domingo, 28 de junho de 2015
Foguete da Nasa explode
O foguete que transportava um cargueiro não tripulado da
empresa SpaceX, que presta serviço à Nasa, explodiu na manhã deste domingo ao
ser lançado de Cabo Canaveral, na Flórida, transportando suprimentos para a
Estação Espacial Internacional (ISS).A agência americana confirmou que "alguma
coisa deu errado" e que está investigando as causas do acidente com o
cargueiro Dragon.
Foi a terceira tentativa de levar suprimentos à ISS que não
deu certo. Em abril,a nave não tripulada russa Progress chegou a entrar em
órbita, mas se descontrolou e caiu, desintegrando-se na atmosfera. Em outubro
do ano passado, o foguete que levara o Cugnus, da empresa Orbital, outra
prestadora de serviço, também explodiu. A estação internacional tem no momento
três astronautas a bordo que, segundo a Nasa, não correm risco, pois estão
abastecidos de tudo o que necessitam até outubro.
sábado, 27 de junho de 2015
Aves aprendem a cantar da mesma forma que crianças
Em estudo publicado nesta semana no Cell Press,
pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentaram
provas de que pássaros aprendem canções da mesma maneira que crianças. Na
teoria, os pequenos deveriam compreender, em primeiro lugar, o reconhecimento
dos sons e, depois, descobririam como as categorias de fonemas se encaixam nas
palavras. Mas não é bem assim que funciona: elas fazem tudo ao mesmo tempo. E
começam a cantar no processo.
Para Timothy Gentner, professor do Departamento de
Psicologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo, "este tipo de
aprendizado em seres humanos é compartilhado com, no mínimo, aves cantoras.
Quando pássaros reconhecem padrões de elementos da música, eles recebem um
grande impulso em sua capacidade de categorizar esses componentes". Em
outras palavras, começam a cantarolar.
Músicas de estorninhos, por exemplo, consistem em padrões de
notas simples e curtas agrupadas em temas. Esses tópicos entram em uma das
quatro categorias: apitos, gorjeios, chocalhos ou barulhos, e altas
frequências.
A equipe de pesquisadores queria descobrir como esses
padrões influenciam na capacidade das aves de categorizar sons. Foram treinados
quatro estorninhos para diferenciar padrões auditivos AABB e BBAA de ABAB e
BABA, nos quais A e B representam barulhos de gorjeio e chocalho. Além disso, os
pesquisadores treinaram um segundo grupo da mesma forma, mas trocando os tipos
de sons.
O grupo de especialistas descobriu que as aves que
apresentaram padrões claros de sons tinham vantagem sobre o outro grupo na
capacidade de classificar corretamente o que tinham ouvido. Os resultados
mostraram que pássaros dependem de padrões da mesma maneira como os seres
humanos.
"Nós ouvimos palavras, não sequências de sons da fala.
Embora seja tentador pensar que esta é uma forma exclusivamente humana de
perceber o mundo, não é", declarou Gentner. Para os pesquisadores, apesar
de as aves não terem linguagem, elas podem ensinar muito sobre mecanismos
biológicos e psicológicos de aprendizado de idiomas.
fonte;veja.abril.com.br
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Alguns corais já estão prontos para encarar o aquecimento global
Estudo divulgado hoje (25) na revista americana Science pode
representar alívio para oceanógrafos e climatologistas. Uma equipe da
Universidade do Texas, em parceria com a Universidade de Oregon, descobriu que
alguns corais da espécie Acropora millepora, localizados em áreas quentes da
Grande Barreira de Corais, na Austrália, já apresentam variações genéticas que
os tornam resistentes a águas mais quentes.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam os
corais presentes em áreas mais quentes da Grande Barreira dos Corais, na
Austrália, com outros situados em uma região quase 500 quilômetros ao sul. Eles
acabaram descobrindo que larvas descendentes de corais do norte, cuja água é 2
graus mais quente, tinham dez vezes mais chance de sobreviver a maiores
temperaturas, se comparadas às do sul.
Depois de identificar a diferença na resistência das duas,
os pesquisadores analisaram o genoma das larvas e descobriram variações
genéticas que estariam relacionadas a essa tolerância ao calor. Além disso,
descobriram que mesmo quando os corais resistentes cruzam com os do sul, eles
conseguem transmitir os genes resistentes.
Apesar de os pesquisadores terem focado o trabalho em apenas
uma espécie, eles destacam que é grande a possibilidade de que outros corais
tenham desenvolvido o mesmo mecanismo. "É muito provável que a variação
genética será estruturada de forma similar em muitas, se não na maior parte, de
espécies de corais que compartilham a mesma estratégia reprodutiva: liberar
gametas na água uma vez por ano, que se dispersam em forma de larva. Mas isso
ainda terá de ser confirmado", disse ao site de VEJA Mikhail Matz,
professor de biologia da Universidade do Texas em Austin e um dos autores do
estudo.
O artigo ainda aponta que o homem poderia ajudar na
preservação dos corais justamente ao espalhar pelos oceanos os que já
desenvolveram genes resistentes. Os mares do Caribe e do norte do Oceano
Pacífico abrigam corais similares aos estudados que, portanto, poderiam se
beneficiar da descoberta.
"Os corais não têm que esperar parar as mutações
aparecerem. A larva do coral pode cruzar oceanos naturalmente, mas humanos
também conseguem contribuir, realocando corais adultos para acelerar o
processo", disse Matz. Ele destaca, porém, que um coral só poderia ser
transferido para outro lugar dentro de seu habitat natural, o que quer dizer
que um da Austrália que já tenha desenvolvido os genes não poderia ser levado
para o Caribe, porque com ele possivelmente iriam doenças e outras ameaças à
população nativa.
Os corais são conhecidos por serem os primeiros seres vivos
a sofrerem com (e sinalizarem) os efeitos das mudanças climáticas. O aumento da
temperatura das águas faz com que eles percam o tom alaranjado e comecem a
ficar esbranquiçados. Isso acontece porque, com as altas temperaturas, os
corais expelem as algas que vivem em seu tecido, tornando-se ainda mais
vulneráveis.
O cientista Mikhail Matz deixa um recado para aqueles que
encaram o artigo como uma solução para o aquecimento global: "Nossa
descoberta de maneira nenhuma deve ser encarada como uma pílula mágica que
resolverá o problema. Essa variação genética vai nos dar mais tempo, mas
eventualmente esse prazo se esgotará quando as temperaturas esquentarem demasiadamente",
disse. "Se quisermos salvar os corais, assim como o resto da
biodiversidade do planeta, ainda precisamos desenvolver uma solução para frear
de vez o aquecimento global", acrescenta.
fonte: veja.abril.com.br
sábado, 20 de junho de 2015
Crustacea
Os Crustacea
incluem os siris, caranguejos, camarões, cracas, tatuzinhos de jardim, anfípodes,
capépodes, cladóceros e outros grupos afins. Atualmente, são reconhecidas mais
de 40.000 espécies de crustáceos. Há algumas formas muito pequenas, que vivem
na terra, lagos, rios e mares. A grande maioria das espécies é de vida livre,
porém ocorrem também espécies comensais e parasitas. Os crustáceos têm grande
importância ecológica, pois muitas espécies são elos de várias cadeias
alimentares.
A cutícula
nos crustáceos édura, de onde vem o nome Crustacea (do latim crusta, crosta ou
pele grossa, em português). Essa cutícula algumas vezes torna-se calcificada,
como as conchas dos moluscos, devido à impregnação com carbonato de cálcio.
Os
crustáceos tem o corpo segmentado e pernas articuladas e, portanto, claramente
pertencem aos Arthropoda. Alguns fatores que devem ter sido importantes para a
diversificação e o sucesso ao menos de alguns de seus subgrupos são o
encurtamento do corpo, com redução ou perda de segmentos da região posterior, e
o desenvolvimento da carapaça, facilitando a criação de correntes de água para
a respiração e a alimentação. Enquanto os quelicerados e outros mandibulados
(hexápodes e miriápodes) possuem uma estrutura do corpo mais ou menos
padronizada, nos crustáceos á uma grande
variação. Essa plasticidade estrutural possibilitou a esses animais explorarem
uma grande diversidade de ambientes e utilizarem-se de recursos alimentares dos
mais diferentes. Podem nadar, escavar, rastejar, perfurar madeira, fixar-se em
rochas, caçar, filtrar alimentos em suspensão ou de sedimentos e parasitar.
Ocupa todos os ambientes marinhos, de água doce e alguns são terrestres, mas
geralmente restritos a locais úmidos.
O corpo dos
crustáceos apresenta em cada semento, assim
como vários outros grupos de artrópodes, uma placa dorsal ou tergo, uma
ventral, esterno e lateralmente as pleuras. Cada segmento, exceto o primeiro,
pode apresentar um par de apêndices, porém nem todos os segmentos no adulto são
distintos.
Há uma
grande diversidade e especialização nos apêndices. Nos crustáceos mais basais,
os segmentos têm pares de apêndices semelhantes ao longo do corpo que atuam na
natação, respiração, alimentação e como apêndices sensitivos. Nos grupos muito
diferenciados, ocorre modificação desses apêndices para o desempenho de
diversas funções mais especializadas. Os apêndices têm um padrão birreme
composto por uma base, o protopodito, formado por dois artifícios: coxopodito (coxa) e basopodito (base). No basopodito,
prendem-se dois ramos, um interno, o endopodito,
e um externo, o exopodito, cada um
com um ou mais artículos. O endopodito geralmente é formado por cinco
artículos: ísquio, mero, carpo, própode e dáctilo.
Apresentam
três pares de peças bucais primárias, que são um par de mandíbulas e dois pares de maxilas.
No entanto, em muitos grupos pode ocorrer ainda um ou dois ou até três pares de
peças bucais adicionais, os maxilípodes,
que são apêndices torácicos incorporados à região bucal, que auxiliam na
alimentação.
No
cefalotórax não há segmentação externa, porém no trono a segmentação é
evidente. Como característica supostamente sinapomórfica do grupo, ocorre a
presença do olho naupliar, pelo menos em uma fase da vida, mas as larvas de
trilobitos talvez tenham essa característica, o que a tornaria uma arqueomorfia
em Crustácea. Algumas formas apresentam ocelos medianos na fase adulta e
outras, olhos compostos laterais ou olhos pedunculados.
O trato
digestivo é formado por um tubo simples que corre ao longo do corpo, da boca ao
ânus. Alguns formas mais derivadas, como os caranguejos e siris, mostram uma
complexidade maior na morfologia do aparelho digestivo, com diferenciações em
uma região anterior ou estomodeo, de origem ectodérmica, que é constituído do
esôfago e estômagos cardíaco e pilórico. O estômago
cardíaco ou proventrículo tem a função de triturar e mastigar; o estômago
pilórico é o local de absorção dos alimentos. Na região do estômago médio ou
mesênteron, de origem mesodémica, abre-se a glândula digestiva, também
conhecida como hepatopâncreas, que tem as funções de secreção enzimática,
absorção e reserva.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Como a formiga aguenta o calor do Saara?
Estudo mostra que um revestimento de pelos de prata ajuda a
espécie a refletir a radiação e resfriar o corpo.
Em novo estudo, publicado nesta semana na revista Science,
um grupo entomologistas dos Estados Unidos e da Suíça descobriu como as
formigas do Saara suportam o calor do deserto: elas possuem um revestimento de
pelos de prata que controla as ondas eletromagnéticas, melhorando a quantidade
de radiação refletida e aperfeiçoando a capacidade de emissão de energia do
corpo da formiga. Em outras palavras, a proteção mantém o corpo em boa
temperatura.
A cataglyphis bombycina, conhecida como formiga prateada do
Saara, pertecence a uma espécie dominante nas dunas de areia do norte da
África. Seus ninhos são enormes e profundos, com múltiplas entradas
distribuídas por vários metros. Trata-se de um dos animais terrestres que mais
tolera altas temperaturas: o corpo atinge até 53,6 graus, sem males.
A equipe de cientistas da Universidade de Columbia, nos
Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisa Cerebral de Zurique, na Suíça, foi a
primeira a descobrir que esse revestimento de pelos de prata da formiga, em
formato triangular e transversal, não só melhora a reflexão da radiação,
filtrando raios solares, como aperfeiçoa a capacidade de emissão de energia do
corpo desse inseto. O efeito de resfriamento funciona sempre que as formigas
estão expostas ao sol, reduzindo a sua temperatura corporal de cinco a dez
graus.
"Para entender o efeito da radiação térmica, pense na
sensação de frio quando você sai da cama de manhã. Metade da perda de energia
nesse momento é devido à radiação térmica, pois a temperatura da pele está
temporariamente muito maior do que a do meio ambiente", declarou o
entomologista, e um dos autores do estudo, Nanfang Yu, da Universidade de
Columbia.
Para os cientistas, o fato de as formigas prateadas
conseguirem manipular ondas eletromagnéticas vai muito além do mundo animal. De
acordo com eles, "esta solução biológica para um problema termorregulador
pode levar ao desenvolvimento de revestimentos biomiméticos (ciência baseada no
comportamento da natureza) para o resfriamento de objetos criados por
nós".
fonte: veja.abril.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)











