FLORESTAS TROPICAIS SÃO CAPAZES DE RESISTIR AO AQUECIMENTO GLOBAL

Uma nova pesquisa publicada neste domingo mostra que as florestas tropicais correm menos risco de perder sua cobertura vegetal como consequência do aquecimento global do que as previsões mais alarmistas mostravam.

NASA PLANEJA CAPTURAR ASTEROIDE E COLOCÁ-LO EM ÓRBITA DA LUA

A Nasa anunciou nesta quarta-feira o projeto de capturar um pequeno asteroide, colocá-lo em órbita da Lua e explorá-lo cientificamente.

CIENTISTAS DIZEM QUE UM COMETA, NÃO UM ASTEROIDE, CAUSOU A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

Dupla de pesquisadores afirma que o corpo celeste que atingiu o planeta era menor e mais rápido que um asteróide

NO PASSADO, AQUECIMENTO GLOBAL AUMENTOU A BIODIVERSIDADE

Em grandes escalas de tempo, aumento da temperatura favorece mais o surgimento que a extinção de espécies, segundo cientistas britânicos.

VULCÕES EXTINGUIRAM METADE DAS ESPÉCIES DA TERRA HÁ 200 MILHÕES DE ANOS

Utilizando um novo processo de datação de rochas, pesquisadores americanos relacionaram com precisão um intenso período de erupção vulcânica à extinção de cerca de metade das espécies existentes...

sábado, 12 de setembro de 2015

Novas (e incríveis) fotos revelam que Plutão tem a superfície mais complexa do Sistema Solar

Desde o rasante histórico sobre Plutão, em 14 de julho, a sonda New Horizons vem trazendo informações inéditas e surpreendentes. A revelação e análise de uma série de fotos feitas a 12.390 quilômetros de altitude, o ponto mais próximo que a missão alcançou da superfície, mostrou aos astrônomos o relevo mais complexo já visto no Sistema Solar. As novas imagens, divulgadas nesta quinta-feira (10) indicam uma variedade tão grande de diferentes aspectos da superfície do planeta anão que os cientistas ficaram "atônitos e desconcertados", de acordo com a Nasa.



"Plutão está nos mostrando uma diversidade geográfica e processos tão complexos que rivalizam com qualquer coisa que já vimos no Sistema Solar", disse o astrônomo Alan Stern, líder da missão New Horizons e cientista do Southest Research Institute, nos Estados Unidos (SwRI, na sigla em inglês), no comunicado da Nasa. "Se um artista tivesse pintado esse Plutão antes do rasante, eu provavelmente diria que ele exagerou - mas é exatamente o que está lá."

As imagens foram recebidas no último fim de semana e trazem uma excelente resolução de 400 metros por pixel. As fotos mostram dunas, fluxos de gelo de nitrogênio (que parecem escorrer das montanhas para as planícies), e vales que podem ter sido esculpidos por substâncias que flutuam pela superfície. Há também amplas regiões com montanhas caoticamente reunidas, resquícios de terrenos que irromperam de Europa, a Lua gelada de Júpiter.

Para os cientistas, o mais impressionante e difícil de compreender é a formação das dunas. Há regiões escuras que, à primeira vista, parecem desenhadas pelo vento, algo que os astrônomos imaginavam impossível antes do rasante.


"Enxergar dunas em Plutão - e é exatamente o que vemos - é completamente louco, porque sua atmosfera atual é muito fina. Ou ele teve uma atmosfera mais espessa no passado, ou alguns processos que ainda não compreendemos estão atuando ali. É um quebra-cabeça", disse o astrônomo William McKinnon.

New Horizons - Após percorrer 4,8 bilhões de quilômetros, desde que foi lançada pela Nasa, em janeiro de 2009, a sonda New Horizons chegou a 12.390 quilômetros de Plutão para fazer fotos e recolher material de sua atmosfera. As imagens já divulgadas pela agência espacial americana mostraram coim riqueza de detalhes as cinco luas do planeta-anão (Charon, Styx, Nix, Kerberos e Hydra), bem como a superfície e a atmosfera do corpo celeste, envolvido por um brilhante halo branco. Os cientistas também descobriram que Plutão, além de gelado, tem ao seu redor uma "neblina" que se estende da superfície até 130 quilômetros de altura. São duas camadas, uma de 50 quilômetros de espessura e outra de 30 quilômetros.
Essa exploração de uma área desconhecida do Sistema Solar busca trazer informações sobre Plutão e sua maior lua, Charon. Pequenos planetas como Plutão são relíquias de mais de 4 bilhões de anos que podem trazer dados reveladores sobre as origens do Sistema Solar.

Após a aproximação, a New Horizons continua sua viagem para uma região do Sistema Solar conhecida como Cinturão de Kuiper, que se estende de Netuno até depois do planeta-anão. Em Kuiper existem diversos planetas anões, mas a área foi até hoje pouco explorada por missões espaciais. Essa segunda etapa da viagem está prevista para o período entre 2016 e 2020.

fonte: veja.abril.com.br

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Novo ancestral humano é descoberto na África do Sul

Uma antiga espécie do gênero humano desconhecida até agora foi descoberta em uma caverna da África do Sul, onde foram exumados os ossos de 15 hominídeos, anunciou nesta quinta-feira uma equipe internacional cientistas.


Os fósseis foram encontrados em uma caverna profunda de difícil acesso, perto de Johannesburgo, na área arqueológica conhecida como "Berço da Humanidade", que é considerada patrimônio mundial pela Unesco. A nova espécie foi batizada de Homo naledi e classificada dentro do gênero ao qual pertence o homem moderno.

"Estou feliz de apresentar uma nova espécie do ancestral humano", declarou Lee Berger, pesquisador da Universidade Witwatersrand de Johannesburgo, durante uma entrevista coletiva.

Os esqueletos dos 15 indivíduos incluem bebês, adultos e idosos e foram descobertos entre 2013 e 2014. Todos apresentavam uma morfologia homogênea e pertenciam a uma "nova espécie do gênero humano".

O Museu de História Natural de Londres classificou a descoberta de "extraordinário". "Alguns aspectos do Homo Naledi, como suas mãos, seus punhos e seus pés, estão muito próximos aos do homem moderno. Ao mesmo tempo, seu pequeno cérebro e a forma da parte superior de seu corpo são mais próximos aos de um grupo pré-humano chamado australopithecus", explicou o professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, autor de um artigo sobre o tema publicado na revista científica eLife.

A descoberta pode permitir uma compreensão melhor sobre a transição, há dois milhões de anos, entre o australopithecus primitivo e o primata do gênero homo, nossa ancestral direto.

fonte: veja.abril.com.br

Vespa brasileira pode ser a nova arma de combate ao câncer

O poderoso veneno de uma vespa encontrada no Sudeste brasileiro pode ser o mais novo aliado da luta contra o câncer. A agressiva Polybia paulista, conhecida como "paulistinha", produz uma toxina capaz de destruir as células dos tumores sem agredir células saudáveis. De acordo com um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de Leeds, na Inglaterra, a ação da substância pode inspirar uma nova classe de medicamentos para combater a doença.


O inseto, descoberto e descrito pelo professor Mário Palma, da Unesp de Rio Claro e um dos autores do artigo, fabrica a MP1, que é capaz de atacar os lipídios (moléculas de gordura) contidos na membrana das células dos tumores, poupando as sadias. Os pesquisadores sabiam que a toxina agia contra micróbios causadores de doenças destruindo a membrana das células bacterianas. Mais tarde, os estudos revelaram que a toxina é promissora para proteger humanos de câncer e tem capacidade para inibir o crescimento de células de tumores de próstata e de bexiga, além de células de leucemias resistentes a várias drogas. Mas, até agora, não se sabia como a MP1 conseguia destruir seletivamente as células tumorais.

Novas drogas - Esse mecanismo de ação da toxina foi descrito pelos pesquisadores brasileiros e ingleses em um artigo publicado nesta semana no periódico Biophysical Journal. Os cientistas pesquisaram sua ação em linfócitos com leucemia e perceberam que a MP1 consegue abrir fendas nas membranas das células doentes, fazendo com que deixem escapar proteínas e outras substâncias que as mantêm vivas. Essa é a característica que, futuramente, pode ser aprimorada para propósitos clínicos.

"Terapias contra o câncer que atacam a composição de lipídios da membrana da célula seriam uma classe inteiramente nova de drogas antitumorais. Isso poderia ser útil para o desenvolvimento de novas terapias combinadas, nas quais múltiplas drogas são utilizadas para tratar um câncer atacando diferentes partes de suas células simultaneamente", disse Paul Beales, um dos autores do estudo.
Essa seria uma maneira inovadora de combater o câncer, pois atua na membrana das células e não no núcleo, o alvo da maior parte dos estudos desenvolvidos atualmente. De acordo com os autores, os próximos passos serão tentar manipular a estrutura da toxina para verificar se ela se mantém eficaz no combate ao câncer e, se isso for possível, começar os testes em animais. Se essas etapas se mantiverem promissoras, ensaios clínicos com humanos poderão ser feitos no futuro.

fonte: veja.abril.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Análise de mais de 220 000 galáxias distantes mostra que o espaço perdeu metade de seu brilho nos últimos 2 bilhões de anos

O Universo está morrendo lentamente. Mas o declínio é mais veloz do que o esperado pelos astrônomos, de acordo com uma ampla análise feita por uma equipe internacional de cientistas de mais de 30 universidades europeias, australianas e americanas. Divulgado na segunda-feira (10), o estudo traz as medições mais precisas de energia já realizadas até hoje em uma grande zona do espaço, com mais de 220 000 galáxias distantes. As conclusões revelam que, atualmente, elas produzem metade da energia que geravam há 2 bilhões de anos. Em termos cósmicos, isso significa um rápido "apagar das luzes" e as poucas estrelas que nascem não parecem ser capazes de substituir as antigas - o cosmo, assim, deixaria de brilhar aos poucos.



"O Universo se estirou no sofá, se cobriu com uma manta e se prepara para um sono eterno", afirma o astrônomo Simon Driver, membro do Centro Internacional de Pesquisas Radioastronômicas (ICRAR) da Austrália e um dos responsáveis pelo estudo.

Os cientistas sabiam que, após a intensa formação de estrelas do Universo, que surgiu há cerca de 13,8 bilhões de anos a partir do Big Bang, ele iria "envelhecer" e "morrer" gradualmente. No entanto, nenhuma pesquisa tinha ainda investigado com tantos detalhes a quantidade de luz emitida pelas galáxias e, com isso, avaliado a produção total de estrelas, um parâmetro que revela o grau de atividade do cosmos.

"O resultado mais surpreendente da nova análise é que muitas estrelas se apagaram nos últimos 2 bilhões de anos. É como se tivéssemos chegado à velhice mais rápido que o esperado", explica o astrônomo Amâncio Friaça, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

Evolução do cosmo - A pesquisa é parte do projeto Gama (Galaxy and Mass Assembly), uma cooperação internacional que usa os sete dos telescópios mais potentes do mundo, como os do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, e os telescópios espaciais Galex e Wise, da Nasa, para estudar a formação e evolução das galáxias. As observações foram feitas durante oito anos e os instrumentos mediram diversas faixas do espectro eletromagnético (do infravermelho ao ultravioleta, além da luz visível).

Estrelas como o nosso Sol, formado há cerca de 4,5 bilhões de anos e, portanto, recentes, ainda levarão muitos bilhões de anos para chegar a esse "envelhecimento". De acordo com os especialistas, o estudo ajuda a compreender melhor as origens e períodos de existência das galáxias e do cosmo.
"Essa é uma análise que refinou muitas pesquisas anteriores. O próximo passo é compreender quais os fatores que estão influenciando nesse fenômeno. Será que a energia escura, uma força que preenche quase 70% do Universo tem algum papel nisso? Quem sabe os próximos experimentos poderão nos ajudar a responder essas questões e iluminar como será nosso futuro", diz Friaça.

fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pela primeira vez, astronautas comem alface cultivada no espaço

“Tem gosto de rúcula”, disse o astronauta Scott Kelly, que provou o vegetal na Estação Espacial Internacional (ISS). O alimento pode ajudar em futuras missões tripuladas para Marte.


Astronautas fizeram nesta segunda-feira (10) a primeira "degustação" de alimentos cultivados no espaço. De acordo com o americano Scott Kelly, o cardápio do almoço na Estação Espacial Internacional (ISS), composto apenas de alface romana, "é bom. Tem gosto de rúcula." O evento foi transmitido pela televisão da Nasa, por volta das 13h45 (horário de Brasília), que interrompeu sua cobertura de uma caminhada espacial russa para mostrar o episódio histórico.

O vegetal, cultivado por 33 dias na ISS, é parte de uma experiência da Nasa que vai ajudar missões tripuladas para outros planetas. "Se quisermos ir a Marte algum dia, precisaremos de uma nave que seja sustentável. A habilidade de cultivar o próprio alimento no espaço é um grande passo nessa direção", disse Kelly, após provar as folhas junto com outros dois astronautas.

"Há evidências de que os alimentos frescos, como tomates, mirtilos e alface vermelha são uma boa fonte de antioxidantes", indicou Ray Wheeler, cientista da Nasa no Centro Espacial Kennedy da Flórida. "Ter alimentos frescos como este disponível no espaço pode ter um impacto positivo no humor das pessoas e também pode fornecer proteção contra a radiação no espaço", acrescentou.
Alface espacial - O experimento, chamado Veg-01 (ou Veggie, apelido dado pelos astronautas), começou há três anos e pretende estudar o crescimento e a absorção de alimentos em ambiente de microgravidade, como a ISS. No ano passado, alguns pés de alface haviam sido cultivados no espaço, mas voltaram para a Terra para que fossem realizados testes de segurança.
A alface ingerida pelos astrônomos foi cultivada em uma caixa especial de crescimento e foi levada para o espaço a bordo da nave SpaceX Dragon. As sementes, armazenadas em travesseiros de enraizamento, foram ativadas por Kelly em 8 de julho. Antes de serem colhidas, as plantas cresceram em ambiente controlado, com luz especial.


Para comê-las, os astronautas limparam cuidadosamente as folhas com toalhas desinfetantes e podiam ingerir apenas a metade das folhas. As outras foram separadas e serão congeladas na estação até que possam ser enviadas à Terra para análises científicas.
A alimentação dos astronautas é uma das mais importantes questões para futuras missões tripuladas a planetas distantes, como a colonização de Marte. Se for possível cultivar o próprio alimento não será necessário enviar quilos de mantimentos dentro das naves ou mandar missões de abastecimento, como as que são periodicamente enviadas à ISS.
"Quanto mais longe forem as viagens dos humanos pelo espaço, maior será a necessidade de cultivar vegetais para alimentação, reciclagem da atmosfera e benefícios psicológicos", disse o cientista da Nasa Giola Massa, um dos responsáveis pelo Veg-01.
De acordo com os astrônomos, a textura e gosto da salada "de verdade" trazem a lembrança dos alimentos ingeridos na superfície, deixando os humanos no espaço mais conectados à Terra, além de nutridos.

fonte: veja.abril.com.br