FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

domingo, 28 de junho de 2015

Foguete da Nasa explode


O foguete que transportava um cargueiro não tripulado da empresa SpaceX, que presta serviço à Nasa, explodiu na manhã deste domingo ao ser lançado de Cabo Canaveral, na Flórida, transportando suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS).A agência americana confirmou que "alguma coisa deu errado" e que está investigando as causas do acidente com o cargueiro Dragon.

Foi a terceira tentativa de levar suprimentos à ISS que não deu certo. Em abril,a nave não tripulada russa Progress chegou a entrar em órbita, mas se descontrolou e caiu, desintegrando-se na atmosfera. Em outubro do ano passado, o foguete que levara o Cugnus, da empresa Orbital, outra prestadora de serviço, também explodiu. A estação internacional tem no momento três astronautas a bordo que, segundo a Nasa, não correm risco, pois estão abastecidos de tudo o que necessitam até outubro.

sábado, 27 de junho de 2015

Aves aprendem a cantar da mesma forma que crianças

Em estudo publicado nesta semana no Cell Press, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentaram provas de que pássaros aprendem canções da mesma maneira que crianças. Na teoria, os pequenos deveriam compreender, em primeiro lugar, o reconhecimento dos sons e, depois, descobririam como as categorias de fonemas se encaixam nas palavras. Mas não é bem assim que funciona: elas fazem tudo ao mesmo tempo. E começam a cantar no processo.


Para Timothy Gentner, professor do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo, "este tipo de aprendizado em seres humanos é compartilhado com, no mínimo, aves cantoras. Quando pássaros reconhecem padrões de elementos da música, eles recebem um grande impulso em sua capacidade de categorizar esses componentes". Em outras palavras, começam a cantarolar.

Músicas de estorninhos, por exemplo, consistem em padrões de notas simples e curtas agrupadas em temas. Esses tópicos entram em uma das quatro categorias: apitos, gorjeios, chocalhos ou barulhos, e altas frequências.

A equipe de pesquisadores queria descobrir como esses padrões influenciam na capacidade das aves de categorizar sons. Foram treinados quatro estorninhos para diferenciar padrões auditivos AABB e BBAA de ABAB e BABA, nos quais A e B representam barulhos de gorjeio e chocalho. Além disso, os pesquisadores treinaram um segundo grupo da mesma forma, mas trocando os tipos de sons.

O grupo de especialistas descobriu que as aves que apresentaram padrões claros de sons tinham vantagem sobre o outro grupo na capacidade de classificar corretamente o que tinham ouvido. Os resultados mostraram que pássaros dependem de padrões da mesma maneira como os seres humanos.

"Nós ouvimos palavras, não sequências de sons da fala. Embora seja tentador pensar que esta é uma forma exclusivamente humana de perceber o mundo, não é", declarou Gentner. Para os pesquisadores, apesar de as aves não terem linguagem, elas podem ensinar muito sobre mecanismos biológicos e psicológicos de aprendizado de idiomas.


fonte;veja.abril.com.br

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Alguns corais já estão prontos para encarar o aquecimento global

Estudo divulgado hoje (25) na revista americana Science pode representar alívio para oceanógrafos e climatologistas. Uma equipe da Universidade do Texas, em parceria com a Universidade de Oregon, descobriu que alguns corais da espécie Acropora millepora, localizados em áreas quentes da Grande Barreira de Corais, na Austrália, já apresentam variações genéticas que os tornam resistentes a águas mais quentes.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam os corais presentes em áreas mais quentes da Grande Barreira dos Corais, na Austrália, com outros situados em uma região quase 500 quilômetros ao sul. Eles acabaram descobrindo que larvas descendentes de corais do norte, cuja água é 2 graus mais quente, tinham dez vezes mais chance de sobreviver a maiores temperaturas, se comparadas às do sul.


Depois de identificar a diferença na resistência das duas, os pesquisadores analisaram o genoma das larvas e descobriram variações genéticas que estariam relacionadas a essa tolerância ao calor. Além disso, descobriram que mesmo quando os corais resistentes cruzam com os do sul, eles conseguem transmitir os genes resistentes.
Apesar de os pesquisadores terem focado o trabalho em apenas uma espécie, eles destacam que é grande a possibilidade de que outros corais tenham desenvolvido o mesmo mecanismo. "É muito provável que a variação genética será estruturada de forma similar em muitas, se não na maior parte, de espécies de corais que compartilham a mesma estratégia reprodutiva: liberar gametas na água uma vez por ano, que se dispersam em forma de larva. Mas isso ainda terá de ser confirmado", disse ao site de VEJA Mikhail Matz, professor de biologia da Universidade do Texas em Austin e um dos autores do estudo.
O artigo ainda aponta que o homem poderia ajudar na preservação dos corais justamente ao espalhar pelos oceanos os que já desenvolveram genes resistentes. Os mares do Caribe e do norte do Oceano Pacífico abrigam corais similares aos estudados que, portanto, poderiam se beneficiar da descoberta.

"Os corais não têm que esperar parar as mutações aparecerem. A larva do coral pode cruzar oceanos naturalmente, mas humanos também conseguem contribuir, realocando corais adultos para acelerar o processo", disse Matz. Ele destaca, porém, que um coral só poderia ser transferido para outro lugar dentro de seu habitat natural, o que quer dizer que um da Austrália que já tenha desenvolvido os genes não poderia ser levado para o Caribe, porque com ele possivelmente iriam doenças e outras ameaças à população nativa.
Os corais são conhecidos por serem os primeiros seres vivos a sofrerem com (e sinalizarem) os efeitos das mudanças climáticas. O aumento da temperatura das águas faz com que eles percam o tom alaranjado e comecem a ficar esbranquiçados. Isso acontece porque, com as altas temperaturas, os corais expelem as algas que vivem em seu tecido, tornando-se ainda mais vulneráveis.
O cientista Mikhail Matz deixa um recado para aqueles que encaram o artigo como uma solução para o aquecimento global: "Nossa descoberta de maneira nenhuma deve ser encarada como uma pílula mágica que resolverá o problema. Essa variação genética vai nos dar mais tempo, mas eventualmente esse prazo se esgotará quando as temperaturas esquentarem demasiadamente", disse. "Se quisermos salvar os corais, assim como o resto da biodiversidade do planeta, ainda precisamos desenvolver uma solução para frear de vez o aquecimento global", acrescenta.

fonte: veja.abril.com.br

sábado, 20 de junho de 2015

Crustacea

Os Crustacea incluem os siris, caranguejos, camarões, cracas, tatuzinhos de jardim, anfípodes, capépodes, cladóceros e outros grupos afins. Atualmente, são reconhecidas mais de 40.000 espécies de crustáceos. Há algumas formas muito pequenas, que vivem na terra, lagos, rios e mares. A grande maioria das espécies é de vida livre, porém ocorrem também espécies comensais e parasitas. Os crustáceos têm grande importância ecológica, pois muitas espécies são elos de várias cadeias alimentares.

A cutícula nos crustáceos édura, de onde vem o nome Crustacea (do latim crusta, crosta ou pele grossa, em português). Essa cutícula algumas vezes torna-se calcificada, como as conchas dos moluscos, devido à impregnação com carbonato de cálcio.


Os crustáceos tem o corpo segmentado e pernas articuladas e, portanto, claramente pertencem aos Arthropoda. Alguns fatores que devem ter sido importantes para a diversificação e o sucesso ao menos de alguns de seus subgrupos são o encurtamento do corpo, com redução ou perda de segmentos da região posterior, e o desenvolvimento da carapaça, facilitando a criação de correntes de água para a respiração e a alimentação. Enquanto os quelicerados e outros mandibulados (hexápodes e miriápodes) possuem uma estrutura do corpo mais ou menos padronizada, nos  crustáceos á uma grande variação. Essa plasticidade estrutural possibilitou a esses animais explorarem uma grande diversidade de ambientes e utilizarem-se de recursos alimentares dos mais diferentes. Podem nadar, escavar, rastejar, perfurar madeira, fixar-se em rochas, caçar, filtrar alimentos em suspensão ou de sedimentos e parasitar. Ocupa todos os ambientes marinhos, de água doce e alguns são terrestres, mas geralmente restritos a locais úmidos.

O corpo dos crustáceos apresenta em cada semento, assim  como vários outros grupos de artrópodes, uma placa dorsal ou tergo, uma ventral, esterno e lateralmente as pleuras. Cada segmento, exceto o primeiro, pode apresentar um par de apêndices, porém nem todos os segmentos no adulto são distintos.

Há uma grande diversidade e especialização nos apêndices. Nos crustáceos mais basais, os segmentos têm pares de apêndices semelhantes ao longo do corpo que atuam na natação, respiração, alimentação e como apêndices sensitivos. Nos grupos muito diferenciados, ocorre modificação desses apêndices para o desempenho de diversas funções mais especializadas. Os apêndices têm um padrão birreme composto por uma base, o protopodito, formado por dois artifícios: coxopodito (coxa) e basopodito (base). No basopodito, prendem-se dois ramos, um interno, o endopodito, e um externo, o exopodito, cada um com um ou mais artículos. O endopodito geralmente é formado por cinco artículos: ísquio, mero, carpo, própode e dáctilo.

Apresentam três pares de peças bucais primárias, que são um par de mandíbulas e dois pares de maxilas. No entanto, em muitos grupos pode ocorrer ainda um ou dois ou até três pares de peças bucais adicionais, os maxilípodes, que são apêndices torácicos incorporados à região bucal, que auxiliam na alimentação.

No cefalotórax não há segmentação externa, porém no trono a segmentação é evidente. Como característica supostamente sinapomórfica do grupo, ocorre a presença do olho naupliar, pelo menos em uma fase da vida, mas as larvas de trilobitos talvez tenham essa característica, o que a tornaria uma arqueomorfia em Crustácea. Algumas formas apresentam ocelos medianos na fase adulta e outras, olhos compostos laterais ou olhos pedunculados.


O trato digestivo é formado por um tubo simples que corre ao longo do corpo, da boca ao ânus. Alguns formas mais derivadas, como os caranguejos e siris, mostram uma complexidade maior na morfologia do aparelho digestivo, com diferenciações em uma região anterior ou estomodeo, de origem ectodérmica, que é constituído do esôfago e estômagos cardíaco e pilórico. O estômago cardíaco ou proventrículo tem a função de triturar e mastigar; o estômago pilórico é o local de absorção dos alimentos. Na região do estômago médio ou mesênteron, de origem mesodémica, abre-se a glândula digestiva, também conhecida como hepatopâncreas, que tem as funções de secreção enzimática, absorção e reserva. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Como a formiga aguenta o calor do Saara?

Estudo mostra que um revestimento de pelos de prata ajuda a espécie a refletir a radiação e resfriar o corpo.

Em novo estudo, publicado nesta semana na revista Science, um grupo entomologistas dos Estados Unidos e da Suíça descobriu como as formigas do Saara suportam o calor do deserto: elas possuem um revestimento de pelos de prata que controla as ondas eletromagnéticas, melhorando a quantidade de radiação refletida e aperfeiçoando a capacidade de emissão de energia do corpo da formiga. Em outras palavras, a proteção mantém o corpo em boa temperatura.


A cataglyphis bombycina, conhecida como formiga prateada do Saara, pertecence a uma espécie dominante nas dunas de areia do norte da África. Seus ninhos são enormes e profundos, com múltiplas entradas distribuídas por vários metros. Trata-se de um dos animais terrestres que mais tolera altas temperaturas: o corpo atinge até 53,6 graus, sem males.

A equipe de cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisa Cerebral de Zurique, na Suíça, foi a primeira a descobrir que esse revestimento de pelos de prata da formiga, em formato triangular e transversal, não só melhora a reflexão da radiação, filtrando raios solares, como aperfeiçoa a capacidade de emissão de energia do corpo desse inseto. O efeito de resfriamento funciona sempre que as formigas estão expostas ao sol, reduzindo a sua temperatura corporal de cinco a dez graus.

"Para entender o efeito da radiação térmica, pense na sensação de frio quando você sai da cama de manhã. Metade da perda de energia nesse momento é devido à radiação térmica, pois a temperatura da pele está temporariamente muito maior do que a do meio ambiente", declarou o entomologista, e um dos autores do estudo, Nanfang Yu, da Universidade de Columbia.

Para os cientistas, o fato de as formigas prateadas conseguirem manipular ondas eletromagnéticas vai muito além do mundo animal. De acordo com eles, "esta solução biológica para um problema termorregulador pode levar ao desenvolvimento de revestimentos biomiméticos (ciência baseada no comportamento da natureza) para o resfriamento de objetos criados por nós".

fonte: veja.abril.com.br