. Schultz encontrou, na Argentina, moléculas orgânicas em
fragmentos de vidro, formadas há milhões de anos em consequência do impacto de
um asteroide. Por isso, a presença da substância pode ser pista para rastrear
vida na superfície de um planeta.
fonte: veja.abril.com.br
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Você sabe que horas são? As moscas sabem
Moscas de fruta usam o tempo para escolher o que é melhor
comer em cada momento.
Apesar de irritantes, as moscas-das-frutas podem ser mais
espertas do que você pensa. Segundo uma pesquisa publicada na revista Cell
Press, elas sabem determinar até qual é a hora do dia. Além disso, esses
insetos aprendem a conectar diferentes aromas, dependendo da hora, com a
recompensa de açúcar.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram que,
mesmos sendo pequenos, os insetos possuem surpreendentes habilidades mentais.
"Se até mesmo a mosca-das-frutas, com o seu cérebro diminuto, tem a noção
de tempo, a maioria dos animais também pode tê-la", disse um dos autores
do estudo, o neurocientista Martin Heisenberg, do Centro Rudolf Virchow, na
Alemanha.
Os pesquisadores treinaram moscas-das-frutas famintas para
associar dois odores químicos diferentes com açúcar, na parte da manhã ou da
tarde, em dois dias consecutivos. No terceiro dia, testaram a preferência dos
insetos por um perfume ou a outro.
Os resultados não deixaram dúvidas: elas aprenderam a
escolher o perfume preferido ao longo do dia. Moscas testadas na manhã
preferiram o odor na parte da manhã, enquanto moscas testadas no período da
tarde preferiram o desse período. A capacidade de contar o tempo manteve-se nos
dois eventos, separados por um período de pelo menos quatro horas.
Os cientistas descobriram que a capacidade de manutenção do
tempo dos insetos manteve-se tanto na escuridão constante quanto em um ciclo
claro-escuro regular. Portanto, a conclusão é que as moscas-das-frutas podem
usar o tempo como uma pista adicional para descobrir o que é bom para comer. É
claro que elas não vão calcular a hora exata de acordo com os padrões humanos.
Mas ao menos é certo que sabem se é dia, tarde ou noite.
fonte: veja.abril.com.br
sábado, 9 de maio de 2015
Cientistas chineses descobrem fósseis de pássaros de 130 milhões de anos
18:40
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Encontrada na China, nova espécie teria o tamanho de um
pardal e é o mais antigo parente das aves que conhecemos hoje.
Dois fósseis de 130 milhões de anos, encontrados na China,
provam que as aves modernas apareceram mais cedo do que os cientistas tinham
previsto. A nova espécie foi chamada de Archaeornithura meemannae e é a
primeira representante da família Ornithurae, grupo que deu origem aos pássaros
modernos. O estudo foi publicado na revista Nature.
Os fósseis foram encontradas por um grupo de cientistas
durante uma expedição à província de Liaoning, no nordeste da China. Graças ao
bom estado de conservação (contavam até com a plumagem), os pesquisadores
conseguiram usar o material para concluir que as aves modernas apareceram há
130 milhões de anos, e não há 125 milhões, como se pensava até então.
O fóssil de pássaro mais antigo já encontrado, de 150
milhões de anos, é o da ave Archaeopteryx, uma evolução dos dinossauros do fim
do período Jurássico. Após 25 milhões de anos, os pássaros foram divididos em
duas espécies: os Enantiornithes e os Ornithurae -- o primeiro grupo foi
extinto e o segundo deu origem às aves que conhecemos hoje. Os dois fósseis
achados agora fazem parte da segunda família, provando que as aves modernas
surgiram há pelo menos 130 milhões de anos.
A espécie A. meemannage tinha quase 15 centímetros de
altura, hábitos aquáticos (caçava em áreas rasas), voava rapidamente e contava
com pernas longas e penas nas asas, no rabo e até nos pés, o que sugere que
pássaros com quatro asas podem ter existido. Os fósseis, inclusive, devem
ajudar os cientistas na investigação sobre quando e como as aves começaram a
voar.
fonte: veja.abril.com.br
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